Dólar atinge maior cotação em quatro meses
Moeda sobe 2,17% após redução da meta fiscal e da divulgação de dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos

No dia seguinte à redução da meta fiscal do governo, o dólar teve forte alta e fechou no maior valor em quatro meses. O dólar comercial subiu 2,17% e encerrou esta quinta-feira (23/07) vendido a R$ 3,296. A cotação atingiu o maior patamar desde 19 de março, quando tinha fechado em R$ 3,297.
A cotação permaneceu em alta durante todo o dia. Na máxima do dia, por volta das 14h40, a moeda chegou a ser vendida a R$ 3,30. Em julho, o dólar acumula alta de 3,19%. No acumulado do ano, a valorização chega a 23,9%.
Fatores externos e a redução da meta de superávit primário do Brasil para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) contribuíram para a valorização da moeda norte-americana.
O superávit primário é a economia para pagar os juros da dívida pública e estava fixada em 1,13% do PIB até a noite de quarta-feira (22/07), quando os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram a redução para 0,15% do PIB.
Do lado externo, a alta do dólar foi puxada pela publicação dos números relativos aos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. O volume de solicitações atingiu o nível mais baixo desde 1973, o que indica que a retomada da economia norte-americana se aproxima.
A recuperação abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) aumente - ainda este ano - os juros da maior economia do planeta.
Juros mais altos nos Estados Unidos provocam uma migração de capitais de países emergentes para países desenvolvidos, o que afeta também a economia brasileira.
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