Dólar atinge R$ 3,36 com crise no Brasil e tombo na bolsa chinesa

Moeda atinge maior patamar em 12 anos com tensões nos mercados interno e externo. Dólar turismo subiu 2,1% cotado a R$ 3,55

Agência Brasil
27/Jul/2015
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Dólar atinge R$ 3,36 com crise no Brasil e tombo na bolsa chinesa

Em meio a tensões na economia chinesa e a desconfiança em relação às metas fiscais no Brasil, o dólar comercial voltou a fechar no maior nível em 12 anos, cotado a R$ 3,36, com alta de 0,51%. Este patamar é o maior desde 27 de março de 2003, quando a moeda norte-americana fechou em R$ 3,39.

No início do dia, o dólar chegou a ser vendido a R$ 3,38. A alta desacelerou nas horas seguintes, mas em ritmo insuficiente para fazer a cotação cair em relação ao fechamento de sexta-feira (24/07). A divisa registra alta de 8,2% apenas em julho. No acumulado do ano, subiu 26,5%. O dólar turismo encerrou o dia a R$ 3,55, com alta de 2,1%. 

Desde que a equipe econômica anunciou a redução para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), na semana passada, o dólar passou a subir. 

A possibilidade de o país perder o grau de investimento das agências de classificação de risco tem pressionado o câmbio.

Fatores externos também têm feito o dólar subir em todo o mundo. Nesta segunda-feira (27/07), a Bolsa de Valores de Xangai (China) caiu 8,48%, a maior queda diária desde 2007, por causa da divulgação de indicadores econômicos que mostram a desaceleração da segunda economia mundial. A primeira é a dos Estados Unidos.

O Gabinete Nacional de Estatísticas da China anunciou hoje que, em junho, os lucros das grandes empresas industriais do país diminuíram 0,3% em relação a igual período de 2014. 

Além disso, foi divulgado que a atividade industrial apurada este mês é a mais baixa desde abril do ano passado, ampliando os receios de que o abrandamento da economia mundial chinesa pode ser maior do que se esperava.

Em 2014, o PIB da China cresceu 7,4%, o valor mais baixo dos últimos 24 anos. No primeiro semestre de 2015, o crescimento caiu para 7%. 

A China é o principal comprador de commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional) do Brasil. Crises econômicas no país asiático indicam a possibilidade de ampliação da queda das exportações brasileiras, o que pressiona o dólar no Brasil.

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