Dólar cai pelo quarto dia seguido e fecha semana com queda de 2,2%

Além do cenário político brasileiro, o mercado refletiu a divulgação de números positivos de emprego dos Estados Unidos

Agência Brasil
04/Dez/2015
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Dólar cai pelo quarto dia seguido e fecha semana com queda de 2,2%

Em queda pelo quarto dia seguido, a moeda norte-americana fechou no menor nível em dez dias. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (04/12) vendido a R$ 3,739, com recuo de 0,26%.

A cotação está no menor nível desde 24 de novembro (R$ 3,704). Com isso, o dólar fechou a primeira semana de dezembro com queda de 2,21%. Em 2015, no entanto, a divisa acumula alta de 40,6%.

O dólar oscilou no segundo dia de negociações após a aprovação da meta fiscal de 2015 e a abertura do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A moeda abriu a sessão em alta. Na máxima do dia, por volta das 10h50, chegou a ser vendida acima de R$ 3,78. A cotação, no entanto, caiu a partir do início da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h30, o dólar foi vendido a R$ 3,725.

No mercado de ações o dia foi de perdas, revertendo em parte a forte alta de quinta-feira (03/12).

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa, caiu 2,23%, para 45.360,76 pontos. As ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, caíram 5,76%. As ações preferenciais da mineradora Vale recuaram 2,73%.

Hoje, além do cenário político brasileiro, o mercado refletiu a divulgação de números positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. A economia norte-americana criou 211 mil empregos em novembro, acima das previsões dos analistas que apontavam para 196 mil.

A melhora no mercado de trabalho poder levar ao aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na sua reunião de política monetária, marcada para os dias 15 e 16 deste mês.

O aumento dos juros nos Estados Unidos pode atrair investimentos em títulos públicos americanos, considerados a aplicação mais segura do planeta. Os investidores retiram recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar.

FOTO: Thinkstock

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