Dólar fecha acima de R$ 3,47, maior valor em quase 6 meses

A moeda norte-americana subiu no dia em que executivos da Odebrecht assinaram o acordo de delação premiada

Agência Brasil
02/Dez/2016
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Dólar fecha acima de R$ 3,47, maior valor em quase 6 meses

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a fechar no maior valor em quase seis meses. 

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (02/12) vendido a R$ 3,472, com alta de 0,12%. Foi a mais alta cotação desde 14 de junho (R$ 3,48).

A divisa operou em queda durante a maior parte do dia, mas subiu perto do fim da sessão. 

Com o desempenho de hoje, a moeda norte-americana fechou a semana com alta de 1,7%, mas acumula queda de 12% em 2016.

Depois de sete sessões sem intervir no mercado de câmbio, o Banco Central (BC) rolou (renovou) contratos de swap cambial tradicional que venceriam em janeiro. 

Essa operação equivale à venda de dólares no mercado futuro e tem como objetivo conter a alta da moeda norte-americana.

No mercado de ações, o dia foi de recuperação. 

Depois de ter registrado na quinta-feira (1º/12) a maior queda diária em 10 meses, o Ibovespa (índice das ações mais negociadas e de empresas de maior valor de mercado da bolsa) fechou com alta de 1,36%, aos 60.316 pontos.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram 2,42% (papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas) e 2,53% (papéis preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos).

O dólar subiu no dia em que executivos da Odebrecht assinaram o acordo de delação premiada. 

No cenário externo, o câmbio foi influenciado por dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que apontaram taxa de desemprego de 4,6% em novembro, o menor nível em nove anos.

A recuperação dos Estados Unidos serve de estímulo para o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) aumentar os juros da maior economia do planeta na próxima reunião do órgão, nos dias 13 e 14. 

Taxas mais altas nas economias avançadas atraem mais recursos para países desenvolvidos e estimulam a fuga de capitais em países emergentes, como o Brasil.

FOTO: Thinkstock

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