Em dia de rebaixamento, dólar cai e volta a ficar abaixo de R$ 4
Decisão da Standard & Poor's foi divulgada nos minutos finais de negociação da moeda norte-americana, que foi pautada pelo otimismo no cenário externo

A divulgação do novo rebaixamento do Brasil pela agência Standard & Poor's (S&P) nos minutos finais de negociação afetou pouco a cotação da moeda norte-americana, que voltou a ficar abaixo de R$ 4.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (17/02) vendido a R$ 3,994, com queda de 1,88%. Essa foi a primeira queda depois de seis dias seguidos de alta.
O dólar operou em baixa durante toda a sessão, em meio a um otimismo nos mercados internacionais. A redução intensificou-se a partir das 12h30.
Na mínima do dia, por volta das 16h30, a cotação chegou a atingir R$ 3,974. O ritmo de queda caiu após a S&P divulgar a decisão sobre a nota soberana do país, mas a cotação não ultrapassou os R$ 4. A divisa acumula queda de 0,75% em fevereiro e alta de 1,16% no ano.
Em recuperação pelo quarto dia seguido, o Ibovespa (índice das ações mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa) fechou a sessão com alta de 1,67%, aos 41.631 pontos.
O indicador está no maior nível desde 6 de janeiro (41.773 pontos). O rebaixamento do país reduziu um pouco os ganhos no fim da sessão, mas não em nível suficiente para reverter a alta acumulada ao longo do dia.
O grande destaque foram as ações da Petrobras, as mais negociadas. Os papéis ordinários da companhia (que dão direito a voto na assembleia de acionistas) saltaram 7,79%, para R$ 6,78. As ações preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) subiram 5,41%, para R$ 4,68.
Em todo o planeta, o dia foi de otimismo nos mercados financeiros em meio a notícias de que os principais países produtores de petróleo pretendem congelar a produção para conter a queda no preço internacional do barril. As principais bolsas de valores do mundo tiveram fortes ganhos nesta quarta-feira.
A retração da China, a segunda maior economia do planeta, prejudica países exportadores de commodities, como o Brasil, porque reduz a demanda global por matérias-primas e produtos agrícolas. Com as exportações mais baratas, menos dólares entram no mercado brasileiro, empurrando para cima a cotação da moeda norte-americana.
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