Em NY, Dilma diz que país vai usar reservas para segurar dólar
Após reunião do G4 (foto), a presidente disse a jornalistas estar preocupada com alta da moeda americana em relação ao real devido ao endividamento de empresas brasileiras

A alta da cotação do dólar preocupa a presidente Dilma Rousseff porque, segundo ela, existem empresas brasileiras com dívidas em moeda norte-americana. Ela ressaltou, porém, que o país tem reservas suficientes para lidar com essas oscilações do dólar.
Ao falar com os jornalistas sobre a alta do dólar, Dilma disse que o governo terá uma posição bem clara e firme, lembrando a atuação do Banco Central esta semana.
Ao falar com os jornalistas sobre a alta do dólar, a presidenta Dilma disse que o governo terá uma posição bem clara e firme, lembrando a atuação do Banco Central esta semana.
"O Brasil hoje tem reservas suficientes para que não tenhamos nenhum problema, nenhuma disruptura por conta do dólar”, afirmou Dilma em entrevista à imprensa após a reunião do G4 -Brasil, Índia, Alemanha e Japão-, que discutiu a reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas. em Nova York.
Ela mencionou a atuação do Banco Central no leilão de dólar no mercado futuro, operação conhecida como swap, para conter a alta do dólar. “O governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada”, disse a presidenta.
Nesta semana, pela primeira vez desde a criação do real, o dólar fechou acima dos R$ 4. Na terça-feira (22/09), o dólar comercial subiu R$ 0,073 (1,83%) e encerrou sendo vendido a R$ 4,054. O recorde anterior correspondia a 10 de outubro de 2002, quando a cotação tinha fechado em R$ 3,99. Na sexta-feira (25), ele fechou sendo vendido a R$ 3,976.
FOTO: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

