Expectativas do empresário do comércio pioram em março
O Índice de Confiança do setor caiu 1,7 ponto em março ante fevereiro, para 67,1 pontos, de acordo com a FGV

A deterioração na confiança do empresário do comércio na passagem de fevereiro para março foi decorrente de uma piora tanto nas expectativas para o futuro quando na avaliação sobre a situação atual. Os dados são da Sondagem do Comércio, divulgada nesta terça-feira (29/03) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice da Situação Atual (ISA-COM), que retrata a percepção dos empresários em relação ao momento atual, recuou 1,2 ponto, para 62,3 pontos, o quarto menor valor da série histórica da pesquisa. O resultado teve impacto do quesito que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual, que despencou 6,5 pontos em março.
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Já o Índice de Expectativas (IE-COM), que mostra as perspectivas para os próximos meses, caiu 2,0 pontos ante fevereiro, para 73,3 pontos. A maior contribuição foi do indicador que capta o grau de otimismo com as vendas nos três meses seguintes, que diminuiu 2,5 pontos em março em relação ao mês anterior.
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,7 ponto em março ante fevereiro, para 67,1 pontos. A Sondagem do Comércio de março coletou informações de 1.208 empresas entre os dias 01 e 22 do mês.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,4 ponto em março ante fevereiro, atingindo 67,1 pontos, de acordo com a FGV. O resultado interrompe dois meses de altas consecutivas.
Segundo a FGV, o índice voltou a cair puxado pela piora da percepção do consumidor em relação à situação atual. "Após ensaiar uma recuperação, a confiança do consumidor voltou a cair em março. Desta vez influenciada por um movimento de piora das finanças familiares", avaliou a economista Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
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O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,8 pontos em março, para 66,3 pontos, menor patamar da série histórica. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,4 ponto, para 69,0 pontos.
O levantamento abrange informações de mais de 2,1 mil domicílios coletadas entre os dias 1 e 22 de março. O indicador é calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos. Quanto mais próximo de 200, maior é o nível de confiança do consumidor.

