FGV aponta queda na confiança do Comércio e de Serviços em novembro
Os empresários desses setores estão pessimistas tanto em relação ao cenário atual quanto em relação ao futuro

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 6,2 pontos de outubro para novembro deste ano. Com isso, o indicador chegou a 88 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde abril deste ano (84,1 pontos).
A confiança do empresário do comércio brasileiro caiu em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice da Situação Atual, que mede as avaliações sobre o momento atual, caiu 7 pontos e chegou a 88,3 pontos.
Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado no futuro, cedeu 5,1 pontos e atingiu 93,3 pontos.
"O cenário para os próximos meses não é muito animador, dado que a confiança dos consumidores ainda se encontra muito baixa, a inflação segue em alta, os juros subindo e o mercado de trabalho ainda reagindo gradualmente", disse o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler.
CONFIANÇA DE SERVIÇOS
O Índice de Confiança de Serviços, também calculado pela FGV, recuou 2,3 pontos de outubro para novembro deste ano e chegou a 96,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Esse é menor nível desde junho deste ano (93,8 pontos). No mês anterior, o indicador havia subido 1,8 ponto.
A queda em novembro foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresário do comércio brasileiro no futuro e que caiu 2,7 pontos, atingindo 100,9 pontos.
O Índice da Situação Atual, que mede a perspectiva do empresário sobre o presente, recuou 1,8 ponto e chegou a 92,8 pontos.
"Apesar do avanço do programa de vacinação, o ambiente macroeconômico frágil é que pode adicionar mais incerteza na continuidade da recuperação na virada para 2022", afirma Tobler.
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