Genial/Quaest: apoio ao fim da escala de trabalho 6x1 cai para 68%

O atual patamar de apoio representa uma queda em relação a dezembro de 2025, quando a mesma pesquisa registrou 72% de aprovação e 24%, contra

Estadão Conteúdo
18/Mai/2026
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Genial/Quaest: apoio ao fim da escala de trabalho 6x1 cai para 68%

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18/5) mostra que 68% dos brasileiros são a favor do fim da escala de trabalho 6x1, que consiste em seis dias de trabalho para um de descanso. O levantamento mostra que 22% dos entrevistados são contrários à mudança e 10% não souberam ou não responderam. O atual patamar de apoio representa uma queda em relação a dezembro de 2025, quando a mesma pesquisa registrou 72% de aprovação e 24%, contra.

O cenário, no entanto, muda diante da possibilidade de redução salarial. Se o fim da jornada 6x1 vier acompanhado de um corte no salário, o apoio ao fim da 6X1 cai para 39%, e a rejeição salta para 56%. Apesar da alta rejeição, a pesquisa mostra ter crescido a aceitação da medida, mesmo com redução de vencimentos. Em abril de 2025, 35% eram a favor da redução, mesmo com corte salarial, e 60%, contra. Neste cenário condicional, a divisão entre os eleitorados se acentua.

Apoio à mudança

Regionalmente, o Nordeste lidera o apoio à mudança, com 72% de aprovação e 16% de oposição. O Sul é a região com a menor taxa de favorabilidade: 63% a favor e 29% contra. A pesquisa também aponta que o interesse pelo tema é maior na região Sudeste, onde 47% dos entrevistados acompanham o debate "de perto". No geral, 43% dos brasileiros acompanham a discussão com atenção, 29% acompanham pouco e 27% não acompanham. O interesse é mais acentuado entre homens, pessoas com ensino superior e com renda familiar mais alta.

O maior apoio à proposta vem da população de menor renda. Entre os que recebem até dois salários mínimos, 70% são a favor do fim da escala 6x1 e 17% são contra. Entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos, 68% são a favor e 22% são contra. Já nas rendas mais altas, com mais de cinco salários mínimos, 62% endossam e 30% rejeitam.

O apoio à pauta é mais expressivo entre os que se declaram "lulistas": 76% defendem a aprovação e 17% são contra. A preferência pela redução de jornada é maior na "esquerda não lulista": 88% endossam e 7% rejeitam. Já entre os bolsonaristas, há uma divisão: 44% são a favor do fim da escala 6x1 e 42% são contra. A direita não bolsonarista se mostra mais simpática: 55% são favoráveis e 37% são contra.

A maioria dos bolsonaristas (63%) rejeita a mudança com corte salarial, com apenas 32% de apoio. Entre os lulistas, a opinião fica empatada dentro da margem de erro: 49% são contra a redução de jornada com corte de salário, enquanto 47% se mostram a favor.

Os resultados fazem parte da 25ª rodada da pesquisa de opinião, registrada sob o número BR-03598/2026. Foram feitas 2.004 entrevistas entre 8 a 11 de maio, de forma domiciliar,com brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%.

IMAGEM: Tania Rego/ Agência Brasil

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