Focus eleva previsão de inflação para 2014 e 2015

Analistas do mercado financeiro que participam do relatório avaliam que a Selic subirá 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 20 e 21

Estadão Conteúdo
05/Jan/2015
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Focus eleva previsão de inflação para 2014 e 2015

Na primeira divulgação do Relatório de Mercado Focus de 2015, feita nesta segunda feira (5/1), a mediana das projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu de 6,53% para 6,56%.

O movimento revela ainda com mais força que a expectativa é de que o Banco Central entregue a inflação oficial do país acima do teto da meta de 6,50%. Há um mês, a taxa esperada pelos analistas para o indicador estava justamente no limite de 6,50%.

Para 2014, a mediana das estimativas para o índice oficial de inflação apresentou leve avanço, passando de 6,38% para 6,39%, segundo divulgação do BC. Há um mês, a taxa mediana para esse indicador já estava em 6,38%.

No caso das expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente, a taxa passou de 6,59% para 6,60% de uma semana para outra - há um mês, estava em 6,63%. No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, a mediana para o IPCA de 2014 ficou congelada em 6,35%. Um mês antes, estava em 6,29%. Para 2015, esse mesmo grupo também manteve a mediana das estimativas parada em 6,40% - quatro semanas atrás estava em 6,20%.

Para o curto prazo, a taxa para dezembro ficou inalterada em 0,75% pela quarta semana consecutiva. Já a de janeiro de 2015 foi modificada de 0,96% para 0,97%, em linha com a perspectiva do presidente do BC, Alexandre Tombini, de que os preços vão mostrar aceleração nos próximos meses. Um mês antes, essa taxa estava em 0,90%.

SELIC

Analistas do mercado financeiro que participam do Relatório Focus avaliam que a taxa básica de juros, Selic, subirá 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para os dias 20 e 21 deste mês. Atualmente, a Selic está em 11,75% ao ano. Ao longo de 2015, a expectativa de economistas que participam do pesquisa Focus é a de que a taxa básica de juros, Selic, registrará um aumento de 0,75 ponto porcentual este ano.

De acordo com o Relatório de Mercado, a mediana das previsões para a taxa básica de juros no período seguiu em 12,50% ao ano pela quarta semana consecutiva. Já a Selic média de 2015 permaneceu em 12,47% ao ano pela terceira vez seguida, valor bem próximo da taxa efetiva esperada para o fim deste ano.

Quatro semanas atrás estava em 12,38% ao ano. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2015 também está em 12,50% ao ano.

PIB

Seguem fracas as projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 e 2015 no Relatório de Mercado Focus. O documento revela que a expectativa mediana para o crescimento do País no ano passado está em 0,15% ante projeção do documento anterior de alta de 0,14% e a de um mês atrás, de 0,18%. A perspectiva dos analistas é de que haverá retomada da atividade no ano que vem, mas com menor força, já que a taxa passou de 0,55% da semana anterior para 0,50% agora. Quatro semanas antes, porém, a projeção para 2015 estava em 0,73%.

A produção industrial é o principal setor responsável pelas previsões para o PIB de 2014 e 2015. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 2,49% para o ano passado , a mesma do levantamento anterior. Há quatro semanas, estava em -2,50%. Para 2015, o crescimento desse segmento deve ser de 1,04%, taxa um pouco maior do que a vista no levantamento anterior, de 1,02%, mas mais baixo do que a taxa de 1,23% de um mês atrás.

Os economistas também ajustaram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. Para 2014, a mediana passou de 35,80% na semana para 35,90% - estava em 36,00% um mês atrás. Já para 2015, a mediana das previsões saiu de 37,00% para 37,30%. Quatro semanas antes estava em 36,35%.

 

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