Focus reduz projeção de inflação de 7,26% para 7,21%

Para 2017, a projeção foi alterada de 5,30% para 5,29%, de acordo com boletim semanal emitido pelo Banco Central

Estadão Conteúdo
25/Jul/2016
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Focus reduz projeção de inflação de 7,26% para 7,21%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) ajustaram a projeção para a inflação - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - de 7,26% para 7,21%, este ano.

Para 2017, a projeção foi alterada de 5,30% para 5,29%. As estimativas fazem parte do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções para os principais indicadores econômicos.

As estimativas para os dois anos estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC.

A projeção para este ano também supera o limite superior da meta: 6,5%. Em 2017, o máximo que a inflação pode chegar é 6%, de acordo com a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo CMN.

PIB

Apesar da melhora das projeções na semana passada do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Instituto Internacional de Finanças (IIF) para a economia brasileira, o Relatório de Mercado Focus não trouxe refresco nas estimativas domésticas para o Produto Interno Bruto (PIB).

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a projeção para a economia passou de -3,25% para -3,27%, após três semanas seguidas de melhora das previsões, que estavam em -4,44% um mês atrás.

Para 2017, a mediana das previsões do mercado ficou congelada em 1,10% de um levantamento para o outro. Estava em 1,00% há quatro semanas.

No mês passado, o BC informou no Relatório Trimestral de Inflação que a sua nova estimativa para o PIB deste ano é de uma retração de 3,3% ante baixa de 3,5% vista na edição anterior do documento.

As estimativas para a produção industrial também mostraram pouco avanço na pesquisa Focus para este e o próximo ano. Para 2016, a queda foi mantida em 5,95%, como na semana passada.

Um mês atrás estava em -5,89%. Já para 2017, a projeção recuou, passando de uma alta de 0,77% para um avanço de 0,75% - estava em 0,80% há uma semana.

Já as projeções para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB mostraram tendências opostas no documento de hoje.

No caso de 2016, a mediana saiu de 44,40% para 44,45% de uma semana para outra. Um mês atrás, estava em 43,70%. Para 2017, no boletim Focus, as expectativas recuaram de 49,10% para 49,00% ante projeção apontada um mês atrás de 47,95%.

SELIC

No primeiro relatório Focus após a estreia da nova cúpula do Banco Central (BC) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o documento trouxe estabilidade nas previsões para a Selic (a taxa básica de juros da economia). A previsão de Selic para o final de 2016 continuou em 13,25% ao ano como na semana anterior (o mesmo valor de um mês atrás) e a taxa básica prevista para o final de 2017 prosseguiu em 11,00% ao ano pela quarta semana consecutiva.

Já a Selic média deste ano ficou estacionada em 14,06% ao ano pela terceira semana seguida, enquanto a de 2017 seguiu em 11 75% ao ano. Há um mês, as medianas das taxas médias projetadas para este e o próximo ano estavam em, respectivamente, 14,03% e 11,67%.

A estabilidade nas projeções para a Selic ocorre após a sinalização do BC de que ainda não há espaço para redução da taxa básica no curto prazo. Além disso, o IPCA-15 de julho, acima da mediana das expectativas do mercado, divulgado no dia seguinte ao encontro do Copom, corroborou a avaliação do mercado de que o colegiado tende a ser mais cauteloso em relação a cortes da Selic.

*Com informações da Agência Brasil

MAGEM: Thinkstock

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