Fundo russo assume controle de rede espanhola Dia
Letterone, que já era dono de 29% das ações da rede, agora vai ter um desafio para colocar as contas do grupo no lugar e acertar os pontos com credores

A rede espanhola de supermercados Dia agora tem 69,76% das suas ações na mão do fundo Letterone, do investidor russo Mijail Fridman.
A posição foi informada em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários da Espanha com o resultado final da oferta pública de ações (OPA).
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Conforme fato relevante, a oferta da Letterone foi aceita pelos detentores de 57,41% das ações da Distribuidora Internacional de Alimentación S.A, o que equivale a um total de 40,76% do capital da companhia - que se somou às ações já com Fridman.
Conforme fato relevante, a oferta da Letterone foi aceita pelos detentores de 57,41% das ações da Distribuidora Internacional de Alimentación S.A, o que equivale a um total de 40,76% do capital da companhia - que se somou às ações já com Fridman.
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Segundo o documento, Letterone garantiu um aumento de capital de 500 milhões de euros para obter uma estrutura de capital viável de longo prazo para o Dia, "mas esse aumento de capital só pode ser realizado após chegar a um acordo com todos os credores da companhia".
Conforme o jornal espanhol El País, o Letterone, que já era dono de 29% das ações da rede Dia, agora vai ter um desafio para colocar as contas do grupo no lugar e acertar os pontos com credores, sobretudo o Santander, principal deles e que ainda não deu aval para que o aumento de capital ocorra. Entre os termos do acordo, está o adiamento dos vencimentos para 2023.
Segundo o documento, Letterone garantiu um aumento de capital de 500 milhões de euros para obter uma estrutura de capital viável de longo prazo para o Dia, "mas esse aumento de capital só pode ser realizado após chegar a um acordo com todos os credores da companhia".
Conforme o jornal espanhol El País, o Letterone, que já era dono de 29% das ações da rede Dia, agora vai ter um desafio para colocar as contas do grupo no lugar e acertar os pontos com credores, sobretudo o Santander, principal deles e que ainda não deu aval para que o aumento de capital ocorra. Entre os termos do acordo, está o adiamento dos vencimentos para 2023.
FOTO: Reprodução/YouTube

