Governo Lula responde: 'O Pix é nosso, my friend'

O sistema de pagamento do Banco Central foi um dos itens citados em documento do governo dos EUA como sendo uma política do governo brasileiro que prejudica empresas americanas

Estadão Conteúdo
16/Jul/2025
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Governo Lula responde: 'O Pix é nosso, my friend'

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais nesta quarta-feira, 16/7, para se posicionar contra a inclusão do Pix no rol das investigações do governo dos Estados Unidos sobre práticas comerciais do Brasil.

Em postagem feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Planalto mandou o seguinte recado aos americanos: "O Pix é nosso, my friend". Na legenda da publicação, a Secom afirmou que o sistema de transações está causando um "ciúme danado". "Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema Seguro, Sigiloso e Sem taxas", diz a postagem.

Endossando o discurso adotado por Lula desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, a postagem da Secom afirma que o Brasil é "soberano". "Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?", diz a legenda da publicação.

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O Pix não foi mencionado nominalmente no documento sobre a investigação aberta pelos Estados Unidos, cuja publicação foi feita na noite desta terça-feira, 15. Mas o texto cita, entre outros pontos, "diversas práticas injustas" brasileiras que buscam garantir vantagens ao "sistema de pagamentos eletrônico desenvolvido pelo governo". 

BC atrasou operação do WhatsApp Pay

O Pix convive com outros serviços de pagamento eletrônicos privados, como o WhatsApp Pay, da Big Tech norte-americana Meta. Ambos os sistemas foram anunciados ao consumidor brasileiro praticamente juntos, em 2020, embora o Banco Central tenha barrado o lançamento do WhatsApp Pay para avaliar a adequação à estrutura de pagamento brasileira. Nesse intervalo, em novembro de 2020, o Pix é colocado no mercado. O sistema da Meta seria liberado somente em 2021.  

Em 2024, quase metade (47%) das transações financeiras realizadas no país envolveram o Pix. Já o WhatsApp Pay, empacou.

Nunes defende 25 de Março

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também saiu em defesa da Rua 25 de Março, no Centro da capital paulista, apontada no documento do governo Trump como "um dos maiores mercados para produtos falsificados."

Nunes diz o seguinte: "O comércio da Rua 25 de Março não pode ser considerado um comércio ilegal, pois não é. Se em algum local existir venda de produtos falsificados, inclusive na 25, cabe à Receita Federal e aos órgãos de combate à pirataria fiscalizar. E todos continuarão tendo, como sempre, apoio total da Prefeitura de São Paulo."

 

IMAGEM: reprodução

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