IBGE aponta pulo do desemprego de 6,9% para 7,5% em julho

Aumento ocorreu em apenas um mês. Pesquisa em seis regiões metropolitanas também revela que em um ano a massa de salários caiu em 3,5%.

Agência Brasil
20/Ago/2015
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IBGE aponta pulo do desemprego de 6,9% para 7,5% em julho

A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 7,5% em julho, em comparação aos 6,9% do mês anterior, segundo dados sem ajuste sazonal da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados nesta quinta-feira (20/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é pior do que o esperado por boa parte dos analistas. A taxa de desemprego em julho é a maior para o mês desde 2009, quando chegou a 8%, e a mais alta desde março de 2010 (7,6%).

A série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego começa em março de 2002.
O rendimento médio real dos trabalhadores, por sua vez, registrou alta de 0,3% em julho ante junho. Já na comparação com julho de 2014, houve recuo de 2,4%.

O rendimento médio real do trabalhador, já descontados os efeitos da inflação, foi de R$ 2.170,70 em julho de 2015, segundo o IBGE.

A massa de renda real habitual dos ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou R$ 49,9 bilhões em julho, o que significa uma alta de 0,3% em relação a junho.

Na comparação com julho de 2014, o montante diminuiu 3,5%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 50,2 bilhões em junho deste ano, alta de 0,2% em relação ao mês de maio. Ante junho de 2014, houve redução de 3,1% na massa de renda efetiva.
A PME inclui as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.

As demissões e a maior procura por emprego provocaram esse conjunto de maus resultados. Em julho, a população ocupada diminuiu 0,9% em relação a julho do ano passado, o pior resultado para o mês em toda a série da PME.

A população desocupada aumentou de forma abrupta no mês de julho, com 662 mil pessoas a mais na fila por um emprego na comparação com igual mês do passado. Ao todo, 1,844 milhão de pessoas estão atrás de uma vaga nas seis principais regiões metropolitanas do país.

A população não economicamente ativa, que no ano passado era um destaque de crescimento, agora exibe números bem mais tímidos.

Em relação a julho do ano passado, o avanço foi de 0,5%, com 90 mil pessoas a mais nessa condição. Já em julho ante junho de 2015, esse contingente teve redução de 22 mil pessoas, ou queda de 0,1% neste confronto.

A população em idade ativa cresceu tanto na comparação de julho ante junho (+0,3%) quanto contra julho do ano passado (+1,3%). A população economicamente ativa (que inclui trabalhadores e quem busca por emprego) também aumentou.

O avanço foi de 0,6% em julho ante junho (+152 mil pessoas) e de 1,9% ante julho de 2014 (+456 mil pessoas).

A nítida aceleração da taxa de desemprego permite a projeção de que a taxa de desocupação da População Economicamente Ativa (PEA) poderá superar os dois dígitos ainda em 2015.

A avaliação é do assessor econômico da FecomercioSP, Vitor França. "O dado de julho mostra que os cortes no primeiro semestre não foram suficientes para os empresários se ajustarem à nova realidade da economia", disse.

Segundo França, o emprego estava "represado" no comércio, já que os empresários esperavam mais sinais sobre o futuro da economia antes de tomarem a decisão de demitir.

"À medida que fica mais nítido o cenário e o empregador tomou consciência que a economia não vai crescer tão cedo, ele começou a cortar suas despesas e uma delas, infelizmente, é a mão de obra", afirmou.

Com Estadão Conteúdo

 

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