Inflação em 2015 avança para 9,15% na pesquisa Focus

A projeção para IPCA em 2016 prossegue em queda. Em relatório, analistas esperam que a taxa básica de juros (Selic) suba para 14,25% neste mês

Estadão Conteúdo
20/Jul/2015
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Inflação em 2015 avança para 9,15% na pesquisa Focus

Pela 14ª rodada consecutiva a estimativa para o IPCA deste ano avançou de 9,12% da semana anterior para 9,15% no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (20/07), pelo Banco Central.

Há um mês, a projeção era de 8,97%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, o BC havia apresentado estimativa de 9% no cenário de referência e de 9,1% usando os parâmetros de mercado.

No Top 5, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, a mediana para o IPCA de 2015 passou de 9,12% para 9,17%. A projeção está, portanto, maior do que a da pesquisa geral.

Há um mês, estava em 8,83%. No caso de 2016, a previsão em 5,27% foi mantida. Quatro semanas antes estava em 5,21%.

Para a inflação de curto prazo, foi visto um aumento das estimativas para o IPCA de julho na pesquisa Focus, que subiu de 0,45% para 0,50% de uma semana para outra - ante 0,40% de quatro edições atrás.

No caso de agosto, no entanto, a taxa estimada permaneceu em 0,30% no período. 

Depois de uma pausa na semana passada que se seguiu a nove rodadas consecutivas de alta, as projeções para os preços administrados em 2015 voltaram a subir. A mediana passou de 14,90% para 15,00% agora. Um mês atrás, a pesquisa apontava taxa de 14,50% para esse conjunto de itens.

De qualquer forma, essas projeções são mais pessimistas que a do Banco Central. Segundo o último RTI de junho, a autoridade monetária revisou de 11% para 13,7% sua expectativa para os preços administrados em 2015.

A piora da projeção do BC considera variações ocorridas, até maio, nos preços da gasolina (9,3%) e do gás de botijão (4,3%) e previsões de redução de 3,0% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 43,4% nos preços da eletricidade.

EM 2016

Após duas semanas seguidas de redução, a mediana das projeções para o IPCA de 2016 voltou a cair. O ponto central da pesquisa passou de 5,44% da semana passada para 5,40% agora. Há um mês, estava em 5,50%.

O fim de 2016 é o foco da autoridade monetária neste momento, já que promete entregar a inflação no centro da meta daqui a pouco mais de um ano.

O resultado da Focus desta segunda-feira, portanto, vai em linha com o trabalho do BC nos últimos meses. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA ficará em 4,8% em 2016 no cenário de referência e em 5,1% no de mercado. A luta do BC no momento é tentar convencer o mercado de que chegará ao centro da meta em 2016.

Os analistas que participam do relatório mantiveram a previsão de alta de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic) neste mês, para 14,25% ao ano - atualmente a Selic está em 13,75% ao ano.

Eles também deixaram inalterada a projeção de que a Selic vai encerrar 2015 em 14,50% ao ano. Os analistas alteraram, no entanto, para o rumo dos juros em 2016, que recuou de 12,25% ao ano para 12,00%.

O quadro de previsões para o juro básico também reflete o tom mais duro adotado pelo Banco Central no RTI de junho e de afirmações contundentes de vários porta-vozes da instituição em relação à "determinação" e "perseverança" da autoridade monetária no combate à inflação em diversas ocasiões posteriores.

Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o Top 5 no médio prazo, não houve mudanças: a Selic vai encerrar 2015 em 14,25% ao ano e 2016 em 11,75% ao ano.

INFLAÇÃO DO ATACADO

O Relatório Focus também revelou mais uma vez um pessimismo com a inflação do atacado. O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de 2015, por exemplo, deve encerrar em 7,64%, e não mais em 7,51%, como os analistas aguardavam na semana passada.

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) deste ano, segundo o documento, deve fechar em alta de 7,46%, taxa maior do que a da semana passada, de 7,42%.

Para 2016, a perspectiva de alta de 5,50% segue tanto para o IGP-M quanto para o IGP-DI.

Sobre o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que mede a inflação para as famílias de São Paulo, a estimativa para 2015 passou de 8,60% para 8,72% de uma semana para outra.

Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 8,45%. Para 2016, a previsão para a inflação de São Paulo ficou estável em 5,30% pela quarta vez consecutiva.

IMAGEM: Thinkstock

Atualizado às 17h00

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