Melhora projeção do mercado para inflação e PIB em 2016
As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) passaram de retração de 3,49% para queda de 3,43%. Esta estimativa interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas de projeções negativas no Relatório Focus

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (5/12), trouxe mudanças nas projeções da atividade econômica.
Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,49% para queda de 3,43%.
Esta estimativa interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas em que as projeções para o PIB só pioraram. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,31%.
Na última quarta-feira (30/12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB no terceiro trimestre recuou 0,8% ante o segundo trimestre e cedeu 2,9% ante o terceiro trimestre do ano passado.
Foi a sétima queda consecutiva do PIB brasileiro. Em uma reação aos números, muitos economistas citaram a perspectiva de que a economia brasileira volte a crescer apenas a partir de 2017.
No comunicado da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC destacaram que o conjunto de indicadores divulgados sugere "atividade econômica aquém do esperado no curto prazo".
Para 2017, o Focus mostra que a percepção piorou. O mercado prevê para o País crescimento de 0,80% no próximo ano, abaixo do 0,98% projetado uma semana antes.
Há um mês, a expectativa era de 1,20%. Em suas projeções, o BC por enquanto trabalha com retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com alta de 1,3% para 2017.
Já o Ministério da Fazenda, que projetava avanço de 1,6% para o próximo ano, divulgou uma nova estimativa há duas semanas, de 1%.
Já influenciados pela reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), os economistas do mercado financeiro mudaram levemente suas projeções para a inflação neste ano. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2016 foi de 6,72% para 6,69%.
Há um mês, estava em 6,88%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 4,93%. Há quatro semanas, apontava 4,94%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano caiu de 6,68% para 6,60%.
Para 2017, foi de 4,80% para 4,76%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 6,97% e 5,03%. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses seguiu em 4,89% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,95%.
No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de setembro, o BC havia apresentado suas estimativas mensais para o IPCA no curto prazo, sendo que a taxa projetada na época para a inflação em novembro era de 0,45%.
Na semana passada, o Copom reduziu a Selic (a taxa básica de juros da economia) de 14,00% para 13,75% ao ano. No comunicado que acompanhou a reunião, o colegiado voltou a citar o processo de desinflação na área de serviços e os ajustes fiscais como riscos para o cenário de preços.
Ao mesmo tempo, reconheceu a fraqueza da atividade e indicou que o ritmo de cortes pode se intensificar caso a recuperação da economia seja mais demorada que o antecipado. Essa intensificação, conforme o BC, também dependerá do ambiente externo.
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