Morador de Franca trabalha cinco meses para pagar impostos
Ao todo, serão 26 anos de sua vida economicamente ativa dedicados a quitar tributos, revela estudo do Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca (Acif)

Levantamento realizado pelo IE-ACIF (Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca) mostrou que, em um ano, o francano trabalha 5 meses para pagar impostos.
O cálculo levou em consideração o rendimento médio dos empregados formais do município de Franca -distante 401 quilômetros da capital paulista -e a tabela de Imposto de Renda disponibilizada pelo Governo Federal.
Ainda de acordo com o estudo, o trabalhador francano levará 26 anos de sua vida economicamente ativa para pagar seus tributos. Neste caso, o cálculo considera o início da aptidão ao trabalho, 16 anos, e a expectativa de vida da população local: média de 78 anos.
“O estudo do IE-ACIF mostrou que estamos na 33ª posição no ranking de cidades médias do Estado de São Paulo que mais pagam impostos. A lista conta com 67 municípios com população entre 100 e 500 mil habitantes”, afirma o presidente da ACIF, Dorival Mourão Filho. “Para se ter uma ideia, até esta sexta-feira (19/10), Franca já havia contribuído com mais de R$ 159 milhões em impostos, conforme o Impostômetro. Esta alta carga tributária aplicada no Brasil é um fator de empecilho ao empreendedorismo e pesa sobre o consumo das famílias, forte motor da economia.”
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Os segmentos do consumo com maior incidência de impostos são: higiene e perfumaria, com carga tributária média de 45,65%; eletroeletrônicos, 44,18%; peças e acessórios de veículo, 44,04%; equipamentos domésticos, 43,14% e combustíveis, 42%.
Já os itens de supermercado aparecem em 6º lugar do ranking, com carga tributária de 39% sobre o valor final do produto (confira tabela com os itens de supermercado mais tributados e seus preços nas gôndolas de Franca, no primeiro semestre).
O IE-ACIF foi às ruas conversar com a população e a pesquisa constatou que apenas 3% dos entrevistados sabia, de fato, quanto tempo de trabalho, por ano, era necessário para pagar impostos. Quando perguntados, 59% afirmou ter conhecimento, mas o número de meses dito em sequência não era correto. 38% afirmou, desde o princípio, desconhecer a informação.

