Movimento do comércio cai 1,4% em janeiro

Na comparação com igual período de 2015, a queda foi ainda maior, de 6,1%, de acordo com a Boa Vista SCPC

Redação DC
29/Fev/2016
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Movimento do comércio cai 1,4% em janeiro

Sem novidades: o movimento do comércio caiu 1,4% em janeiro de 2016 (na série com ajuste sazonal), de acordo com os dados do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) divulgados nesta segunda-feira (29/02).

No acumulado de 12 meses, a tendência de queda foi ainda mais acentuada, e chegou a 3,4%. Já na comparação com igual período do ano anterior, a retração foi ainda maior: 6,1%.

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O resultado, de acordo com a Boa Vista SCPC, marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciada em 2010. Com isso, janeiro continua a consolidar a tendência de queda mostrada pelo varejo, que desde julho de 2015 já se encontrava em território negativo.

Elevação de juros, piora do mercado de trabalho, queda no consumo das famílias e inflação em patamar elevado podem ser considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Segundo Emílio Alfieri, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), os dados apenas confirmam o aprofundamento da recessão. A infinidade de placas de “aluga-se”, “vende-se” ou “passa-se o ponto” em imóveis que abrigavam lojas são o reflexo desse cenário.

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“E não se vislumbra nenhuma reversão, a princípio, enquanto não for restabelecida a confiança do consumidor e não for definida uma solução qualquer para o impasse político e institucional que o país atravessa”, diz.

Para 2016, de acordo com a Boa Vista SCPC, o cenário econômico continua desafiador, com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, e que devem influenciar negativamente essa confiança, possivelmente registrando outro ano de perdas para o varejo.   

“A expectativa é de um recomeço a partir de abril, caso seja definida alguma situação”, diz Alfieri.

SETORES

Na análise mensal, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 4,6% entre dezembro e janeiro, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -5,5%.

A categoria de “Tecidos, Vestuário e Calçados” subiu 2,4% no mês. Já na comparação da série sazonal, houve recuo de 6,1% nos dados acumulados em 12 meses.

Apesar de a atividade ter subido 1% no mês na série dessazonalizada, no acumulado de 12 meses o setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” registrou queda de 2,4%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou pequena elevação de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Por outro lado, na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 3,8%.

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