Movimento em serviços tem queda de 5% em 12 meses

Mas na comparação entre fevereiro e janeiro deste ano, o setor registrou crescimento de 0,7%

Agência Brasil
13/Abr/2017
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Movimento em serviços tem queda de 5% em 12 meses

O setor de serviços apresentou em todo o país, em fevereiro, crescimento de 0,7%.

A alta é em comparação a janeiro, quando houve elevação de 0,2%. Em dezembro, o avanço foi de 0,6%. Os dados foram divulgados hoje (13/4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, na série sem ajuste sazonal, em relação a fevereiro de 2016, o setor teve recuo de 5,1%, após quedas em janeiro (3,5%) e dezembro (5,7%). Segundo o IBGE, com esses resultados, a taxa acumulada no ano apresenta redução de 4,3% e, nos últimos 12 meses, de 5%.

O segmento de serviços prestados às famílias se destacou em fevereiro (0,6%) na comparação com janeiro. Os transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio tiveram crescimento de 0,5% e serviços profissionais, administrativos e complementares de 0,2%.

As quedas ficaram com os segmentos de serviços de informação e comunicação (1,5%) e outros serviços (0,5%).

O IBGE destacou que o agregado especial das atividades turísticas anotou crescimento de 0,2% na comparação com janeiro.

DEMANDA INDUSTRIAL

A maior demanda industrial e o arrefecimento da inflação ajudaram na melhora do setor de serviços, de acordo com Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do  IBGE.

"Transportes vêm contribuindo para essa melhoria justamente pelo fato de ter maior demanda do setor industrial. Nos serviços prestados as famílias, embora ainda tenha desemprego inadequado e queda na renda, estamos experimentando uma estabilização de preços, permitindo às famílias uma retomada do consumo", diz.

Os serviços de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio cresceram 0,5%. De acordo com o pesquisador, essas atividades vêm contribuindo para as taxas positivas mostradas pelos serviços recentemente.

"O transporte é muito influenciado pelo transporte de carga. Há uma melhoria do transporte terrestre porque tende a acompanhar essa melhoria também do setor industrial. A indústria tende a aumentar o serviço de transporte contratado tanto para recebimento de matérias-primas quanto para distribuição da produção industrial".

Para Saldanha, os dados da pesquisa indicam que o pior já passou no setor de serviços, no entanto, a retomada ainda depende da recuperação industrial e da demanda de governos. 

ESTADOS

Os maiores taxas de crescimento entre janeiro e fevereiro foram observadas em Rondônia (9,1%), Mato Grosso (8,5%) e Acre (2,5%). Já as maiores quedas ocorreram no Ceará (9,8%), Espírito Santo (5,3%) e Pernambuco (5,2%).

Mas quando a comparação é com fevereiro de 2016, na série sem ajustes, Piauí (10%), Mato Grosso (3%) e  Acre (0,5%) registraram as maiores altas, enquanto as maiores quedas foram em Tocantins (25,2%), Amapá (18,9%) e Rondônia (18%).

O Distrito Federal se destacou nas atividades turísticas entre janeiro e fevereiro. Teve crescimento de 24%, seguido de São Paulo (5,6%) e Goiás (2,7%).

Nove estados acusaram variações negativas: Pernambuco (-14,7%), Espírito Santo (-6,5%), Bahia (-5,1%), Rio de Janeiro (-3,3%), Ceará (-2,4%), Santa Catarina (-2,3%), Paraná (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,4%) e Minas Gerais (-0,9%).

Em relação a fevereiro de 2016, Goiás (16,6%), Santa Catarina (8,0%) e Minas Gerais (3,1%) registraram desempenho positivo e as variações ocorreram no Rio de Janeiro (-18,8%), Espírito Santo e Distrito Federal (-17,1%), São Paulo (-11,2%), Rio Grande do Sul (-8,1%), Paraná (-5,0%), Pernambuco (-3,1%), Ceará (-2,3%) e Bahia (-1,8%).

FOTO: Thinkstock

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