Netshoes é investigada nos EUA por suposta violação de regras
Varejista brasileira de materiais esportivos, fundada pelo empresário Márcio Kumruian (na foto), abriu capital na bolsa de Nova York no ano passado

O escritório americano Bragar Eagel & Squire abriu uma investigação contra a brasileira Netshoes para saber se a empresa violou regras do mercado de capitais dos Estados Unidos ou se praticou alguma medida administrativa considerada ilícita, anunciou a banca.
A varejista de materiais esportivos, fundada pelo empresário Márcio Kumruian, abriu capital na bolsa de Nova York no ano passado.
O documento, divulgado pelo escritório, aponta que as ações da Netshoes caíram 44% no dia 15 de maio, depois da companhia divulgar seu resultado trimestral, com um prejuízo muito maior do que o esperado e pelo terceiro trimestre consecutivo. A ação da empresa caiu no acumulado dos últimos doze meses mais de 80%.
O documento, divulgado pelo escritório, aponta que as ações da Netshoes caíram 44% no dia 15 de maio, depois da companhia divulgar seu resultado trimestral, com um prejuízo muito maior do que o esperado e pelo terceiro trimestre consecutivo. A ação da empresa caiu no acumulado dos últimos doze meses mais de 80%.
No primeiro trimestre deste ano o prejuízo da empresa foi de R$ 60,3 milhões.
O escritório cita um estudo de um analista de mercado, que afirma que desde o IPO (oferta inicial de ações), a Netshoes desaponta em diversas frentes, "levando a um declínio do crescimento da receita e riscos em relação ao caminho da rentabilidade". Com isso, ainda de acordo com a análise, a empresa está queimando caixa.
O escritório convoca ainda mais investidores que compraram ações da empresa no IPO e que sofreram prejuízos, para se informarem sobre a investigação e para saberem quais seus direitos em relação ao tema.
O escritório convoca ainda mais investidores que compraram ações da empresa no IPO e que sofreram prejuízos, para se informarem sobre a investigação e para saberem quais seus direitos em relação ao tema.
Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a investigação.
FOTO: Divulgação/Alexandre Yamada

