Preços ao produtor sobem 0,34% em janeiro, informa IBGE

Foi o segundo avanço consecutivo no indicador, após uma sequência de 10 meses de deflação

Estadão Conteúdo
04/Mar/2026
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Preços ao produtor sobem 0,34% em janeiro, informa IBGE

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 0,34% em janeiro, informou nesta quarta-feira, 4/03, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de dezembro foi revista de uma elevação de 0,12% para expansão de 0,14%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação.

Com o resultado, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou uma elevação de 0,34% no ano e recuo de 4,33% em 12 meses. Considerando apenas a indústria extrativa, houve avanço de 1,39% em janeiro, após o aumento de 3,14% em dezembro.

Já a indústria de transformação registrou uma elevação de 0,29% em janeiro, ante uma alta de 0,01% em dezembro.

Segundo mês seguido de alta - A alta de 0,34% no IPP de janeiro foi o segundo avanço consecutivo no indicador, após uma sequência de 10 meses seguidos de deflação, informou o IBGE.

Houve reduções em fevereiro (-0,12%), março (-0,60%), abril (-0,12%), maio (-1,21%), junho (-1,27%), julho (-0,31%), agosto (-0,21%), setembro (-0,24%), outubro (-0,47%) e novembro (-0,35%).

Em dezembro, o IPP voltou ao território positivo, com alta de 0,14%, sucedida pela taxa de 0,34% em janeiro. Como consequência, o IPP acumulou redução de 4,33% em 12 meses.

Bens de capital - Os bens de capital ficaram 0,70% mais baratos na porta de fábrica em janeiro, segundo os dados do IPP. O resultado ocorre após os preços terem subido 0,47% em dezembro.

Os bens intermediários registraram alta de 0,54% em janeiro, ante uma elevação de 0,35% em dezembro.

Já os preços dos bens de consumo subiram 0,26% em janeiro, depois de uma queda de 0,22% em dezembro. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram elevação de 0,22% em janeiro, ante estabilidade (0,0%) em dezembro. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis avançaram 0,27% em janeiro, após o recuo de 0,26% em dezembro.

Atividades - A alta de 0,34% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em janeiro foi decorrente de elevações em 15 das 24 atividades pesquisadas.

O avanço de 2,73% nos preços do segmento de metalurgia deu a principal contribuição para o resultado do IPP, responsável por 0,18 ponto porcentual. "E, assim como ocorreu no mês passado, essa alta foi puxada, principalmente, pelo aumento dos preços dos metais não ferrosos, dessa vez com destaque para os derivados do ouro, que teve sua cotação impulsionada por aumentos da demanda pelo ativo, e dos derivados do cobre, que tem estado com um déficit de oferta e baixo estoque", justificou Murilo Alvim, gerente do IPP no IBGE, em nota do instituto.

Houve impacto relevante também das altas em outros produtos químicos (1,70% e impacto de 0,13 ponto porcentual) e extrativas (1,39% e impacto de 0,06 ponto porcentual). Nos outros químicos, a alta foi puxada por aumentos nos fertilizantes. "Os impactos dos maiores custos de aquisição de insumos importados (em particular os derivados de enxofre), que em dezembro já haviam sido percebidos em boa parte dos concentrados fosfatados, acabaram se intensificando e se espalhando nesse início de ano", completou Alvim.

O IBGE ressalta ainda que o IPP de janeiro teve a ajuda do câmbio. Em 12 meses, o dólar acumulou uma queda de 11,3% ante o real, impulsionando o recuo do IPP no período. Em janeiro, o dólar apresentou uma queda, de 2,1%. "Então existiram outros fatores que mais que compensaram essa redução do dólar e fizeram o índice subir", observou a nota do instituto.

Entre os alívios, os preços de refino de petróleo e biocombustível caíram 0,66%, ajudando a deter o IPP em -0,07 ponto porcentual. Os alimentos tiveram queda de 0,17% em janeiro, o nono mês seguido no campo negativo. O setor acumula uma retração de 9,84% nos últimos 12 meses, principal influência negativa no resultado geral do indicador acumulado em 12 meses.

"Nesse indicador, é possível observar que as quedas estão disseminadas entre os grupos econômicos da atividade, mas o principal destaque vai para os açúcares, cujo grupo apresentou uma queda acumulada de 28,30% no período, acompanhando o recuo dos preços no mercado internacional, como consequência de uma oferta global abundante e alta produtividade, que ainda foram impactados pela queda do dólar frente ao real nesse intervalo, de 11,3%", acrescentou Alvim.

 

IMAGEM: Thiago Bernardes/DC

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