Produção da indústria teve a maior queda em 12 anos

Em 2015, o recuo alcançou 8,3%, de acordo com o IBGE. O maior impacto negativo veio de automóveis e caminhões

Redação DC
02/Fev/2016
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Produção da indústria teve a maior queda em 12 anos

Em 2015, a indústria registrou queda de produção de 8,3%, a mais intensa da série histórica, iniciada em 2003, informa levantamento do IBGE divulgado nesta terça-feira (02/02). 

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 8,3%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 25 dos 26 ramos, 71 dos 79 grupos e 78,3% dos 805 produtos pesquisados apontaram recuo na produção.

Entre os setores, o principal impacto negativo foi em veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,9%), pressionado, em grande parte, pela redução na produção de aproximadamente 97% dos produtos investigados na atividade, com destaque para os recuos registrados por automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, autopeças, reboques e semirreboques e carrocerias para ônibus e caminhões.

Entre as grandes categorias econômicas, resultados para os doze meses de 2015 mostraram menor dinamismo para bens de capital (-25,5%) e bens de consumo duráveis (-18,7%), especialmente com a redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-30,7%), na primeira, e de automóveis (-19,4%) e eletrodomésticos (-22,1%), na segunda.

Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-6,7%) e de bens intermediários (-5,2%) também acumularam taxas negativas no ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da magnitude observada na média nacional (-8,3%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

Outras quedas importantes na indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-30,0%), máquinas e equipamentos (-14,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-8,9%), produtos de metal
 (-11,4%), produtos alimentícios (-2,3%), produtos de borracha e material plástico (-9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-12,2%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,2%), produtos de minerais não-metálicos (-7,8%), outros produtos químicos (-4,9%), vestuário e acessórios (-10,8%) e produtos têxteis (-14,6%). Por outro lado, a única influência positiva foi observada em indústrias extrativas (3,9%).

Em dezembro de 2015, a produção industrial nacional recuou 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, sétimo resultado negativo seguido, acumulando nesse período perda de 8,7%.

Em relação a dezembro de 2014, o setor industrial mostrou queda de 11,9% em dezembro de 2015, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, em 24 dos 26 ramos, em 68 dos 79 grupos e 76,0% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-30,9%) exerceu a maior influência negativa sobre a indústria, pressionada, em grande parte, pela redução na produção de automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, caminhões, autopeças e carrocerias para ônibus e caminhões.

A queda em bens de consumo semi e não-duráveis (-4,2%) em dezembro de 2015 foi a décima quarta taxa negativa consecutiva nessa comparação, mas foi menos intensa que em julho (-9,1%), agosto (-7,2%), setembro (-7,3%), outubro (-7,6%) e novembro (-5,1%).

O desempenho nesse mês se deve aos recuos em semiduráveis (-16,3%), não-duráveis  (-8,9%) e alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-1,9%). Por outro lado, o subsetor de carburantes (12,2%) teve o único resultado positivo na categoria, impulsionado pela maior fabricação de álcool etílico.

 

 

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