Produção industrial fica estagnada na passagem de outubro para novembro
Dados do IBGE mostram que, no ano, a produção industrial acumula alta de 0,6% e, nos últimos 12 meses, de 0,7%

A produção industrial do país ficou estagnada em novembro, na comparação com outubro, segundo informou nesta quinta-feira, 8/01, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a novembro de 2024, houve recuo de 1,2%. No ano, a produção industrial acumula alta de 0,6% e, nos últimos 12 meses, de 0,7%.
Na passagem de outubro para novembro, a principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro, eliminando parte do avanço de 3,5% verificado em outubro.
Também contribuíram negativamente os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).
Por outro lado, entre as atividades que mostraram avanço na produção, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu dois meses seguidos de recuo na produção, período em que acumulou perda de 22,6%.
Outras influências positivas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação mensal, bens de consumo recuou 2,5% em novembro, assinalando a taxa negativa mais elevada, eliminando parte da expansão de 2,8% verificada no mês anterior.
O setor produtor de bens intermediários (-0,6%) também mostrou resultado negativo e marcou o terceiro mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou perda de 1,8%.
Por outro lado, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) assinalaram as taxas positivas em novembro de 2025, com o primeiro avançando 2,1% em três meses seguidos de crescimento e o segundo acumulando ganho de 1,5% no período outubro-novembro de 2025.
Acumulado no ano
No índice acumulado para janeiro-novembro de 2025, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 0,6%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 50,3% dos 789 produtos pesquisados.
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,7%), produtos alimentícios (1,2%) e máquinas e equipamentos (5,2%).
Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%), de produtos químicos (1,6%), de metalurgia (2,2%) e de produtos têxteis (6,8%).
Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-novembro de 2024, entre as nove atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de álcool etílico e óleo diesel.
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os onze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (3,0%) e de bens intermediários (1,7%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (3,6%), eletrodomésticos da “linha marrom” (3,7%) e motocicletas (13,7%).
Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 2,2%, registrou a queda mais elevada no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pela redução na produção de álcool etílico. O setor produtor de bens de capital (-1,0%) também assinalou taxa negativa no índice acumulado do período janeiro-novembro de 2025.
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