Taxa de juros de longo prazo a empresas sobe para 7% ao ano

Em 2015, a taxa já passou de 5% ao ano para 7% ao ano e é aplicada nas linhas de financiamentos do BNDES

Agência Brasil
24/Set/2015
  • btn-whatsapp
Taxa de juros de longo prazo a empresas sobe para 7% ao ano

Utilizada como um incentivo para o desenvolvimento produtivo das empresas, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) cada vez se aproxima dos dois dígitos. Em nove meses, passou de 5% ao ano para 7% ao ano - o quarto aumento consecutivo. 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou a TJLP de 6,5% ao ano para 7% ao ano a partir de outubro. A taxa será válida até dezembro.

Com a elevação, a TJLP subiu para o maior patamar desde setembro de 2006, quando a estava em 7,5% a.a.

Esse juros subsidiado é aplicado em linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também definiu outras regras para grandes empresas, como a exigência de emissão de debêntures.

Em troca, oferece essa taxa mais baixa do que a de mercado nos financiamentos. 

A cada três meses, o CMN fixa a taxa para o trimestre seguinte. O conselho é formado pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O reajuste da TJLP diminui as pressões sobre o Tesouro Nacional, que gastará menos para cobrir a diferença entre a taxa subsidiada e os juros de mercado.  

Essa diferença, no ano passado, representou um repasse de R$ 61 bilhões do Tesouro aos bancos públicos, dos quais R$ 60 bilhões ao BNDES. 

Em janeiro de 2013, a taxa tinha sido reduzida para o menor nível da história, em 5% ao ano, como medida de estímulo à economia. 

A taxa aumentou para 5,5% ao ano em janeiro deste ano, 6% em abril e 6,5% em julho.

Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores. Um deles é o centro da meta de inflação, atualmente de 4,5%. 

O outro é o Risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo.

Foto: Thinkstock 

O Diário do Comércio permite a cópia e republicação deste conteúdo acompanhado do link original desta página.
Para mais detalhes, nosso contato é redacao@dcomercio.com.br .

 

Store in Store

Carga Pesada