Um dia depois de disparada, dólar volta a fechar abaixo de R$ 4
Bolsa sobe 0,46% aos 42.335 pontos. Mercado retorna à normalidade após divulgação de dados negativos da China na segunda-feira

Um dia depois de disparar, a moeda norte-americana caiu e voltou a fechar abaixo de R$ 4. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (05/01) vendido a R$ 3,993, com queda de 1,01%. A bolsa de valores interrompeu uma sequência de quatro quedas e fechou com pequena alta.
O dólar comercial chegou a abrir em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h10, chegou a ser vendido acima de R$ 4,05. A cotação, no entanto, caiu nas horas seguintes. Por volta das 13h30, a moeda voltou a subir, mas por poucos minutos. A divisa retomou a queda até fechar abaixo de R$ 4.
LEIA MAIS: Dólar foi o campeão em rentabilidade em 2015
Na bolsa, o dia foi de recuperação. O Ibovespa (índice que reúne as ações das empresas mais negociadas e de maior valor de mercado) encerrou o dia em 42.335 pontos, com alta de 0,46%.
Mesmo assim, o indicador não conseguiu repor a perda das quatro últimas sessões. Em 23 de dezembro, antes de iniciar a sequência de quedas, o Ibovespa estava acima de 44 mil pontos.
Ontem, o dólar ultrapassou R$ 4 e a bolsa fechou no menor nível em sete anos em meio a preocupações com a economia chinesa.
Após a divulgação da informação sobre a queda da produção industrial na China pelo décimo mês consecutivo, em dezembro, a Bolsa de Valores do país despencou.
A Bolsa de Xangai, principal mercado acionário da China, caiu 7% ontem. Hoje, o índice Shanghai Composite chegou a abrir em queda de 5%, mas recuperou-se até encerrar o dia com pequeno recuo de 0,26%.
A desaceleração da China tem fortes efeitos sobre países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.
Isso porque a segunda maior economia do planeta é grande consumidora de matérias-primas como ferro e petróleo e de produtos agrícolas como soja.
A diminuição do crescimento da economia chinesa se reflete em redução de preços das commodities. Com exportações mais baratas, menos dólares entram no país, empurrando para cima a cotação da moeda norte-americana.
FOTO: Thinkstock

