Vendas do varejo sobem 0,6% em outubro ante setembro
Na comparação com outubro de 2014, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,6% em outubro de 2015

As vendas do comércio varejista subiram 0,6% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam uma queda de 0,20% a 2,20%, com mediana negativa de 1,00%.
Na comparação com outubro de 2014, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 5,6% em outubro de 2015. Nesse confronto, as projeções iam de declínio de 6,50% a 10,50%, com mediana negativa de 8,35%. As vendas do varejo restrito acumulam queda de 3,6% no ano, além de retração de 2,7% em 12 meses.
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,1% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal. Mais uma vez, o resultado veio fora do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam redução de 0,40% a 2,70%, com mediana negativa de 1,70%.
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Na comparação com outubro de 2014, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 11,8% em outubro de 2015. Nesse confronto, as projeções variavam de retração de 12,40% a 15,70%, com mediana negativa de 14,35%.
Até outubro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam queda de 7,9% no ano. Em 12 meses, houve redução de 6,8%.
O crescimento de 0,6% no volume vendido pelo varejo em outubro ante setembro interrompe uma sequência de oito taxas negativas consecutivas. O resultado foi o mais alto desde novembro de 2014, quando as vendas tinham aumentado 2,1%, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio.
ATIVIDADES
O crescimento de 0,6% no volume de vendas reflete o predomínio de taxas positivas, com expansão em cinco das oito atividades pesquisadas. O principal destaque foi o item hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 2% de setembro para outubro.
Em seguida, aparecem tecidos, vestuário e calçados, com alta de 1,9%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%). Também apresentaram taxas positivas o grupo livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%), que voltam a registrar avanço após sete recuos seguidos.
As três atividades que registraram queda foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,2%), combustíveis e lubrificantes (-2,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%).
IGP-10
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) avançou 0,81% em dezembro, após subir 1,64% em novembro. A informação é da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das estimativas do mercado financeiro, que ia desde um avanço de 0,64% a uma alta de 0,96%, e abaixo da mediana de 0,85%.
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A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-10. O IPA-10, que representa o atacado, subiu 0,80% neste mês, após avançar 2,15% em novembro. O IPC-10, que apura a evolução de preços no varejo, cresceu 1,07% em dezembro, em comparação com alta de 0,76% no mês anterior. Já o INCC-10, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,30%, contra avanço de 0,37% na mesma base de comparação.
Com o resultado anunciado nesta quarta, o IGP-10 acumula alta de 10,54% no ano de 2015. O período de coleta de preços para o IGP-10 de dezembro foi do dia 11 de novembro ao dia 10 deste mês. O IGP-DI de novembro, que havia captado preços do dia 1º ao dia 30 do mês passado, apresentou alta de 1,19% na leitura mensal.
IPAs
Os preços dos produtos agropecuários atacadistas, medidos no IPA agropecuário, subiram 1,64% em dezembro, após alta de 2,72% em novembro, segundo a FGV. A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado (IPA industrial) registraram alta de 0,47%, ante avanço de 1,93% observado no mês passado.
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Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 2,08% em dezembro, após aumento de 2,59% no mês anterior.
Os preços dos bens intermediários, por sua vez, subiram 0,43% neste mês, em comparação com a alta de 1,91% em novembro. Já os preços das matérias-primas brutas registraram redução de 0,28%, ante avanço de 1,92% na mesma base de comparação.

