Tarcísio diz que indulto de Bolsonaro será primeiro ato de governo, caso eleito presidente

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que, caso seja eleito presidente da República em 2026, seu primeiro ato de governo será conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada nesta sexta-feira (29) em entrevista ao Diário do Grande ABC.

“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio ao ser questionado sobre se concederia o indulto.

O julgamento de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, e de outros sete réus acusados de crimes contra a democracia, está marcado para começar na terça-feira (2), no STF (Supremo Tribunal Federal).

Esta não é a primeira vez que Tarcísio faz declarações a favor de indulto a Bolsonaro. Ele já havia afirmado, em conversa com empresários e banqueiros, que concederia o perdão ao ex-presidente caso fosse eleito.

Apesar de já ser tratado como candidato à Presidência, o governador voltou a negar nesta sexta-feira que esteja na disputa pelo cargo.

“Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do estado, um estado muito importante”, afirmou.

Como a Folha relatou, nos dias que sucederam o decreto de prisão domiciliar de Bolsonaro, Tarcísio intensificou agendas com empresários do setor agropecuário e financeiro.

O nome de Tarcísio como presidenciável foi tema de briga na família Bolsonaro. Em uma mensagem enviada ao pai, citada em relatório da Polícia Federal, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirma que Tarcísio nunca ajudou Jair em relação a seu julgamento.

“Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”, escreveu.

A mensagem foi enviada no dia 17 de julho. Naquela época, Tarcísio tentava se posicionar como interlocutor do governo americano. Dias antes, o governador havia se reunido com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar.

Eduardo demonstra contrariedade com essas movimentações. “Agora ele quer posar de salvador da pátria”, afirmou na ocasião.

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