Um dia após pedrada contra Milei, irmã é retirada às pressas de outro evento na Argentina

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Um novo incidente ocorreu nesta quinta-feira em um evento de campanha do A Liberdade Avança, grupo político do presidente da Argentina, Javier Milei, antes das eleições na província de Corrientes.

Assim como aconteceu na quarta-feira (28), a secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, Karina Milei, teve de ser retirada do local. Ela estava com o presidente da Câmara, Martín Menem, e o candidato a governador Lisandro Almirón.

Durante a caminhada, manifestantes começaram a gritar contra eles e empurrar o grupo, que havia caminhado por apenas um quarteirão.

A guarda oficial levou Karina e Martín Menem em um carro oficial até o aeroporto, de onde eles pegariam um voo de volta a Buenos Aires. Nessa mesma semana, organizações que lutam por melhorias para pessoas com deficiência fizeram uma manifestação no mesmo local.

Os incidentes começaram depois que os apoiadores libertários reagiram às provocações dos manifestantes. Os libertários dizem que opositores do peronismo foram até o local e começaram a insultar e empurrar os presentes.

A Polícia Federal e a Polícia de Corrientes intervieram para controlar a situação. De acordo com a polícia da província, duas pessoas foram detidas.

Karina não se manifestou sobre o ocorrido.

“Não há um meio-termo. Temos dois caminhos: ou avançar no que estamos fazendo ou deixar o país nas mãos dos desajustados de sempre”, escreveu Martín Menem após o incidente em Corrientes.

“O povo de Corrientes não é violento, somos pessoas honestas e trabalhadoras de fé. Quando as ruas são tingidas de violência em nome da política, o que se perde não é uma eleição”, publicou no X a candidata a uma vaga de deputada pela província Virginia Gallardo.

O distúrbio acontece um dia depois de Karina e o próprio Javier Milei terem sido alvo de pedradas e outros objetos enquanto participavam de uma carreata em Lomas de Zamora, na província de Buenos Aires. Os irmãos Milei tiveram de deixar o local às pressas e não houve feridos.

Na segunda-feira (25), na cidade de Junín, opositores também insultaram o presidente em um ato de campanha, mas não houve um incidente como o de Lomas de Zamora.

O governo Milei se viu no meio de um escândalo de suposta corrupção, desde que gravações que são atribuídas a Diego Spagnuolo, ex-chefe da agência que cuida de pessoas com deficiência, foram divulgadas apontando que existiria um sistema de cobrança de propinas na compra de remédios e próteses que favoreceria Karina e seu assessor mais próximo, Eduardo Lule Menem, primo de Martín.

Desde então, novos áudios atribuídos ao ex-funcionário têm sido divulgados. Milei afirma que as falas atribuídas a Spagnuolo são mentirosas e defendeu a irmã. Após dias de silêncio, o governo tem adotado a estratégia de culpar a oposição por tentar desestabilizar a gestão Milei.

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