Centro Histórico terá novo restaurante a partir de fevereiro. Nome faz referência às origens cafeeiras
Novo restaurante fica em prédio histórico a 100 metros da B3
(Andre Lessa/Agência DC News)
Com 15 funcionários e 17 mesas, Barão do Café fica na esquina do largo do Café e da rua São Bento, área tradicional e próxima da B3
Este será o quinto estabelecimento dos cinco sócios. O segundo na região central de São Paulo – o primeiro fica perto da praça da República
Por Vitor NuzziCompartilhe:
[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS] A reforma está na fase final. O Barão do Café deve abrir as portas no dia 2 de fevereiro, às 7h. O novo estabelecimento vai ocupar área na esquina do largo do Café com a rua São Bento, no Centro Histórico paulistano. Onde fica o Edifício Alhambra e onde funcionou o Grande Hotel, ainda no século 19 e começo do 20. Segundo os novos donos, que atuam há três décadas no ramo de alimentação, o nome foi escolhido justamente como referência ao largo onde ficará o estabelecimento, a menos de 100 metros da Bolsa (B3). Era uma área de compra e venda de café, um dos principais produtos brasileiros de exportação e carro-chefe da economia brasileira. Reportagem do jornal Correio Paulistano, em agosto de 1934, apresentava o largo como o local onde “se fecham as maiores transações da nossa vida comercial”. Hoje, cafeterias de diversos estilos e portes se espalham pela região. Casos de Canelinha, Girondino, Café Latte, Il Barista, Maria Cristina e Martinelli, entre outros.
“Queríamos vincular com o largo do Café”, disse Marcelo Dominici, 56 anos, um dos sócios do empreendimento. São cinco, três nascidos na Bahia, um na Paraíba e um em São Paulo – o próprio Dominici, que nasceu no Hospital Beneficência Portuguesa. Eles controlam outros quatro estabelecimentos, com nomes diferentes, na Vila Mariana, nos Jardins, na região da Faria Lima e um também na região central – na rua 7 de Abril, perto da praça da República. O primeiro, Flor do Paraíso, nos Jardins, foi aberto há 20 anos.
Com aproximadamente 15 funcionários, o restaurante e lanchonete terá 17 mesas. Servirá lanches e refeições à la carte. Funcionará das 7h às 22h de segunda a sexta-feira e das 8h às 16h aos sábados. Pelo menos a princípio, segundo Dominici, para acompanhar a reação do público. “Isso a gente só vai saber quando estiver aqui dentro, trabalhando.” A casa também terá música ao vivo em alguns períodos.
Ele conta que estava à procura de um ponto, não necessariamente na região central, até que a área foi oferecida por um corretor. “Foi uma oportunidade. Achamos que valia a pena.” Assim, um pouco por acaso, Marcelo e seus sócios vão contribuir para o esforço de revitalização do Centro Histórico de São Paulo. O segredo é trabalho. “Não adianta ter preço e não ter atendimento. Não adianta ter atendimento e não ter qualidade”, afirmou o empreendedor, ainda com um pé atrás em relação à economia brasileira. “É tudo na ponta do lápis. A gente resolveu arriscar.”
Dominici, um dos sócios do futuro Barão do Café: “Foi uma oportunidade” (Andre Lessa/Agência DC News)