[AGÊNCIA DC NEWS].Com 39,4% de participação, o Comércio foi a atividade econômica que mais contribuiu para o nascimento das chamadas empresas empregadoras (com pelo menos uma pessoa assalariada) em 2022, segundo o IBGE. O setor também concentra a maior parcela dessas empresas no país: 42,7%. As informações constam do estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado neste mês. Foram registrados 405,6 mil “nascimentos” de empregadoras (160 mil no Comércio), taxa de 15,3% em relação ao número total. É o maior percentual desde 2017. Em 2020 (2,3 milhões de empresas), primeiro ano de pandemia, essa taxa foi de 10,7%. Em 2021, de 13,8%. O Comércio, atividade que inclui reparação de veículos, tem também a maior parcela de empresas ativas (42,7%).
As novas empresas empregadoras contrataram quase 1,7 milhão de assalariados, sendo 463 mil no setor do Comércio (27,8%). Em 2022, informa o IBGE, o Brasil tinha 7,9 milhões de empresas ativas, sendo 2,6 milhões de empregadoras – 1,1 milhão no Comércio (42,7%). No total, essas empresas têm 40,5 milhões de ocupados, sendo 36,5 milhões de assalariados (formais). A renda (que inclui salários e outras remunerações) soma R$ 1,4 trilhão, média de R$ 3,1 mil.
Depois da atividade comercial (39,4% dos nascimentos e 42,7% das empresas empregadoras), vem a atividade de Alojamento e Alimentação (serviços), em segundo lugar entre os nascimentos (9,9%) e em terceiro entre as empresas ativas (8%). A Indústria de Transformação é responsável por 8,7% dos nascimentos registrados em 2022. E tem a segunda maior quantidade de empresas ativas (11,2%).
“O perfil das empresas que nasceram em 2022 é muito semelhante ao estoque de empresas já existentes, levando em conta as principais atividades econômicas” disse o gerente da Análise e Disseminação da pesquisa do IBGE, Thiego Ferreira. Dessas novas empresas, 92,7% tinham de uma a nove pessoas assalariadas, 6,6%, de 10 a 49 e 0,7%, 50 ou mais. Empresas de menor porte têm maior taxa de nascimento (17,6%), ante 6,2% e 3,5% das demais, respectivamente.
A pesquisa acompanha também o grau de sobrevivência das empresas. Em relação ao primeiro ano de vida, 74,4% das que nasceram em 2018 permaneceram no ano seguinte. Já de 2021 para 2022, esse percentual subiu a 79,6%. Mas a longevidade ainda é um desafio, segundo os dados do IBGE: das empresas empregadoras que nasceram em 2017, 76,2% sobreviveram em 2018, 59,6% em 2019, 49,4% em 2020, 42,3% em 2021 e apenas 37,3% em 2022. No Comércio, esses números foram de 76,6% em 2018, 59,2% em 2019, 49,1% em 2020, 42% em 2021 e 37% em 2022.
O índice de “mortes” de empresas diminuiu. Segundo o instituto, foram identificadas 210,7 mil mortes em 2020 – o ano se explica porque o IBGE considera interrupção de atividades por pelo menos 24 meses. A taxa foi de 9%, a menor desde 2015 (12,2%). As empresas que morreram tinham 774 mil assalariados, 2,4% do total.