Rebeca Ribeiro

Rebeca Ribeiro

Repórter

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, que altera o decreto-lei sobre tributação de remessas internacionais com alíquotas progressivas, disse defender a isonomia tributária para evitar desequilíbrios.

Ou seja, se é possível trazer um produto de fora do Brasil sem pagar imposto, seria justo que um produto brasileiro consumido e produzido aqui também não pague, disse. "Não é não querer tributar; é preciso diminuir a tributação, dar acesso à população para poder comprar mais barato, para comprar agora. Por que que a população pode comprar uma blusa vinda da China de R$ 250 sem pagar imposto, e não pode entrar numa loja do varejo brasileiro e comprar blusa de R$ 200 sem ter que pagar imposto também? É esse o ponto que se discute", afirma. 

Setores se mobilizam

Em seu manifesto de repúdio, a CACB que destaca que “a menos de cinco meses do primeiro turno eleitoral, preferiu-se priorizar as eleições ao empreendedor brasileiro”, convoca o Congresso Nacional a rejeitar a medida provisória assinada pelo presidente, e alega que a ação não trará proteção social para a população, uma vez que a taxação preservou 135 mil empregos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a medida anunciada pelo Governo Federal de extinguir a tributação para compras internacionais de até US$ 50 é “equivocada e penaliza de modo direto quem investe, produz e emprega no Brasil”.

Em nota enviada ao Diário do Comércio, a Abit afirma que "a medida amplia ainda mais a desigualdade tributária e regulatória entre as empresas brasileiras e as plataformas internacionais, prejudicando a indústria e o varejo nacionais."

Ainda de acordo com a associação, cerca de 80% das peças comercializadas no Brasil têm valor abaixo de US$ 50, faixa que volta a receber tratamento favorecido por parte do Governo Federal, além de comprometer investimentos na indústria nacional e a ampliação da competitividade.

“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos, custos logísticos e exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias, enquanto concorrentes estrangeiros passam a ter vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional. Cabe lembrar que as indústrias fabricantes dos produtos que ingressam via plataformas eletrônicas já têm subsídios em seus países. O fim da taxa representa mais uma subvenção, mas concedida pelo governo brasileiro," diz a nota.

Já para o Sinditêxtil-SP, responsável por aproximadamente 6,5 mil empresas e mais de 370 mil empregos diretos em toda a cadeia produtiva, a isenção concedida às plataformas internacionais de e-commerce desestabiliza esse ecossistema, criando uma concorrência desleal e predatória que ameaça a sobrevivência de milhares de confecções e fiações paulistas.

Ainda segundo o sindicato, milhares de empregos e o desenvolvimento econômico sustentável estão ameaçados por conta de uma medida que beneficia empresas estrangeiras, que não geram empregos nem investimentos no Brasil.

“O Sinditêxtil-SP, em conjunto com a Abit, Confederação Nacional da Indústria, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e a Coalizão Prospera Brasil, reafirma que a isonomia tributária não é um privilégio, mas uma condição básica para a justiça concorrencial. Não pedimos proteção, mas sim o direito de competir com as mesmas armas”, diz a nota enviada pelo Sinditêxtil-SP.

O Sindilojas-SP também afirmou, em nota, que "enxerga com preocupação o movimento do governo federal, que contribuí para reduzir distorções competitivas históricas, desencadeando efeitos positivos na economia, como a retomada do crescimento em segmentos relevantes do varejo, o aumento da geração de empregos e a ampliação de investimentos produtivos, além do fortalecimento da indústria nacional e de maior previsibilidade para o ambiente de negócios."

Para Alfredo Cotait, da CACB, que citou ainda as movimentações que, além da taxa das blusinhas, têm afetado o ambiente de negócios, como o fim da jornada 6x1, as discussões sobre o aumento no teto do MEI e uma reforma tributária que era para simplificar ‘mas só complica”, o trabalho agora é, em conjunto com as demais entidades, de convencer os parlamentares a rejeitar essa MP ainda durante o prazo pré-eleitoral.

“O governo gosta de complicar, de atrapalhar a vida do empreendedor. E só nós pagamos a conta. Vamos conversar com nossos parceiros deputados para que possam realmente entender que não dá para continuar dessa forma. Estamos começando os trabalhos”, sinaliza.

IMAGEM: Rafael Neddermeyer/Agência Brasil            *Atualizado às 17h15

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O mercado atacadista distribuidor alcançou faturamento de R$ 616,6 bilhões em 2025, alta real de 11% em comparação com o ano anterior, quando o setor atingiu R$ 443,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 12/05, pela Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), em parceria com a NielsenIQ.

Apesar do crescimento, o setor tem lidado com a desaceleração do consumo das famílias, afetadas por juros, endividamento e inflação, o que tem priorizado gastos com cartão de crédito e jogos de aposta, em vez de despesas ligadas ao abastecimento do lar.

O alto investimento em casas de apostas por parte dos consumidores brasileiros é uma das maiores preocupações do setor. Segundo a pesquisa, os jogos de azar representam R$ 360 bilhões da renda no Brasil. O aumento dos gastos com canetas emagrecedoras também vem ganhando destaque, aumentando a disputa pelo bolso do consumidor e já abocanhando R$ 20 bilhões da renda.

De acordo com Domenico Tremarolli, diretor de atendimento ao varejo na NielsenIQ, cerca de 26% dos lares declaram participar regularmente de jogos de aposta, o dobro do registrado há um ano. Além disso, 49% dos apostadores são motivados pela ideia de aumento da renda. “Já é possível observar que um em cada dez apostadores reduz gastos em casa, principalmente com alimentação, para manter as apostas em jogos de azar”, diz Tremarolli.

Em relação às canetas emagrecedoras, 5% dos lares brasileiros já fazem uso regular dos medicamentos, enquanto 26% pretendem usar as canetas quando tiverem uma condição melhor de renda. O aumento no uso desses medicamentos, apesar de ser visto como uma concorrência pela renda dos brasileiros, também é encarado pelo setor como uma oportunidade para as categorias voltadas à saúde.

Além disso, segundo Tremarolli, os medicamentos tendem a fazer com que os consumidores invistam menos em outros remédios, como medicamentos para pressão alta, fazendo com que essa renda volte para o varejo.

Dados do setor

O setor ampliou sua participação no mercado mercearil nacional, passando de 53,7% em 2024 para 55,9% em 2025. No mesmo período, o mercado de bens de consumo de alto giro atingiu R$ 1,1 trilhão. O setor possui 1.181.640 pontos de venda atendidos, acima dos 1.162.264 registrados em 2024.

O atacado distribuidor responde por 40% das vendas dos grandes supermercados, 68% do pequeno e superpequeno varejo, 95% do varejo tradicional e 85% dos bares.

Em 2025, os modelos de atacado generalista com entrega e agente de serviços foram os que apresentaram maior crescimento, com altas de 8,3% e 9,2%, respectivamente. Apesar disso, o atacado generalista de autosserviço segue liderando a participação no faturamento total do setor, com 36,7%, seguido pelo distribuidor com entrega, que concentra 31,3%.

O atacado generalista com entrega ocupa a terceira posição, com 28,5%, enquanto o atacado de balcão representa 2,7%. Já o agente de serviços, embora com menor participação, apresentou crescimento proporcional relevante. Ao desconsiderar os dados do Atacadão, a leitura do canal indireto mostra uma liderança dos distribuidores com entrega, que concentram 44,5% do faturamento, seguidos pelo atacado generalista com entrega (35%), autosserviço (15,4%) e atacado de balcão (3,9%). 

Além disso, 50% do faturamento do setor é dividido entre 13 empresas, sendo o Atacadão responsável por 30%, seguido pelo Grupo Martins, Atacadão Dia a Dia, Tambasa Atacadista e Comercial Zaffari.

Considerando todos os modelos de negócio, as lojas físicas lideram com 38% do faturamento, seguidas pelos representantes comerciais (27%) e pelos vendedores CLT (22%). O dado indica uma mudança em relação a 2024, quando os representantes lideravam as vendas.

De acordo com Domenico, a alta do segmento está ligada ao consumidor que busca diferentes canais em busca de produtos e serviços mais acessíveis, mas também à experiência desses consumidores em diferentes formatos.

Para 2026, a expectativa é de aumento no consumo devido a fatores como a Copa do Mundo e o El Niño no segundo semestre, que tende a elevar as temperaturas e fazer com que as pessoas consumam mais fora de casa.

Escala 6x1

O setor enxerga a mudança da escala de trabalho e a redução da jornada com bastante cautela. De acordo com Leonardo Severini, presidente da Abad, a redução da escala e da jornada de trabalho pode gerar um aumento de 10% a 20% no preço final ao consumidor, devido aos custos operacionais.

“Se essa imposição da escala for sobreposta à redução da jornada de trabalho, o aumento real chega a 20%. Agora, se ocorrer apenas a redução da jornada, o aumento é de 10%. O setor empresarial não tem sido ouvido nessa discussão, e é um setor que carece de produtividade”, diz.

De acordo com o presidente, hoje o setor já enfrenta dificuldade para contratar mão de obra, e, com a redução da jornada de trabalho, essa dificuldade tende a aumentar. Além disso, a baixa produtividade é algo que preocupa o setor.

“O setor defende que é possível reduzir a escala sem alterar a jornada de trabalho por imposição. Nós não somos contra o fim da escala. Temos uma proposta para incluir no projeto de lei a possibilidade de negociação da hora livre", diz.

 

IMAGEM: divulgação

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O setor de bares e restaurantes prevê dificuldades de adaptação ao fim da escala 6x1 e à redução da jornada máxima de trabalho, hoje de 44 horas semanais. Muitos estabelecimentos mantêm uma estrutura complexa, com garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, copeiro e equipe de limpeza, entre outros. Manter o padrão de funcionamento exigirá novas contratações, o que implica aumento dos gastos com folha de pessoal em um setor que vive com margens apertadas.

No Sliders, restaurante especializado em hambúrguer de propriedade de Pedro Facchini, há uma equipe de 15 funcionários divididos em duas unidades, que funcionam de segunda à sexta, das 11h às 23h, e aos sábados, das 12h às 23h.

A operação mais complexa necessita de oito profissionais distribuídos em dois turnos. No primeiro, das 9h às 16h, trabalham uma atendente, responsável pelo balcão, dois cozinheiros e um gerente (em cargo de confiança, sem horário fixo de entrada). Como os pedidos são feitos diretamente no balcão, em modelo semelhante ao fast food, o restaurante não conta com garçom. No segundo turno, que começa às 16h e segue até às 23h, há um atendente no balcão e três cozinheiros.

Nos finais de semana, a escala é alternada entre os funcionários: alguns entram às 11h, outros às 12h, e assim por diante, garantindo equipe até às 23h. 

Nos dias de folga do funcionário responsável pelo atendimento no balcão, um dos profissionais da cozinha assume a função, deixando a equipe desfalcada. As folgas dos funcionários são programadas para os dias de menor movimento, ou seja, segunda, terça e quarta-feira, e os funcionários têm direito a um domingo de descanso a cada dois ou três trabalhados, conforme a convenção coletiva.

LEIA TAMBÉM: Jornada intermitente avança em bares e restaurantes como alternativa à escala 6x1

Segundo Facchini, a eventual redução da jornada de trabalho pode acarretar um aumento de até 25% em sua folha de pagamento. “Eu teria que contratar dois funcionários, um por turno. Mesmo que eu contratasse apenas um, o faturamento do negócio não acompanharia esse gasto extra. Então, provavelmente, seria necessário aumentar o preço dos produtos”, afirma o empresário.

“Caso o fim da 6X1 seja aprovado, é possível que eu tenha que fechar o estabelecimento um dia da semana para dar folga extra aos funcionários. É ruim, porque o aluguel e as outras contas continuam sendo cobrados, mas será menos prejudicial do que contratar outro funcionário”, diz Facchini.

A folha de pagamento absorve cerca de 30% do faturamento do Sliders. Caso seja necessário contratar mais um funcionário ou fechar em um dia da semana, Facchini diz que seu cardápio pode ser reajustado em 6%. “No curto prazo, esse custo sai do empresário, mas, no longo, acaba chegando ao consumidor. Quem discute essa medida (fim da 6x1) nunca precisou pagar salário sem ter lucro”, afirma.

Nem sempre o cliente compreende o reajuste nos preços e tende a buscar alternativas mais baratas. “Nos restaurantes maiores, esse repasse costuma ser menos percebido, porque o tíquete médio é mais alto. Já os pequenos e médios sofrem mais”, explica o empresário.

Falta de mão de obra - Além disso, a dificuldade de encontrar profissionais dispostos a trabalhar em restaurantes com registro em carteira é mais uma preocupação caso a redução da jornada realmente ocorra. Segundo o proprietário do Sliders, muitos profissionais não querem ser registrados, preferem ganhos rápidos por meio do trabalho autônomo ou evitam trabalhar aos finais de semana. A rotatividade é alta no setor.

“Tenho o restaurante há oito anos, mas apenas dois funcionários estão comigo há cinco; a maioria não chega a completar dois períodos de férias”, diz.

De acordo com Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, associação que representa os proprietários de bares e restaurantes, em seu setor há mais de 500 mil vagas abertas atualmente.

Com o possível fim da escala 6x1, Solmucci diz que a falta de mão de obra vai se agravar, com restaurantes grandes absorvendo os profissionais disponíveis e também atraindo funcionários de estabelecimentos pequenos ao oferecer maiores salários. “Esse profissional vai deixar de trabalhar perto de casa e vai gastar mais tempo no ônibus. E, na região do pequeno restaurante, um serviço vai deixar de ser prestado”, diz. 

Reféns da incerteza

O restaurante BBQ XP Barbecue Experience possui uma funcionária na escala 6x1, responsável por cuidar da cozinha e, em momentos de grande movimento, também auxilia no salão. A funcionária trabalha das 17h até às 22h30, de terça à quinta-feira, das 12h às 22h30, às sextas e sábados, e aos domingos, das 12h às 17h, tendo uma folga por semana na segunda-feira e em um domingo a cada 15 dias.

Renata Dimand, proprietária do estabelecimento, explica que, durante a semana, na parte da tarde, ela e o marido cuidam da cozinha, do atendimento ao cliente e das questões administrativas, enquanto no período noturno a funcionária é responsável pela cozinha.

Nos finais de semana, Renata contrata funcionários autônomos para atendimento no salão para dar conta do aumento da demanda, enquanto a empresária ajuda na cozinha. “É cada vez mais difícil encontrar funcionários para trabalhar nesta área, principalmente sábado e domingo, mas costumamos achar por indicação”, diz.

Preocupada com o decorrer da discussão sobre o fim da escala 6x1, Renata diz que, caso a proposta seja aprovada, será preciso analisar se compensa contratar mais um funcionário para os dias da semana, ou convocar profissionais autônomos. “O problema do extra é que nem sempre sabemos se ele realmente irá aparecer, ficamos reféns dessa incerteza. E se contratarmos um funcionário a mais, não temos garantias de que a demanda irá pagar o salário dele”, diz. 

Caso haja a redução da jornada, Renata estima um aumento de 15% no custo com a folha de salários. “Os restaurantes terão que começar a avaliar se vale a pena manter um funcionário com salário muito acima do piso, ou dois funcionários pagando o piso”, diz.

Aumento no cardápio 

De acordo com Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, associação que representa os proprietários de bares e restaurantes, caso ocorra a redução da escala para 5x2, isso pode acarretar um aumento no custo da mão de obra de 20%.

“Imagine uma cozinheira que trabalha na escala 6x1 e recebe R$ 1.000. Caso ela passe a trabalhar cinco dias, sem redução salarial, ela irá ganhar R$ 200 por dia. No entanto, como o consumidor demanda que o restaurante funcione todos os dias, este empresário precisará contratar mais um funcionário, mais R$ 200”, explica.

Sobre a redução da jornada de trabalho, de 44 horas semanais para 40 horas, o aumento estimado na folha é de cerca de 22%. Para lidar com esse custo extra, o preço do cardápio pode aumentar de 7% a 8%, segundo Solmucci. 

Para o presidente da Abrasel, as pequenas empresas, especialmente nas regiões mais vulneráveis, devem ser as mais afetadas, uma vez que o consumidor dessas regiões não absorve o aumento do preço, causando a precarização local dos serviços.

Para Solmucci, a redução da escala é um “oportunismo eleitoral e irresponsável” por não considerar os efeitos da medida na economia. “O governo, lamentavelmente, fala de um potencial benefício que não é verdadeiro. A população precisa entender os reais custos”, diz.

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Pastore: "Fim da 6x1 seria camisa de força para a economia brasileira"

 

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Imagine o seguinte cenário: um empresário deseja investir R$ 100 mil, mas tem receio de que, ao se passarem cinco anos, não consiga recuperar o capital investido. Diante disso, entra em cena o payback, cálculo que determina quanto tempo um investimento leva para se pagar.

“É uma métrica bastante utilizada por sua objetividade e facilidade de entendimento. Ela traduz risco, em tempo, o que facilita a tomada de decisão, principalmente em cenários de incerteza”, explica Ricardo Hiraki, especialista em finanças e investimentos e CEO da Plano Fintech.

O payback funciona como um filtro inicial, usado para comparar diferentes oportunidades de investimento, avaliar o risco de exposição ao longo do tempo e entender a liquidez. Um payback rápido, ou seja, de curto prazo, é um sinal para o investidor de que aquele investimento tende a apresentar menor risco, uma vez que o capital investido fica exposto por menos tempo às variáveis do mercado.

“É muito útil em decisões rápidas, em cenários de restrição de caixa ou quando há necessidade de comparar diferentes oportunidades de investimento. Também é bastante utilizado em projetos mais incertos, nos quais recuperar o capital rapidamente é uma forma de proteção”, explica Hiraki.

De acordo com a especialista em finanças Milene Dellatore, sócia-diretora da MIDE Mesa Proprietária, projetos com payback muito longo aumentam a incerteza, já que o cenário pode mudar, os custos podem subir, a demanda cair, entre outros imprevistos que podem surgir.

Além disso, em um país como o Brasil, com juros elevados e volatilidade, o tempo de retorno do investimento se torna crucial na tomada de decisões.

Payback simples e descontado

O payback simples considera o fluxo de caixa sem ajustar o valor do dinheiro ao longo do tempo. Ou seja, no cálculo do payback simples, um investimento de R$ 1 mil hoje é tratado como R$ 1 mil daqui a três anos, sem levar em consideração a desvalorização da moeda.

No caso do payback simples, um investimento de R$ 10 mil, com rendimento de R$ 2 mil ao ano, considera que o investimento será pago em cinco anos, sem levar em conta a volatilidade do mercado nesse período.

Já o payback descontado considera taxas de desconto, como custo de capital, inflação e risco, segundo Milene, trazendo os fluxos futuros para o valor presente. Nesse caso, o payback considera uma taxa de mercado para calcular o tempo que o empresário leva para recuperar o valor investido.

Por exemplo, com uma taxa de 10% ao ano, aqueles R$ 2 mil de retorno valem menos no momento atual, fazendo com que o empresário leve mais tempo para recuperar os R$ 10 mil investidos.

“Na prática, o payback descontado é mais preciso e realista, principalmente em cenários de juros altos, pois considera o custo de oportunidade do dinheiro”, diz Hiraki.

Como funciona o cálculo do payback simples?

Segundo Hiraki, o cálculo do payback consiste em somar os fluxos de caixa positivos gerados pelo investimento ao longo do tempo até atingir o valor investido inicialmente. “Por exemplo: se você investe R$ 100 mil e recebe R$ 25 mil por ano, o payback será de 4 anos (100 ÷ 25). Ao final do quarto ano, você recuperou todo o valor investido”, explica.

 

 

Em um cenário com fluxos variáveis, com rendimento de R$ 20 mil no 1º ano, R$ 30 mil no 2º ano, R$ 30 mil no 3º e R$ 40 mil no 4º ano, ao final do 3º ano o empresário terá R$ 80 mil acumulados, faltando R$ 20 mil para recuperar o valor investido. Nesse caso, o payback é de aproximadamente três anos e meio.

Cálculo do payback descontado

Para calcular o payback descontado é necessário identificar dois novos conceitos: taxa mínima de atratividade (TMA), taxa para definir a rentabilidade mínima, como exemplo a taxa Selic, e o Valor Presente Líquido (VPL), que se refere ao valor de fluxo de caixa. Confira o cálculo considerando a taxa Selic atual de 14,75%:

 

Vantagens e desafios

As principais vantagens do payback são a simplicidade, por ser fácil de calcular, e o caráter intuitivo para apoiar decisões. Além disso, permite uma análise rápida de risco, priorizando investimentos com retorno mais rápido, segundo Hiraki.

Já a maior limitação do payback é que a métrica não considera o período após o retorno do investimento, segundo Milene. Ou seja, ela mostra quando o investimento é recuperado, mas não responde quanto se ganha no total, qual é a rentabilidade e se o projeto é realmente melhor no longo prazo.

“O payback simples ignora o valor do dinheiro no tempo, o que pode distorcer decisões. Deve ser considerado como um filtro inicial, e não como uma decisão final”, diz Milene.

LEIA MAIS - Glossário do Empreendedor

 

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Artes: William Chaussê/DC

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Conhecida globalmente pelas suas grandes lojas, com 65 categorias de esporte que vão desde produtos simples para natação até itens para quem pratica hipismo, a Decathlon inicia um novo processo de expansão no Brasil ao inaugurar sua primeira unidade em formato compacto, no Shopping Morumbi Town, no próximo sábado (09/05). 

Diferentemente das outras lojas, que possuem uma grande variedade de categorias esportivas, a nova unidade tem foco em três modalidades esportivas: natação, fitness (atividades para o bem-estar, como academia e yoga) e corrida. De acordo com Flávio Fialho, diretor de expansão e operação da Decathlon Brasil, a empresa fez um longo estudo da região ao redor do Shopping Morumbi Town para entender quais produtos esportivos fazem mais sentido para o público que frequenta o shopping.

Enquanto as grandes lojas da marca espalhadas pelo Brasil, como, por exemplo, a megaloja na própria região do Morumbi e da Avenida Paulista, são locais para pessoas com maior tempo para consumo, interessadas em descobrir novos produtos de diferentes esportes, o novo formato busca atender demandas pontuais dos consumidores, que precisam realizar uma compra rápida.

“As pessoas dessa região possuem uma Decathlon a cerca de 6 quilômetros daqui, mas elas vão demorar cerca de 1h30 para chegar à loja. Com esse formato menor e mais perto de casa, elas conseguem fazer uma compra mais rápida em menor tempo”, explica Felipe Geraldini, diretor regional da marca em São Paulo.

Além da redução de tamanho, a nova loja possui uma arquitetura mais moderna, com destaque para a iluminação, evidenciando os produtos, atendimento personalizado pelo WhatsApp e entrega expressa de 30 minutos até 48 horas, fatores que as outras unidades não possuem. “Esse novo formato é uma continuidade da experiência das lojas grandes. Aqui os clientes vão encontrar produtos relacionados ao dia a dia e serviços exclusivos desta loja”, explica Fialho.

Outra estratégia adotada para manter a experiência do consumidor e evitar a perda de vendas é o atendimento integrado com a megaloja. Caso o cliente procure um produto disponível apenas nas unidades maiores, ele pode realizar a compra na nova loja com o auxílio de um vendedor. Enquanto aproveita para passear pelo shopping, o item é transferido e entregue na unidade em cerca de 30 minutos, dependendo do produto.

Para manter a experiência do cliente vivenciada nas grandes lojas, a aposta da Decathlon foi criar pequenos espaços de experiência, como uma esteira na loja, em que o cliente escolhe o cenário em que deseja correr, como em um parque ou estrada de terra, e pode experimentar os tênis disponíveis correndo no equipamento.

Outra estratégia adotada pela marca foi o uso de manequins em movimento, como, por exemplo, nadando ou correndo, como uma forma de incentivar o cliente a imaginar como ele ficaria naquele produto. Além disso, 95% dos produtos são de marca própria da Decathlon, divididos entre Domyos (linha de roupas fitness), Nabaiji (linha de natação) e Kiprun (linha de corrida), algo que não ocorre nas grandes unidades, que têm o portfólio mais amplo, dividido com outras marcas, como Nike e Adidas.

Com a nova unidade, a expectativa é de um aumento no market share (participação de mercado) dentro da área de influência das duas unidades no Morumbi e do aumento na recorrência de compras por parte dos consumidores.

Expansão

A Decathlon possui 1.902 lojas em mais de 80 países, sendo mais de 50 unidades no Brasil. O país, que está entre os 10 principais mercados da companhia, é parte fundamental da estratégia global da marca, que encerrou 2025 com 910 milhões de euros de lucro.

De acordo com Fialho, o novo formato busca atender às novas necessidades dos consumidores, a partir de um estudo realizado pela própria empresa, que identificou maior interesse por esportes como corrida, academia, entre outros pontos. Segundo o estudo encomendado pela empresa em parceria com a Consumoteca, 93% dos brasileiros têm interesse em praticar algum exercício físico, mas, devido à falta de tempo, apenas 44% conseguem praticar ativamente alguma atividade física.

A ideia não é descartar os grandes formatos, mas sim utilizar esse novo modelo para expandir mais rapidamente em grandes centros urbanos. Sem revelar uma meta para expansão nesse novo formato, Fialho afirma que a empresa tem como objetivo abrir outra unidade nesse modelo em shopping center até o final do ano, preferencialmente em cidades grandes como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A expansão em cidades menores ainda não está no radar da empresa.

Além da adaptação de lojas para responder à demanda local, Fialho explica que o digital é ferramenta fundamental para a empresa estar presente em todo o país, por meio da curadoria de produtos, que permite uma ampla oferta de mercadorias, com mais de 6 mil modelos.

Desafios

Para Rodrigo Catani, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, o novo formato leva mais eficiência e inteligência operacional para a empresa, uma vez que o modelo de loja maior exige maior custo operacional, além de alto investimento em terreno. No entanto, o novo formato possui algumas ressalvas, justamente por não ser possível levar toda a curadoria dos produtos, sendo necessária uma seleção de itens mais convenientes para a região.

“O grande desafio é manter a experiência da loja grande, como o atendimento personalizado por esporte, além da questão de serviços. Por exemplo, nas grandes lojas eles consertam equipamentos quebrados; esse serviço precisa ser adaptado na loja menor, caso tenha essa opção”, explica Catani.

Além disso, segundo Catani, é importante que a marca mantenha a experiência do cliente de forma que esse consumidor não se sinta tentado a comprar em outro local ou até mesmo pela internet, por possuir um preço mais acessível.

Outro ponto destacado pelo especialista é que a nova loja exige certas adaptações, como a prateleira infinita, justamente pelo tamanho menor das prateleiras, além de levar esse pensamento para o consumidor, de forma que o cliente entenda que, apesar de a loja menor possuir menos produtos, existe uma vantagem ao comprar naquela unidade.

Para Catani, esse novo formato auxilia a expansão rápida da empresa, permitindo que a companhia acesse um novo consumidor, justamente pela praticidade que a nova loja oferece. “A loja grande, além de ser cara, muitas vezes fica longe dos consumidores. É quase um passeio ir à megaloja da Decathlon, e com a loja menor o acesso se torna mais fácil”, explica.

Além disso, o especialista afirma que a loja compacta exige um tíquete médio menor, porém facilita esse acesso a novos consumidores, sendo uma porta de entrada para testar a marca em novos lugares e entender em quais regiões faz sentido ter uma loja da Decathlon.

Apesar de a nova loja ter um concorrente direto, uma unidade da Centauro localizada do outro lado da calçada, no Shopping Jardim Sul, Catani destaca que as duas operações são diferentes. Enquanto a Centauro tem foco em vender outras marcas, como Nike e Adidas, entre outras, a Decathlon se concentra em produtos de marca própria.

 

IMAGEM: Rebeca Ribeiro/DC

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As incertezas no cenário global, causadas pela guerra no Oriente Médio, e o elevado endividamento das famílias brasileiras levam especialistas a realizarem projeções mais cautelosas sobre o crescimento econômico. Com base no cenário do primeiro trimestre, a previsão é que o PIB encerre 2026 com crescimento de 1,8%, desacelerando em relação a 2025 (2,3%).

A avaliação é de economistas e empresários que participaram da reunião do Comitê de Avaliação da Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada na última quinta-feira (30/04). A pedido da entidade, os nomes dos integrantes da reunião não são divulgados.

A expectativa dos economistas presentes à reunião é de que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,50% ao ano, se mantenha em nível elevado por um período prolongado - o que pode frear o crescimento do PIB. Uma das consequências dos juros elevados é afastar investimentos diretos no país.

O varejo continua dando sinais de desaceleração devido aos efeitos negativos da taxa de juros e ao endividamento das famílias brasileiras. O varejo restrito deve encerrar o trimestre com crescimento de 1,4%, com base no período de abril de 2025 a março de 2026, em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, demonstrando maior volatilidade no segmento de bens duráveis por depender mais do acesso ao crédito.

LEIA MAIS: Metade da população adulta está endividada, diz estudo

A indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, desde a metade do ano passado, já demonstrava sinais de enfraquecimento da atividade, que se mantiveram no início deste ano, com uma queda de cerca de 6% no acumulado de janeiro e fevereiro, na comparação com igual período do ano passado. A queda é maior que a da indústria de transformação, que está na faixa de 2%.

O aumento do custo de produção de eletroeletrônicos é devido à elevação no preço de insumos como ouro, prata e cobre, usados em componentes eletrônicos como as placas de circuitos, e do plástico, em função da alta do petróleo. Essa é a principal queixa de empresários do setor. Outro ponto é o aumento no preço da memória digital, uma vez que grande parte dos fabricantes deste componente direcionou a produção para abastecer data centers, em função do avanço da demanda causada pela inteligência artificial. 

De acordo com representantes da indústria, esses custos devem ser repassados ao consumidor final, o que significa que produtos como celular, notebook e computadores ficarão mais caros. 

A economista que representa o setor industrial mostrou que o índice de confiança do empresário está abaixo dos 50 pontos há 13 meses, demonstrando incerteza em relação à economia. Inadimplência, taxa de juros e falta de confiança fiscal têm contribuído para esse pessimismo.

“O que percebemos é que as vendas de celulares e computadores tiveram redução em unidades, mas aumento no preço médio. Então, o consumidor prefere comprar equipamentos melhores e demorar mais tempo para trocar”, explicou.

Já o setor de serviços registrou alta de 5,9% no acumulado do ano de 2026 até fevereiro. No segmento de serviços prestados às famílias, houve aumento acumulado de 10,3% em termos reais; os serviços prestados a empresas registraram alta de 8,9%; e o setor de informação e comunicação, 8,1%.

Em fevereiro de 2026, a economia brasileira registrou 56,1 milhões de empregos com carteira assinada. O setor de serviços foi responsável por 32,1 milhões de postos de trabalho no período, correspondendo a 57,2% do total da economia, segundo dados apresentados na reunião da ACSP.

Agronegócio

O agronegócio brasileiro precisa lidar não apenas com as questões macroeconômicas, como a taxa de juros elevada, mas também com a diminuição do preço da saca de soja, atualmente vendida em cerca de R$ 130, contra R$ 150 alcançados no ano passado, destacou um representante do setor.

Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio e o possível fechamento do estreito de Ormuz, contribuem para o aumento do custo de frete e seguro e desvalorizam o preço do produto. A exceção é a carne bovina, que cresceu 10% devido à maior demanda global e à baixa produção.

Enquanto o PIB agrícola cresceu cerca de 12,6% em 2025, especialistas do setor projetam crescimento entre 2% e 3% neste ano. Além disso, é esperado um ano de baixa rentabilidade, com queda nas vendas de máquinas e implementos agrícolas entre 10% e 15%. O pedido de recuperação judicial da Raízen, produtora de etanol a partir do açúcar, também preocupa os empresários do agronegócio.

Cenário político

Os participantes da reunião de conjuntura da ACSP acreditam que as eleições para presidente em 2026 serão novamente marcadas por polarização entre direita e esquerda, com a candidatura do presidente Lula à reeleição e de Flávio Bolsonaro, sem espaço para uma terceira via.

Para eles, a maior discussão será a definição de quem comandará as cadeiras do Senado e da Câmara dos Deputados, o que deve influenciar especialmente o ritmo dos investimentos no agronegócio.

De acordo com os integrantes do Comitê da ACSP, as eleições de 2026 devem ser mais apertadas do que as de 2022, com grupos como mulheres, idosos e pessoas de baixa renda sendo vetores fundamentais na decisão das eleições. 

Ainda segundo os empresários, a rejeição de Jorge Messias ao STF pelo Senado é significativa por mostrar uma derrota do presidente Lula e arranhar sua reputação política.


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Em meio às discussões sobre o fim da escala 6x1, o setor produtivo mostra, na prática, que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já prevê soluções que atendem às necessidades dos trabalhadores e empresários. O modelo de jornada intermitente, introduzido no país com a reforma trabalhista de 2017, vem sendo usado em segmentos como o de bares e restaurantes por garantir maior flexibilidade às partes envolvidas.

Por esse modelo, o profissional é contratado para prestar serviço de forma não contínua. Ele deve ser convocado com três dias de antecedência e pode ou não aceitar o chamado. Se a convocação for aceita, passa a estar subordinado às ordens do contratante pelo período acordado, desde que a jornada e a escala respeitem os limites impostos pela CLT. No período de inatividade, quando não há trabalho, o profissional está livre para prestar serviço para outro contratante.

Nesta modalidade, o trabalhador atende a demandas pontuais, recebendo apenas as horas trabalhadas, com garantias trabalhistas como férias, descanso remunerado, FGTS, entre outras.

Na cidade de Itapeva, no interior de São Paulo, a churrascaria Braseiro Steakhouse adotou a jornada intermitente há cerca de seis meses. O restaurante, que atende ao público das 11h às 23h, conta com 40 funcionários, sendo 10 contratados por meio do modelo intermitente para as funções de garçom, passador de carne, auxiliar de cozinha e limpeza e cozinheiro.

Rafael de Costa, dono do estabelecimento, explica que a demanda de clientes varia bastante ao longo da semana, crescendo significativamente entre sexta e domingo, quando ele precisa aumentar o quadro de funcionários. Para esses dias de pico, o empresário contrata por meio da jornada intermitente, evitando ampliar a equipe fixa, que acabaria ociosa ao longo da semana.

“Às vezes preciso contratar um funcionário para um único dia de maior demanda. São funcionários que, às vezes, já têm outro emprego, mas precisam de uma renda extra no momento livre”, explica Costa.

Antes de optar pelo modelo intermitente, o empresário recorria a freelancers. No entanto, diz, para evitar passivos trabalhistas, mantinha esse funcionário por no máximo dois meses, evitando vínculos empregatícios.

“O empregador tem mais segurança jurídica na jornada intermitente e o funcionário passa a receber mais, uma vez que todos os seus direitos são pagos de uma vez. Além disso, ele decide quando quer trabalhar, inclusive se quer trabalhar no final de semana”, diz.

Flexibilidade - A pizzaria Vegas Bowling Medianeira, da cidade de Medianeira, no estado do Paraná, optou por adotar a jornada intermitente ao não encontrar motoboys para trabalhar em períodos curtos. O estabelecimento adotou a modalidade de trabalho há dois anos e, atualmente, possui nove motoboys neste esquema.

A flexibilidade é uma das principais vantagens do modelo intermitente, segundo Andrei Mondardo, responsável pela Vegas Bowling. “Houve uma redução no custo, já que posso permanecer com o motoboy por menos tempo, algo que não acontecia na jornada de trabalho comum, na qual esse funcionário ficava ocioso em dias mais calmos”, diz.

Além da flexibilidade, Mondardo conta que o turnover (rotatividade de pessoal) diminuiu com a jornada intermitente.

Ele explica a dinâmica de suas contratações. A convocação dos funcionários é realizada via WhatsApp, com três dias de antecedência para o profissional se preparar e ter tempo de informar se pode ou não assumir o trabalho. Além disso, Mondardo explica que todo mês faz uma reunião com os funcionários intermitentes para esclarecer eventuais dúvidas.

Com 40 funcionários, sendo 31 no modelo tradicional da CLT, o empresário diz que pensa em levar o modelo intermitente para outras funções, especialmente na cozinha, onde os funcionários são mais demandados em horário de grande movimento.

pessoas comendo em um restaurante
A pizzaria Vegas Bowling Medianeira adotou a jornada intermitente há cerca de dois anos e atualmente possui nove motoboys contratados neste modelo (Imagem: Vegas Bowling Medianeira/divulgação)

 

Turnover - O empresário Franklin Abreu, responsável pelo restaurante Tavola Costelaria, em Viçosa, Minas Gerais, observou seu turnover diminuir em 60%, assim como a falta de funcionários e atestados médicos, que diminuíram drasticamente ao adotar a jornada intermitente. O restaurante atualmente conta com 18 funcionários, todos neste modelo.

Abreu possui uma lista de funcionários intermitentes e, semanalmente, encaminha uma enquete para saber em quais dias eles gostariam de trabalhar naquela semana. “Antes de eu adotar essa jornada, havia muitas faltas e entrega de atestado porque, em alguns casos, a pessoa não queria trabalhar no final de semana. Isso também deixava o ambiente de trabalho desconfortável”, diz Abreu, que compartilha que os funcionários chegavam a brigar para sair mais cedo, algo que mudou desde a adoção da modalidade intermitente.

Para o empresário, é uma jornada eficiente, já que permite convocar mais funcionários apenas nos dias de maior fluxo. “O maior desafio foi explicar ao funcionário como funciona esse modelo, pois muitos têm a impressão de que serão prejudicados, mas logo percebem que isso não é verdade”, diz.

Alternativa à escala 6x1

Devido à sua flexibilidade e garantia dos direitos trabalhistas, o setor de bares e restaurantes defende que a jornada intermitente já é uma solução para equalizar demandas de empregados e empregadores, sem a necessidade de acabar com a escala 6x1.

“Nós acreditamos que o Brasil já possui uma solução para quem deseja trabalhar menos horas, não precisa de uma proibição do governo”, diz Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (associação do setor de bares e restaurantes).

De acordo com o presidente da Abrasel, a discussão sobre o fim da escala 6x1 “não faz sentido”, uma vez que já existe na legislação trabalhista a jornada intermitente. “É importante dizer que nenhum país proibiu as pessoas de trabalharem seis dias, você não pode proibir um trabalhador que queira trabalhar 6x1”, diz.

Apesar de a jornada intermitente ter sido introduzida no Brasil apenas em 2017, em países europeus e da América do Norte, esse modelo de trabalho é frequentemente utilizado no setor de bares e restaurantes. Segundo Solmucci, 53% da mão de obra norte-americana do setor é contratada por esse modelo.

Segundo ele, estudantes de universidades e mulheres, especialmente as que possuem filhos em casa, são os que mais possuem interesse neste modelo de trabalho, devido à flexibilidade e adaptabilidade às rotinas individuais. Outro grupo que tem demonstrado interesse nesta jornada são pessoas aposentadas, que trabalham poucas horas durante a semana, como uma forma de distrair a mente e conseguir uma renda extra.

“A principal diferença da jornada intermitente, tanto do ponto de vista do empregador quanto do empregado, é poder escolher as horas em que irá trabalhar e quais dias da semana, sem nenhuma obrigação”, diz.

Além disso, caso o trabalhador opte por não trabalhar em algum dia da semana, ele não deve sofrer nenhuma punição, como advertência ou desconto no pagamento. Não existe um limite para a quantidade de vezes que o trabalhador se nega a trabalhar algum dia.

Para Solmucci, a jornada é uma forma de empoderar o trabalhador, permitindo que ele decida quanto tempo irá trabalhar naquela semana, se irá trabalhar de manhã ou de noite.  

Além da flexibilidade, a remuneração da jornada intermitente costuma ser 50% maior que a da jornada de trabalho regular, porque o chamado ocorre em momentos de alta demanda, que vão envolver horas extras e adicionais.

Cuidados

Marcelo Marani, CEO da Donos Restaurantes, plataforma voltada à capacitação de empresários da área gastronômica, explica que todas as convocações de trabalhadores intermitentes devem ser realizadas com pelo menos três dias de antecedência e precisam ser documentadas, por WhatsApp ou e-mail, por exemplo, como uma comprovação de que houve uma convocação e qual foi a devolutiva. Ele destaca que é fundamental ter uma prova escrita para segurança de ambas as partes.

“Caso eu tenha cinco copeiros intermitentes e precise convocar um para trabalhar em determinado dia, eu aciono o primeiro. Se ele não puder comparecer, aciono o segundo, e assim por diante”, explica.

O especialista destaca que estabelecimentos que desejam trabalhar com esse modelo devem, antes de dar o primeiro passo, conversar com seu contador para entender as particularidades do contrato envolvendo intermitentes, uma vez que o empresário pode cair em “pegadinhas”, como a falta de uma convocação formal.

Além disso, explica que, caso o trabalhador receba algum benefício do governo, ele não pode ser registrado como intermitente. “Às vezes o trabalhador está ganhando seguro-desemprego e pede para o empregador registrar depois que o benefício acabar, e o empregador acaba cedendo por conta da necessidade. Isso não pode acontecer”, diz

As contratações podem ser feitas tanto por meio de anúncios da empresa quanto em plataformas de recursos humanos. Marani recomenda, porém, deixar claro na descrição da vaga que se busca profissionais para trabalhar em dias específicos e detalhar o funcionamento da jornada durante a entrevista.

“Eu aconselho não informar que a vaga é para jornada intermitente na descrição da vaga, pois muitos candidatos não conhecem esse tipo de contrato, o que pode gerar confusão. O ideal é explicar o modelo na entrevista”, afirma.

Além de trazer segurança jurídica para o empregador, o CEO destaca que o trabalhador também é resguardado em caso de acidentes, algo que não é garantido em modelos como freelancers. “De 2017 a 2024, esse tipo de contratação aumentou 60 vezes no Brasil”, diz Marani, reforçando que esse modelo é uma estratégia importante para o setor de bares e restaurantes.


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O governador Tarcísio de Freitas, em parceria com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, lançou oficialmente nesta quinta-feira (23/04) o projeto Boulevard São João, na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a casa do empresário. O projeto prevê a instalação de quatro painéis de LED e um projetor em edifícios localizados na Avenida São João e na Avenida Ipiranga, além da revitalização de prédios históricos e da promoção de intervenções artísticas e culturais na região.

Os dirigentes se reuniram na tarde da última quarta-feira (22) para discutir a participação do Estado de São Paulo na iniciativa e definir os detalhes do anúncio. O lançamento na ACSP marca a cooperação entre os governos estadual e municipal, além de integrar a estratégia política de Tarcísio de Freitas, que deve disputar a reeleição ao governo paulista em outubro.

Conhecido popularmente como “Times Square paulistana”, o projeto é uma parceria público-privada entre órgãos públicos e a empresa Fábrica de Bares, responsável pela revitalização de espaços como Bar Brahma, Bar do Léo e o Riviera Bar. O investimento previsto é de R$ 6 milhões, sendo R$ 2 milhões por ano. Sem detalhar a meta de lucro dos espaços, o empresário Álvaro Aoas, sócio-fundador da Fábrica de Bares, afirma que o objetivo inicial é recuperar o valor investido. 

O projeto tem gerado repercussões positivas e negativas nas redes sociais e entre especialistas devido à Lei Cidade Limpa (Lei 14.223/2006), elaborada na gestão Gilberto Kassab (hoje presidente do PSD) à frente da Prefeitura de São Paulo (2006-2012), com apoio técnico do Comitê de Política Urbana (CPU) da ACSP.

A legislação restringe a publicidade externa em larga escala para reduzir a poluição visual, mas permite exceções analisadas pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) - especialmente em projetos de requalificação urbana. 

Enquanto parte dos analistas vê a iniciativa como uma possível ameaça à lei, Nunes afirmou que o Boulevard São João será uma "exceção" restrita ao Centro, justamente por contribuir para a revitalização, descartando a expansão do modelo para outras regiões. Também destacou que, até chegar ao projeto final, resultado de várias reuniões na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), foram dois anos de estudo e análises.

"Muitos têm desvirtuado o projeto, falando sobre como ele tem afetado a Lei Cidade Limpa. Mas essa é uma lei aprovada, que tem apoio popular, do Tarcísio e o meu apoio. Por isso não existe nenhuma hipótese de acabar (com a lei): a exceção só existe porque faz parte do projeto de recuperação do Centro e, se não fosse por isso, provavelmente este projeto não existiria."

Embora esteja inicialmente vinculado à Prefeitura de São Paulo, o governador destacou o papel do Estado na segurança pública e no monitoramento digital, por meio de iniciativas como o Muralha Paulista e o Smart Sampa. “Cada projeto está sob responsabilidade de uma entidade, seja o hub de inovação, o centro administrativo ou o desmonte da favela do Moinho. São iniciativas administradas pelo Estado, mas que não avançam sem a presença da Prefeitura”, afirmou.

Segundo Tarcísio, além dos 400 policiais já atuando na região, haverá ampliação dos pontos de estacionamento e aquisição de motocicletas, o que deve aumentar o efetivo em cerca de 300 agentes. “Para o projeto ganhar tração, é necessária a participação não apenas da Prefeitura de São Paulo, mas também do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e outros órgãos”, declarou Aoas. 

No projeto do Boulevard São João, as telas de LED ocuparão cerca de 2 mil metros quadrados em quatro edifícios -  Cine Paris República, Edifício Herculano de Almeida, Galeria Sampa e Edifício New York - além de um projetor no Edifício Independência, onde funciona o Bar Brahma.

A programação incluirá feiras gastronômicas e de artesanato aos fins de semana, quatro palcos com shows rotativos, espaço pet com feiras de adoção e áreas destinadas a artistas de rua.

Nunes, Tarcísio, Gonçalves e o secretário de projetos estratégicos do Governo de SP Guilherme Afif: juntos em prol da requalificação do Centro


De acordo com Aoas, apenas 30% do conteúdo exibido nos painéis será destinado à publicidade, sem anúncios de varejo, apostas (bets) ou conteúdo adulto. Os outros 70% serão voltados à arte digital e à programação cultural.

Ainda segundo o empresário, o projeto não deve afetar a segurança viária, já que os painéis terão controle automático de luminosidade e restrições a imagens excessivamente brilhantes à noite. Inicialmente, o funcionamento dos painéis será até as 23h, mas a Prefeitura já encaminhou pedido à CPPU para ampliação desse horário.

“As pessoas dizem que é uma cópia dos Estados Unidos, mas somos uma cidade global. Por que não trazer para o Brasil algo que deu certo no exterior?”, perguntou Aoas. 

Também participaram da apresentação Guilherme Afif Domingos, secretário de projetos estratégicos do Governo de São Paulo, e o presidente interino da ACSP, Luiz Roberto Gonçalves, que deu as boas-vindas aos presentes e ressaltou a importância da iniciativa para a revitalização do Centro. “É um esforço conjunto para recuperar a região, que já apresenta mudanças visíveis desde o início do projeto Vem pro Centro”, destacou.

Revitalização e oportunidades

O projeto atende a uma demanda do setor empresarial por maior circulação de pessoas na região central, como é o caso da Galeria do Rock. “A Galeria já tem público consolidado, mas queríamos levá-lo também para a rua”, disse Antônio Souza, o 'Toninho', administrador da Galeria do Rock.

Além de revitalizar o Centro, a iniciativa busca atrair investimentos e ampliar a geração de empregos. “De 2021 a 2026, 95 mil empresas migraram para a cidade de São Paulo, gerando R$ 4,5 bilhões em arrecadação”, afirmou Nunes.

Tarcísio destacou ainda o potencial de formação de mão de obra criativa, com oficinas de tecnologia, gastronomia e hospitalidade nos prédios participantes. “No futuro, veremos mais pessoas circulando pelo Centro, mais empresas e mais restaurantes”, disse.

Assim como acontece na Avenida Paulista, a ideia é que a região fique fechada apenas para pedestres durante o final de semana, com o fechamento da avenida do sábado às 18h até o domingo às 23h, como forma de atrair mais pessoas, turistas e empresas, que se beneficiarão do aumento do movimento. A parceria, que durará três anos, terá início das operações em setembro de 2026.

A programação artística será realizada pela própria Fábrica de Bares por meio de um aplicativo voltado para pequenos e médios artistas, que passarão por curadoria de especialistas do Estado e da Prefeitura para aprovação dos conteúdos apresentados na rua e nas telas.

As grandes programações serão temáticas. Por exemplo, em junho os eventos serão voltados à festa junina; em março, ao mês das mulheres, entre outros. Além disso, todo o investimento nos shows será custeado pela iniciativa privada, por meio da receita obtida com publicidade nos painéis de LED. No entanto, ainda há discussão se a montagem e desmontagem semanal dos palcos será custeada pelo poder público ou pelo setor privado.

Além da instalação dos painéis, o projeto prevê a revitalização de imóveis históricos no trecho entre o Largo do Paissandu e a Praça Júlio Mesquita, incluindo a recuperação da fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, da estátua Mãe Preta e do histórico Relógio de Nichile, além da instalação de novos mobiliários urbanos e realização de oficinas educativas.

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IMAGENS: André Lessa/DC

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No dia 20 de abril, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a casa do empresário, completará 21 anos, dois dias antes de o painel alcançar, em tempo real, o montante de R$ 1,3 trilhão. O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros à União e aos governos estaduais e municipais, incluindo multas, juros e correção monetária. Isso tudo, somente em 2026.

No ano passado, igual montante foi alcançado três dias depois, em 25 de abril, demonstrando que a arrecadação está acelerando. Segundo João Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o valor reflete não apenas o crescimento nominal da economia, mas também a elevada carga tributária, que continua pesando sobre os contribuintes brasileiros.

“Embora parte desse aumento decorra da maior eficiência fiscal e da inflação, o resultado prático é claro: os brasileiros seguem destinando uma parcela significativa de sua renda ao pagamento de impostos em um ritmo cada vez mais intenso, reforçando a necessidade de uma discussão profunda sobre a eficiência e a destinação desses recursos públicos”, diz Olenike.

Essa aceleração da arrecadação também está relacionada ao crescimento da carga tributária no último ano, como o aumento do IOF e do ICMS, assim como à tributação de jogos de apostas e cassinos online.

Para Olenike, o Impostômetro, mesmo com mais de 20 anos, segue como uma ferramenta relevante para a sociedade ao permitir a conscientização da população sobre o valor real da contribuição aos órgãos públicos. “A ferramenta fornece informações que permitem à população exigir a contrapartida de serviços públicos de qualidade, o que não acontece no nosso país, infelizmente”, diz.

Além disso, com a reforma tributária iniciada este ano, Olenike diz que a plataforma será de grande importância para os contribuintes acompanharem se a alteração do sistema tributário não vai aumentar a carga. “Iremos analisar se efetivamente teremos o que foi prometido com a atual proposta de mudança: a neutralidade, a simplificação e a transparência.”

 

Gastos públicos já consumiram R$ 1,6 trilhão

Enquanto a arrecadação caminha para R$ 1,3 trilhão, os gastos públicos, medidos pelo Gasto Brasil, já registram R$ 1,6 trilhão, uma diferença de R$ 300 bilhões. Dos R$ 1,6 trilhão, cerca de R$ 677 bilhões saíram do caixa do Governo Federal, R$ 471 bilhões dos estados e R$ 519 bilhões dos municípios.

De acordo com o Gasto Brasil, entre as principais despesas do Governo Federal, destacam-se 11 categorias que representam 96% do total. A maior parte das despesas desse grupo corresponde à Previdência, às Despesas com Pessoal e aos Encargos Sociais, sendo que essas três categorias representam 60% do total. Os gastos federais com a Previdência somavam, até o dia 16 de abril, R$ 441 bilhões.

O economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, explica que o aumento do gasto público, quando não acompanhado pelo aumento da receita, pode gerar aumento da inflação, assim como da dívida pública, por meio dos precatórios, garantia judicial de que um órgão público irá pagar a dívida, o que elevaria a taxa básica de juros.

Segundo Solimeo, há um grande volume de recursos públicos direcionado a programas voltados a uma pequena parcela da população. Para ele, esses programas devem ser transitórios, e não vitalícios. “Ao aprovar um gasto, seria necessário aprovar uma fonte de financiamento, mas não é o que ocorre”, diz.

“Hoje, o equilíbrio das contas públicas não seria suficiente, pois há muitos sacrifícios de investimentos. A redução dos outros gastos teria de ser maior para abrir espaço para investimentos sem aumentar a dívida pública”, explica Solimeo.

“O governo precisa arrecadar mais do que gasta para diminuir a taxa de juros, mas o gasto público está crescendo e, consequentemente, a dívida pública também”, afirma. Ainda segundo o economista, para que haja uma redução dos gastos públicos, é necessária uma reforma administrativa, de forma a alcançar mais equilíbrio entre receita e despesa.

 

IMAGEM: Milton Mansilha/DC

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O trabalhador brasileiro ocupa a 94ª posição no ranking mundial de produtividade, entre os 184 países avaliados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O indicador, que considera o Produto Interno Bruto (PIB) em dólar dividido pelo total de horas trabalhadas pela população economicamente ativa, coloca o país atrás de nações latino-americanas como Cuba e Argentina, e evidencia a distância em relação aos países economicamente desenvolvidos.

O empregado brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, segundo os dados da OIT. Por hora, ele produz US$ 21,17. Como comparação, na Argentina a produtividade por hora é de US$ 33,81 e em Cuba, de US$ 22,58. 

O setor produtivo tem chamado a atenção para essa baixa produtividade em meio à tramitação de propostas que buscam acabar com a escala 6x1. A Câmara dos Deputados deve votar, nesta quarta-feira, 15/04, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata deste tema. Em paralelo, o governo Lula prevê enviar ao Congresso, nesta semana, um projeto de lei com urgência sobre o mesmo assunto. Entidades, como a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a casa do empresário, defendem mais debates antes da adoção de medidas que podem aumentar os custos das empresas. 

Momento inoportunoDe acordo com Antônio Lanzana, professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), a discussão sobre a redução da jornada deve ocorrer, mas, como 2026 é um período eleitoral, o momento se torna inoportuno. Segundo o professor, a redução pode afetar empresas de pequeno porte que trabalham com jornada de 44 horas semanais devido à escassez de mão de obra disponível. Caso ocorra a redução, Lanzana prevê um aumento no custo com mão de obra, o que pode gerar inflação, aumento da contratação informal ou até mesmo a demissão de trabalhadores, já que as empresas não terão como manter esses funcionários.

Lanzana destaca ainda a baixa participação dos sindicatos no debate, que deveria envolver acordo coletivo e não obrigatoriedade. Além disso, diz, a redução da jornada pode afetar diretamente o consumidor final, já que as empresas podem deixar de abrir aos finais de semana. "Com esses fatores, ocorre uma desestimulação do investimento externo, fazendo com que menos empresas multinacionais migrem para o Brasil."

Os efeitos da redução da jornada de trabalho podem variar de acordo com a empresa. No entanto, Serviços e Comércio devem sentir mais, por adotarem majoritariamente a escala 6x1.

Produtividade baixa - Fora da discussão política, a produtividade brasileira relativamente baixa pode ser explicada por alguns fatores, conforme aponta Lanzana, como a falta de mão de obra qualificada devido ao baixo investimento em educação de qualidade. “Países como Singapura e Coreia do Sul, que possuíam uma renda per capita parecida com a do Brasil, começaram a investir em educação e se tornaram mais desenvolvidos economicamente”, diz.

Além disso, elementos econômicos como a falta de abertura comercial, que impede que mais setores adotem tecnologias modernas, e um ambiente de negócios desfavorável ao setor empresarial, devido ao excesso de burocracia, fazem com que o país não seja atraente ao investimento externo e, consequentemente, à adoção de processos produtivos mais eficientes.

Como exemplo, Lanzana cita a diferença entre a produtividade do agropecuário, que cresceu 6% ao ano de 1995 a 2024, e a da indústria, que cresceu apenas 0,2% ao ano no período. “A abertura comercial do agronegócio é determinante para que o setor se mantenha atualizado em meio à concorrência, fazendo com que o país invista em tecnologia e tenha alta produtividade”, diz. 

O professor também cita dados que apontam perda de produtividade brasileira ao longo do tempo. “A produtividade brasileira hoje equivale a 25% da produtividade dos Estados Unidos, sendo que, em 1980, eram 46%”, afirma Lanzana.

Ele explica que existem diversas formas de medir a produtividade: por fator de produção, nível de ocupação e horas trabalhadas, entre outros. No entanto, ela está em declínio há mais de 20 anos. “Observando dados da FGV, de 1950 a 1980, a produtividade cresceu 4% ao ano, enquanto o PIB cresceu 7,3% ao ano. Já de 1981 a 2024, a produtividade cresceu 0,6% ao ano e o PIB aumentou 2,1% ao ano”, diz.

Ainda segundo Lanzana, nos últimos 10 anos a produtividade brasileira caiu 0,3% ao ano e o PIB cresceu 1,5% ao ano. "Essa queda está muito atrelada à maior presença do Estado na economia, com uma carga tributária que subiu de 25% para 42% em relação ao PIB. É também consequência da redução dos gastos com investimento, de 5,5% para 1%, e do aumento da despesa corrente, de 20% do PIB para 41%", afirma.

“Nos últimos anos estamos perdendo produtividade, não ganhando. A redução da jornada não será complexa se vier acompanhada de aumento da produtividade”, diz. Ele explica que só é possível às empresas absorverem o aumento de custos caso ocorra aumento na produtividade, o que não acontece no país ao longo dos anos.

Outro fator que prejudica a produtividade brasileira, segundo o professor, é a concessão de crédito subsidiado para empresas ineficientes, uma vez que o crédito barato e facilitado apenas permite que essas empresas sobrevivam por mais tempo, não abrindo espaço para empresas com maior potencial.

Contrapartidas A baixa produtividade não apenas afeta a economia brasileira, como também faz com que as empresas demandem mais pessoas para realizar a mesma atividade que poderia ser feita por um grupo mais funcional e enxuto. Do ponto de vista do funcionário, esse aumento de vagas gera salários mais baixos e menos benefícios trabalhistas.

“O investimento das empresas em tecnologia e na melhoria das condições de trabalho pode minimizar problemas de produtividade, uma vez que as pessoas precisam ter todas as ferramentas necessárias para trabalhar de forma produtiva”, diz Elza Veloso, professora da FIA Business School.

Mais de 37% dos trabalhadores no Brasil atuam na informalidade, segundo Elza, que explica que a redução da jornada de trabalho atingirá apenas uma parte do mercado de trabalho, e não sua totalidade. De acordo com a especialista, um dos riscos ao adotar a redução da jornada é o aumento da informalidade e a redução da lucratividade das empresas, caso essa mudança não seja acompanhada por políticas públicas que apoiem uma transição gradual. “Por outro lado, a redução também pode diminuir o absenteísmo e aumentar o consumo de bens e serviços”, diz Elza.

ContrapontoPara Marilane Teixeira, professora de economia da Unicamp e vice-diretora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT), a produtividade brasileira relativamente baixa não está apenas associada à força de trabalho, mas também ao nível de tecnologia disponível no mercado, uma vez que mecanismos mais avançados evitam retrabalho.

A baixa produtividade pode também estar relacionada a fatores de desenvolvimento, como baixos salários. “Os setores que mais empregam no Brasil exigem baixa escolaridade, então não dependem de uma mão de obra muito qualificada”, diz. Para a economista, é preciso investir em setores estratégicos que exigem alta qualificação, elevando, assim, a produtividade e o valor agregado.

Para Marilane, a redução da jornada de trabalho causa um impacto de curto prazo, por meio do aumento de custos, que tende a ser diluído ao longo do tempo. Isso ocorre porque, com a redução da jornada, os empregados terão mais momentos de descanso e, consequentemente, haverá aumento do consumo e do interesse de pessoas em trabalhar no varejo, beneficiando as empresas no longo prazo. “Isso ocorreu nos anos 1980, quando houve uma redução da jornada de trabalho de 48 horas semanais para 44 horas”, diz. 

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IMAGEM: Freepik

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