‘Hugo, adie’: Campanha pede ao presidente da Câmara que 6x1 seja analisada depois das eleições
Iniciativa do Sistema Associativista alerta para os efeitos da redução da jornada de trabalho na economia real

O sistema associativista das associações comerciais iniciou uma campanha cobrando de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, o adiamento da votação de propostas que buscam acabar com a escala de trabalho 6x1.
Peças publicitárias começam a circular com as chamadas “Hugo, não atravesse” e “Hugo, adie”. Esses materiais trazem que mudanças na jornada e escala de trabalho devem ser tratadas com cautela, fora de ano eleitoral, quando pode haver contaminação política.
A Câmara analisa duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tratam deste tema. Elas estão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com votações marcadas para a próxima quarta-feira (22). As propostas seriam votadas na quarta passada (15), mas pedidos de vistas adiaram a sessão.
Paralelamente, o governo federal enviou, na terça-feira passada (14), um projeto de lei com urgência constitucional sobre o mesmo assunto. Enquanto as PECs têm uma tramitação mais detalhada, com necessidade de análise em diferentes comissões, o PL com urgência precisa ser votado em 45 dias, do contrário, ele tranca a pauta do Legislativo.
A proposta do governo, por meio do PL 1838/26, muda a jornada de trabalho máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. O texto mantém oito horas diárias de trabalho, com repouso definido em negociação coletiva.
A PEC 1221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê incluir na Constituição dispositivo que limita a carga de trabalho diária a 8 horas e a semanal a 36 horas.
A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton, também estabelece teto de 8 horas diárias e 36 semanais, mas distribuindo essa jornada em escala de quatro dias de trabalho por três de descanso.
IMAGEM: Ton Molina/Folhapress

