Lula está bem, e faz apelo para que medidas econômicas não sejam desidratadas

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São Paulo, 16 de dezembro de 2024 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrou com opresidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua casa, em São Paulo, onde ele se recupera deprocedimentos feitos na cabeça. Haddad disse que conversou com Lula sobre os desdobramentos daaprovação da Reforma tributária, minirreforma econômica e do orçamento.

“Coloquei ele a par da situação destas medidas, no Senado e na Câmara, para que ele possajulgar a conveniência de tomar alguma providência, dar algum telefonema para acelerar as coisas”,disse. “Discutimos alguns detalhes que preocupavam mais, a questão das armas foi discutida, dasbebidas açucaradas, e alguns outros temas. Expus todos os detalhes do que foi alterado, para queele pudesse julgar a conveniência de conversar com os líderes da base”.

Haddad disse que falou sobre ‘o estado da arte’ da Reforma Tributária, que está para serdecidido pela Câmara em caráter definitivo. “Apresentei para ele os relatores, como estamostentando encaminhar, a necessidade de votação nesta semana, para que a reforma tributária possaser sancionada esse ano, com conciliação entre Senado e Câmara em torno do que foi alterado”.

Segundo o ministro, Lula apelou para que as medidas não sejam desidratadas. “Temos um conjuntode medidas que garantem a robustez do arcabouço fiscal. Estamos convencidos de que vamos cumprir asmetas fiscais dos próximos anos, para surpresa de alguns, vamos cumprir a meta de 2024”.

Um dos assuntos tratados foi a retirada das armas da cobrança do imposto seletivo, o ‘impostodo pecado’. “Como não houve acordo com o governo em torno da retirada do imposto sobre as armas,pode ser que a Câmara revisite esses temas”.

Haddad disse que o superávit fiscal seria atingido em 2024 se não houvesse a continuidade doPerse e do projeto de desoneração da folha. “Se não fosse o contratempo com o Perse e adesoneração da folha, nós teríamos neste ano o superávit primário. Só não vamos ter emfunção dos R$ 45 bilhões de renúncia fiscal, que contraria o governo, mas que faz parte dademocracia”.

Ao ser perguntado sobre uma reunião ministerial, Haddad disse que ela depende da recuperaçãodo presidente. “A reunião ministerial está subordinada à questão da avaliação médica e dasrecomendações que forem feitas, as atividades do presidente estão condicionadas a estaavaliação. Me surpreendi com a disposição do presidente, ele está tranquilo”.

O ministro da Fazenda disse que a expectativa é que este conjunto de medidas seja aprovadoneste ano. “O presidente Lira [Arthur Lira, presidente da Câmara de Deputados] deixou claro que asmedidas serão apreciadas neste ano. Ele disse que, se precisar convocar sessão de manhã, tarde enoite, até quinta-feira, a Câmara vai estar disponível para atender ao país”.

Por fim, ao falar sobre se daria tempo de aprovar todas as medidas neste ano, ele disse “no anopassado foi igual, acho que esse é o novo normal”.

Vanessa Zampronho / Safras News

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