Pesquisa mostra que saúde financeira do brasileiro melhora, mas 2 a cada 3 estão inseguros quanto ao futuro

Uma image de notas de 20 reais
Mais pessoas declararam que sabem se controlar para não gastar demais
Reprodução
  • Segundo Febraban e BC, 48% dos entrevistados têm "algum nível" de aperto e 41% sofrem dificuldade para pagar contas
  • Para representante do Banco Central, resultados mostram menos pressão sobre orçamento e melhor comportamento do consumidor
Por Vitor Nuzzi Compartilhe: Ícone Facebook Ícone X Ícone Linkedin Ícone Whatsapp Ícone Telegram

A saúde financeira do brasileiro melhorou em 2024, com a maior pontuação em três anos, segundo pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com apoio técnico do Banco Central (BC). Segundo os dados, as pessoas mostram melhor comportamento em relação às próprias finanças, o que se traduz em menos pressão sobre o orçamento. Ainda assim, quase metade dos entrevistados (48,5%) disseram vivenciar “algum nível” de aperto financeiro – menos 1,4 ponto porcentual em relação ao ano passado (49,9%). Apesar da leve melhora, 67,2% têm insegurança sobre o futuro.

Na edição atual do Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), foram entrevistdas 4.911 pessoas. O índice geral, em uma escala de 0 a 100, é de 56,7 neste ano – ante 56,2 em 2023 e 56 em 2022, e menor apenas que o de 2020 (57,2), primeiro ano da pesquisa. As três piores faixas (que indicam saúde Baixa, Muito Baixa ou Ruim) caíram 1 ponto porcentual: 15,5% (Baixo), 23,4% (Muito Baixo) e 11,8% (Ruim). Já as que estão fora da chamada zona de risco subiram na mesma proporção. O que indica, segundo o BC, “uma melhora geral na saúde financeira dos brasileiros”. Segundo o chefe de Subunidade do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira (Depef) do Banco Central, Marcelo Junqueira Angulo, os resultados mostram “menor pressão sobre o orçamento familiar”, e indicam melhora nas questões relacionadas à habilidade financeira e ao comportamento financeiro do brasileiro, “revelando a importância dos esforços em educação financeira promovidos por toda a sociedade”.

Além dos 48,5% de Apertados financeiramente, 40,9% disseram ter alguma dificuldade para pagar contas. Nesse item, houve queda de 2,2 pontos em relação a 2023 (43,1%). Também diminuiu (0,5 ponto) a quantidade dos que relataram que os gastos foram maiores que a renda (32,8% dos entrevistados). E mais da metade (58,6%, alta de 1,3 ponto) afirmou que sobra dinheiro com alguma frequência no final do mês. Perto da metade (48,6%, +2,2 p.p.) relatou que sabe como se controlar para não gastar demais e 35,7% (+2,7 p.p.) se sentem capazes de reconhecer um bom investimento.

Escolhas do Editor

“O I-SFB melhorou, mas alguns resultados mostram que a educação financeira pode potencializar o momento favorável”, afirmou o BC. “Quando perguntados sobre gastos inesperados, por exemplo, 32,4% afirmam dar conta de uma despesa inesperada grande, mesmo resultado de 2023.” Nesta edição, 49,3% dos entrevistados estão nas faixas mais altas da pesquisa: 8% de saúde Ótima, 18,5% Muito Boa, 13,7% Boa e 9,1% Ok.

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