ACSP: Comércio de rua ganha força no Dia das Mães com consumidor disposto a gastar mais

Preferência por compras presenciais impulsiona lojas de bairro, enquanto aumento do tíquete médio sinaliza maior desembolso mesmo em itens de menor valor, segundo levantamento realizado pela PiniOn a pedido da entidade

Redação DC
04/Mai/2026
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ACSP: Comércio de rua ganha força no Dia das Mães com consumidor disposto a gastar mais

O consumidor brasileiro vai às compras no Dia das Mães, e prefere fazê-lo pessoalmente, em lojas físicas. É o que indica a pesquisa de intenção de compra realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com a PiniOn, com amostra de 1.643 entrevistados em âmbito nacional.

Segundo o levantamento, 62,1% dos consumidores que pretendem presentear dizem que irão realizar suas compras presencialmente, enquanto 41,6% devem priorizar pequenos estabelecimentos, padrão semelhante ao de 2025 e que reforça a relevância do comércio de rua e de bairro.

“As intenções de compra para o Dia das Mães indicam um consumo mais concentrado em itens de menor valor e menos dependentes de crédito, o que favorece a compra presencial, especialmente no comércio de rua e de bairro”, afirma o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.

Entre os que vão às compras, 39,1% pretendem gastar mais do que em 2025, ante 33% que desejam reduzir o desembolso. A faixa predominante de gastos ficou entre R$ 50 e R$ 750, concentrando 77,6% das intenções, patamar superior ao registrado no ano passado, quando a despesa pretendida oscilava entre R$ 50 e R$ 600. O movimento indica elevação do ticket médio, ainda que dentro de patamares acessíveis.

No total, 45,8% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar presentes, enquanto 31,9% não devem consumir na data. Os indecisos somam 22,3%, fatia que cresceu em relação ao ano anterior e que pode se converter em consumo à medida que a data se aproxima.

Vestuário, calçados e acessórios lideram as intenções de compra, com 50,5%, seguidos por perfumes e cosméticos (43,2%) e chocolates e flores (29,5%). Itens de menor valor concentram a maior parte da demanda: apenas chocolates respondem por 14,5%, mantendo relevância mesmo após a Páscoa. Considerando também beleza, joias e bijuterias, essas categorias somam cerca de 59% das intenções.

Em sentido oposto, produtos de maior valor agregado perdem espaço. Móveis e eletrodomésticos somam 20,7% das intenções, enquanto eletrônicos alcançam 11,5%. Juntos, esses segmentos recuam para 32,2%, ante 38,4% em 2025, refletindo o impacto dos juros elevados e do alto nível de endividamento das famílias.

A antecipação do 13º salário também fica fora da equação para a maioria: 69,6% dos entrevistados afirmaram que não pretendem utilizá-la nas compras do Dia das Mães, comportamento semelhante ao registrado em 2025. Confira os dados da pesquisa ACSP/PiniOn:

 

Categoria Pretendem comprar Dinheiro/Débito Pix Parcelado
Vestuário/Calçados/Acessórios 50,5% 40,2% 31,5% 28,3%
Perfumes/Cosméticos 43,2% 36,1% 36,4% 27,5%
Móveis/Eletrodomésticos 20,7% 35,6% 27,5% 37%
Chocolate/Flores 29,5% 51,3% 40,2% 8,5%
Cesta de café da manhã 10% 38,7% 53,8% 7,5%
Delivery de refeição 3,5% 46,4% 42,9% 10,7%
Levar para comer fora 9,5% 60,1% 29,4% 10,5%
Joias 7,1% 38,6% 33,3% 28,1%
Bijuterias 8,7% 52,9% 32,9% 14,3%
Celular/tablet/notebook/computador 11,5% 43,6% 31,6% 27,2%
Livros 4,1% 54,5% 24,2% 21,2%
Viagem 4,2% 32,4% 29,4% 38,2%

 

IMAGEM: ACIM

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