BC projeta queda de 3,4% no PIB em 2016

Relatório Focus estima que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feche este ano em 7,62%, no oitavo ajuste seguido

Estadão Conteúdo
22/Fev/2016
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BC projeta queda de 3,4% no PIB em 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deve ter retração de 3,40%, de acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (22/02), pelo Banco Central (BC).

Na edição anterior da pesquisa, a estimativa era de baixa de 3,33% e na de quatro semanas atrás, de recuo de 3,00%.

Para 2017, encolheu mais um pouco a expectativa de recuperação, com a mediana das estimativas oscilando de uma alta de 0,59% para 0,50%. O ajuste desta vez foi o quinto consecutivo - um mês atrás, a projeção era de crescimento de 0,80% da atividade.

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A produção industrial segue como principal setor responsável pelas previsões para o PIB em 2016 e 2017.

As instituições financeiras projetam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feche este ano em 7,62%, no oitavo ajuste seguido.

Na semana passada, a estimativa era 7,61%. Essa projeção ultrapassa o teto da meta para 2016, de 6,5%. Para o próximo ano, a expectativa é que o IPCA alcance o teto da meta (6%). O centro da meta de inflação para os dois anos é 4,5%.

Em um cenário de retração da economia, as instituições financeiras não esperam por alteração na taxa básica de juros, a Selic, neste ano. A expectativa é que a taxa encerre o período no atual patamar de 14,25% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 1° e 2 de março.

No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de baixa de 4,40% para este ano ante -4 20% prevista na semana passada.

Na pesquisa realizada quatro semanas atrás, a mediana das estimativas estava em -3,57%. Para 2017, depois de três semanas seguidas de aposta de expansão de 1 50% para a indústria, agora a previsão mudou para 1,00%. Quatro semanas antes, estava em 1,50%.

Os economistas não mexeram em suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, uma das principais variáveis acompanhadas pelas agências de classificação de risco.

Para 2016, a mediana das previsões seguiu em 40,70% de uma semana para outra, ante 40,20% de quatro semanas antes. No caso de 2017, as expectativas permaneceram em 44,00% de uma edição para a outra - no boletim divulgado há um mês a taxa era de 42,20%.

FGV

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 3,8% em 2015 ante 2014, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do Monitor do PIB. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do País.

O resultado do PIB será divulgado em 3 de março. Se essa queda for confirmada, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1990, quando a atividade caiu 4,3% frente ao ano anterior, segundo os dados do IBGE.

Das 12 atividades que compõem o PIB, sete apresentaram queda em 2015 ante 2014, de acordo com o Monitor do PIB elaborado pela FGV. Os avanços foram registrados em agropecuária (1,5%), indústria extrativa mineral (4,7%), serviços imobiliários (0,3%) e administração pública (0,5%). A atividade de intermediação financeira apresentou estabilidade (0,0%).

*Com informações de Agência Brasil

 

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