BNDES vai devolver R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional
O valor, que deve ser restituído ainda este mês, compensa parte de um aporte de R$ 400 bilhões feito pelo Tesouro ao banco entre 2009 e 2014

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou, nesta sexta-feira, 9/12, a devolução antecipada de R$ 100 bilhões do total de mais de R$ 400 bilhões aportado pelo Tesouro Nacional à instituição no período de 2009 a 2014.
A expectativa é que a operação seja viabilizada até o dia 31 de dezembro deste ano. A decisão da aprovação da devolução foi tomada na noite de quinta-feira pelo Conselho de Administração do banco.
Segundo o BNDES, essa era a etapa que faltava para efetivar a operação de devolução dos recursos, julgada legal pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em novembro passado.
Inicialmente, a devolução dos R$ 100 bilhões seria feita em três parcelas anuais, até 2018, sendo uma de R$ 40 bilhões e duas de R$ 30 bilhões, cada. A decisão de devolver a quantia de uma só vez foi tomada após o aval dado pelo TCU.
A devolução antecipada de recursos enfrentou, desde o início, resistência da Associação de Funcionários do banco (AFBNDES). Na terça-feira (13/12), dentro da política de comunicação interna, técnicos do BNDES darão palestra aos servidores sobre a operação de devolução dos R$ 100 bilhões durante o evento Café com Conhecimento.
Na avaliação da direção do banco, o pagamento ao Tesouro contribuirá para reduzir a trajetória ascendente da dívida bruta, favorecendo a retomada dos investimentos, o crescimento econômico e a geração de empregos.
A Secretaria do Tesouro Nacional estima em 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) o impacto positivo da medida.
Além do abatimento da dívida bruta, na razão de um para um, a antecipação do pagamento de R$ 100 bilhões significa redução dos custos com subsídios implícitos de aproximadamente R$ 37,3 bilhões a valor presente nos próximos 35 anos, informou o BNDES após a decisão do TCU, no dia 23 de novembro deste ano.
“Assim, a redução total na Dívida Bruta do Governo Geral (DGBB) será de R$ 137,3 bilhões”.
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