Comerciante paulistano pretende ampliar investimentos
Índice apurado pela FecomercioSP mostra que a intenção do empresário investir cresceu 2,5% na passagem de setembro para outubro

Levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que o Índice de Expansão do Comércio (IEC) teve leve alta de 0,7% em outubro, passando de 94,2 pontos em setembro para os atuais 94,8.
Já na comparação anual com o mesmo período do ano passado, o índice apresentou queda de 3,7%. Para a federação, a volta da confiança dos empresários e a retomada da economia só irá ocorrer após as eleições.
O pequeno crescimento do IEC é explicado pelas diferentes reações dos indicadores que compõe o estudo.
De acordo com o índice, a propensão do empresário a investir cresceu 2,5% em relação ao mês de setembro, passando de 75,6 para 77,4 pontos no mês atual. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador apontou crescimento 1,6%.
Já no item que mede a expectativa de contratação, foi registrado uma queda de 0,6% na base de comparação entre setembro e outubro, com atuais 112,1 pontos atuais contra 112,8 pontos do mês anterior.
De acordo com a entidade, mesmo com tendência para a retomada das contratações, o quadro atual sofreu baixa de 7,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.
A FecomercioSP afirma que o quadro econômico apresentado pelo IEC demonstra a resistência das empresas ante cenário político incerto que só deve ser amenizado ao fim do período eleitoral. A entidade aponta ainda que os indícios de expansão podem ser apenas um momento de retomada dentre os períodos de altas e baixas na economia que vem ocorrendo desde o impeachment em 2016.
O IEC é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários.
O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios.
A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas.
A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.
IMAGEM: Cris Faga/Estadão Conteúdo

