Comércio varejista registra queda de 0,9% em agosto
A retração chegou a ser de 5,7% na comparação com agosto do ano passado, segundo indicador da Serasa Experian

A atividade varejista registrou retração de 0,9% no mês agosto – quando se comemorou o Dia dos Pais – na comparação com julho, segundo o Indicador da Serasa Experian. Na comparação com agosto do ano passado, houve retração de 5,7%.
Apesar de ter sido a 13ª queda consecutiva neste critério de comparação, foi a menor dos últimos 11 meses.
No acumulado do ano, as vendas do comércio varejista caíram 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Todas as categorias pesquisadas registraram recuo na atividade varejista em agosto.
O maior deles foi de 3,4% no segmento de veículos, motos e peças. O setor de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática recuou 2,2% e o de tecidos vestuário e calçados caiu 1,3%.
As menores retrações ocorreram no segmento de material de construção (-0,3%) e no de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,4%).
A maior retração do consumidor no período de janeiro a agosto de 2016 deu-se no segmento de veículos, motos e peças, que registrou queda de 15,1% frente ao mesmo período do ano passado.
A segunda maior queda foi de 13,5%, observada nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios.
O recuo foi de 12,8% nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática. Retrações menores ocorreram em lojas de material de construção (-6,8%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,5%).
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a perda de renda real, ocasionada pela inflação ainda elevada e pelo aumento das taxas de desemprego no país, além das condições de crédito bastante restritivas, continuam pesando negativamente sobre a atividade varejista nacional.
MASTERCARD REGISTRA QUEDA DE 4,3% EM JULHO
As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram queda de 4,3% em julho ante julho de 2015, de acordo com o relatório MasterCard SpendingPulse.
A queda média dos últimos três meses foi de 4,2%, uma ligeira melhora em relação à média do segundo trimestre do ano (-4,5%).
Os destaques positivos entre os setores pesquisados foram material de construção, que subiu levemente na comparação anual, e produtos farmacêuticos, que caíram menos que a média total do varejo. O e-commerce avançou 2,2% em julho ante o mesmo mês do ano passado.
"Embora o varejo continue a realizar esforços, há sinais de que a situação possa ter atingido um nível crítico. O ambiente macroeconômico continua a enfrentar diversos desafios, o que torna fraca a perspectiva de curto prazo", afirma Kamalesh Rao, diretor de pesquisa econômica na MasterCard Advisors.
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Com informações de Estadão Conteúdo

