Mercado de trabalho piorou em abril

É o que revelam dois indicadores da Fundação Getúlio Vargas que avaliam a situação do emprego hoje e amanhã

Agência Brasil
07/Mai/2019
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Os dois indicadores do mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram piora na passagem de março para abril deste ano.

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), que busca antecipar as tendências do mercado de trabalho para os próximos meses, com base na opinião de consumidores e de empresários da indústria e de serviços, recuou 1 ponto no período.

Com essa, que foi a terceira queda consecutiva, o indicador passou para 92,5 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde outubro do ano passado. Em três meses, o Iaemp acumula perda de 8,6 pontos.

"Os empresários continuam calibrando suas expectativas sobre a evolução do mercado de trabalho para os próximos meses. O desapontamento com o ritmo da atividade econômica em 2019 e o nível ainda elevado de incerteza no país, contribuem para o retorno do índice ao patamar semelhante ao observado no final do período eleitoral do último ano", diz nota divulgada pela FGV. 

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Já o Indicador Coincidente de Desemprego, que mede a percepção dos consumidores sobre o mercado de trabalho atual, subiu 0,7 ponto de março para abril e chegou a 94,8 pontos, em uma escala invertida de zero a 200. Nessa escala invertida, quanto maior a pontuação, pior é o resultado.

"Mesmo considerando que as duas altas recentes ainda não foram suficientes para devolver as quedas ocorridas após o encerramento das eleições, o nível historicamente alto que o indicador se encontra ainda sugere que a recuperação do mercado de trabalho continua lenta", diz a nota da FGV.

*Com Estadão Conteúdo

IMAGEM: Thinkstock

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