Rede de franquias Royal Face anuncia nova CEO e aposta no Carnê da Beleza para ganhar novos clientes em 2026
Ex-Mundo Verde, Claudia Abreu é a nova CEO da Royal Face
(Divulgação)
Em sua primeira entrevista no comando da marca, Claudia Abreu diz que plano é crescer de forma segura, com eficiência e profissionalização
Com novo formato de pagamento, que parcela procedimentos estéticos, empresa quer chegar a 350 unidades este ano
Por Letícia CassianoCompartilhe:
[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS] Em 2025, o mercado de estética foi avaliado em US$ 87,08 bilhões, segundo o relatório Global Aesthetics Market Overview (2026–2033), da S&S. No Brasil, o segmento de franquias de Saúde, Beleza e Bem-Estar cresceu 13,1% nos 12 meses entre julho de 2024 e de 2025, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), enquanto o franchising no geral registrou crescimento de 10,8%. É dentro deste universo que orbita a Royal Face, rede de clínicas de estética que cresceu 15% em 2025, mesmo índice de 2024. Atualmente, a Royal Face possui 270 unidades, e anunciou em fevereiro uma nova CEO: Claudia Abreu. Em sua primeira entrevista, a executiva falou à AGÊNCIA DC NEWS sobre os desafios de crescer diante de uma economia arrefecida, os projetos de consolidação interna e as ações para receber também consumidores com menor renda. “Esse tipo de ajuste, embora impacte o ritmo de abertura, cria bases sólidas para um crescimento sustentável.”
A Royal Face nasceu na cidade de Curitiba, em 2015, quando a Dra. Andrezza Fusaro expandiu sua clínica odontológica e começou a realizar harmonizações faciais. Três anos depois, a marca entrou no franchising e chamou a atenção do Grupo SMZTO, do executivo José Carlos Semenzato. A entrada no portfólio do grupo, em 2023, trouxe dois outros sócios, a atriz Flávia Alessandra e o comunicador Otaviano Costa, que são os rostos representantes da rede. No mesmo ano, André Alves, ex-CEO da Decolar, assumiu a gestão. Claudia Abreu, ex-CEO do Mundo Verde e ex-diretora na L’Oréal, entrou nessa engrenagem para dar sequencia ao que ela chamou de um crescimento robusto, mais controlado. Isso porque, no ano passado, a empresa projetava 350 unidades, movimento que foi revisto para se adaptar ao novo momento da economia.
Um dos motores para acompanhar o crescimento global do setor (que deve crescer 6,89% ao ano até 2033, e chegue ao valor de US$ 148,27 bilhões) é o desenvolvimento de técnicas menos invasivas. Segundo Claudia, a crescente segurança das técnicas também aumenta a procura. “Segurança, ética e qualidade são inegociáveis”, disse. “Em estética e saúde, confiança é um ativo estratégico.” O Relatório Anual de Denúncias em Serviços de Interesse para a Saúde de 2024, publicado pela Anvisa, aponta que a categoria de Estética e Embelezamento representou 52,1% das denúncias no período, o número mais expressivo entre as dez categorias analisadas. Com essa visão, a companhia trabalha com os maiores industriais do setor, como Galderma e Rennova. Uma escolha cara, mas sustentável pelo tamanho da rede.
Ao lado da segurança, a marca quer atingir mais público. Para tornar os procedimentos mais acessíveis, a empresa criou o Carnê da Beleza. Com esta forma de pagamento, o cliente pode parcelar o valor do procedimento e pagar diretamente com financeiras parceiras. Atualmente, o tíquete médio da Royal Face é de R$ 1,5 mil e foram realizados mais de 600 mil procedimentos em 2025. Além do pagamento facilitado, outra estratégia da marca foi investir em educação e pesquisa. “Educação contínua, capacitação técnica e investimento em pesquisa são fundamentais para sustentar qualidade, inovação e segurança em escala”, afirmou a CEO. Segundo a lógica da empresa, o investimento gera e qualifica mão de obra.
Com mais 600 mil procedimentos realizados, empresa precisa investir na capacitação profissional (Divulgação)
ROYAL ACADEMY – Desde 2024, a Royal Face firmou uma parceria com a Faculdade Inspirar, um centro acadêmico de Curitiba voltado para a especialização de profissionais da área da saúde. Juntas, as entidades fundaram um curso de pós-graduação em biomedicina estética focado em harmonização. A legislação brasileira obriga que clínicas de estéticas tenham um profissional Responsável Técnico (RT) habilitado, o que permite que pessoas físicas de fora do ramo empreendam no setor. Segundo a porta-voz da Royal Face, o objetivo do curso é facilitar a capacitação dessa mão de obra e criar um espaço de testes e desenvolvimento de novos procedimentos e produtos. “Buscamos contribuir para a profissionalização do setor. Essas verticais são pilares do crescimento responsável da rede”, disse a executiva.
Com a entrada de Claudia no board da Royal Face, a companhia busca crescer com disciplina estratégica. “A expansão continua sendo um pilar central, porém combinada a ganhos de produtividade, eficiência operacional e performance das unidades atuais”, afirmou Claudia. A nova gestão deve focar no franqueado e no uso de dados para orientar os próximos passos. “Não se trata apenas de abrir mais unidades, mas de garantir novas operações nasçam saudáveis, rentáveis e alinhadas à marca.” Para consolidar esse novo objetivo, que no momento vai além de atingir 350 unidades, as verticais de educação e pesquisa devem ganhar ainda mais relevância no modelo de negócio da Royal Face.