São Paulo, 10 de dezembro de 2024 – O dólar cai, com direção definida. Isso reflete
especialmente o estado frágil do presidente, que pode fazer com que ele não concorra à
reeleição em 2026. Na manhã desta terça, o chefe do executivo fez uma cirurgia craniana às
pressas – o quadro do presidente é estável.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Indice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro subiu 0,39% – em linha com as projeções
do mercado.
Para o sócio da Ethimos Investimentos Lucas Brigato, existe até mesmo o ruído de que Lula não
termine o mandato, sendo então substituído por Geraldo Alckmin: “Vai depender de como isso pode
travar a agenda dele”, opinou.
O economista André Perfeito mostra constrangimento: “O mercado reage com otimismo na manhã
desta terça-feira com a notícia da operação do presidente Lula para a drenagem de uma hemorragia
no cérebro decorrente do acidente que sofreu semanas atrás no Palácio do Alvorada. Fico até sem
jeito de falar isso uma vez que se trata da vida de alguém, mas nitidamente a Faria Lima vê com
bons olhos essa piora do quadro clínico do presidente”, avalia.
Segundo o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, “os dados continuam
sugerindo uma piora na qualidade dos números de inflação, o que seria consistente com uma
aceleração da alta de juros do Banco Central (BC) para 0,75%. No entanto, a piora cambial e a
ampliação na desancoragem das expectativas deve levar a uma alta de 1,0% na Selic amanhã e a um
tom hawkish do BC no comunicado. Não vejo motivos para alterar os números de inflação agora”
Por volta das 16h07 (horário de Brasília), o dólar caía 0,36%, cotado a R$ 6,0592 para venda.
No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em janeiro de 2025 recuava
0,36%, cotado a R$ 6.071,000.
Paulo Holland / Safras News
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