[SÉRIE Vozes da Economia] Rafael Cortez, Tendências Consultoria: tensões globais limitam crescimento e põem Brasil em “posição crítica”

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Para Cortez, economia global deve andar de lado em 2026, mas o Brasil não precisa acompanhar o passo
(Andre Lessa / Agência DC News)
  • Brasil entra em posição crítica no xadrez global: desaceleração limita o crescimento, mas estratégia pode virar pressão em vantagem
  • Eleição de 2026 define a próximo movimento no tabuleiro: tensões externas e juros altos exigem pragmatismo para evitar o stalemate econômico
Por Letícia Cassiano

[AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS]
No xadrez, chama-se posição crítica o momento em que a partida se bifurca e a próxima jogada define o rumo do jogo. É nesse ponto que o Brasil se encontra no tabuleiro internacional. Mais do que um impasse doméstico, o principal limite ao crescimento do país hoje está fora de suas fronteiras – o que não torna a expansão impossível, mas a condiciona a um ambiente externo mais restritivo e decisões sábias nos próximos movimentos. A análise é de Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria. “O posicionamento [internacional] do Brasil tem sido positivo, mas o principal entrave para o país é o mundo.” Isso acontece em um momento de tensão crescente entre Estados Unidos e China que, além de serem as duas maiores economias mundiais, estão também entre os maiores parceiros comerciais do Brasil. 

Voltando ao xadrez, a situação entre os China e Estados Unidos indica um stalemate, quando há um aparente empate no jogo. E isso reverbera no comércio global. Depois de crescer 2,4% em 2025, a previsão para 2026 é andar de lado, com crescimento previsto de 0,5%, segundo o relatório Global Trade Outlook and Statistics, de outubro de 2025, elaborado pela Organização Mundial do Comércio. Para Cortez, nesse caso, a melhor estratégia para o Brasil é focar na pluralidade e no pragmatismo para preservar espaço em um mercado cada vez mais movediço para economias emergentes. É nesse momento do jogo que Brasil se encontra no xadrez global (e este ano, por aqui, tem a eleição da mão que irá mover as peças em 2027). Na análise de Cortez, o desafio não é escapar das tensões internacionais, mas saber jogar dentro delas. Por um lado, as disputas geopolíticas seguem como principal freio a um crescimento mais robusto. Por outro, o agravamento de conflitos entre grandes potências pode abrir brechas comerciais e diplomáticas para países capazes de agir com cautela estratégica.

Exemplo disso são intervenções recentes de Donald Trump na política externa americana, o que, para os norte-americanos, indicaria no xadrez um zugzwang: qualquer movimento tende a ampliar tensões e reduzir a previsibilidade. Nesse ambiente, afirmou o especialista, “enquanto houver mais impasses entre parceiros, o Brasil pode se tornar um mercado mais atrativo.” Isso não significa que internamente tudo está bem. Para Cortez, o ciclo econômico precisa pesar mais que alinhamentos ideológicos. “E eu vejo mais desafios vindo do ciclo econômico do que de alinhamentos políticos em função das decisões geopolíticas”, afirmou. A Selic deve permanecer acima do juro neutro, em patamar superior ao de outros países em desenvolvimento, o que limita o crescimento puxado pela demanda. Ainda assim, o custo de capital elevado não é apenas consequência da política monetária, mas de entraves estruturais. A entrevista a seguir integra a Série Vozes da Economia, iniciativa da AGÊNCIA DC NEWS.

AGÊNCIA DC NEWS – O Brasil ganha ou perde com um mundo mais protecionista?
RAFAEL CORTEZ – Perde. esse é o foco que comércio é uma das fontes de produtividade. Certamente um mundo mais protegido é o mundo que cresce menos. Como o Brasil não está isolado, se a economia global cresce menos, certamente sentimos os efeitos aqui. 

AGÊNCIA DC NEWS – Atualmente o Brasil é mais dependente da China ou dos Estados Unidos?
RAFAEL CORTEZ –
  O Brasil tem a sorte de ter uma distribuição bastante plural dos seus parceiros comerciais. No entanto, a China hoje é um país que tem um impacto grande na economia brasileira. O Brasil tem um superávit comercial com a China, e essa relação traz impulsos bem relevantes para o nosso crescimento econômico. Mas deve-se sempre prezar a importância de outros países. De novo, o Brasil não é daqueles casos que tem uma clara dependência de outros atores. Mas acho que, hoje, a China é certamente o país com que o Brasil mais tem uma dependência estratégica.

AGÊNCIA DC NEWS – Isso se relaciona com as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil?
RAFAEL CORTEZ – Definitivamente. O Brasil saiu relativamente ileso dos efeitos macroeconômicos das tarifas. Justamente por conta dessa pluralidade de parceiros comerciais, do fato de ter uma economia diversificada, de não depender exclusivamente de uma só commodity, como em geral são os países de desenvolvimento. Ou de não depender de um acordo, como acontece com o México, que tem uma dependência muito grande de acordos com os Estados Unidos e o Canadá. Nesse sentido, o Brasil pode se tomar como privilegiado em comparação a outras nações em desenvolvimento.

AGÊNCIA DC NEWS – Qual é o comportamento das empresas brasileiras neste tipo de cenário? Elas sabem lidar com choques externos?
RAFAEL CORTEZ – Acho que depende do tamanho da empresa, do grau de maturidade de cada setor. O que parece cada vez mais desafiador para as empresas operarem nesse sistema é o entendimento dos riscos políticos. Não ficar contaminado por discursos ideológicos em função do ciclo eleitoral, em função de disputas domésticas. É cada vez mais desafiador e fundamental que as empresas consigam minimizar perdas em ambiente de muita volatilidade, como é o que se espera ao longo de 2026. Seja em função de um mundo em transição, seja em função do quadro eleitoral no Brasil.

AGÊNCIA DC NEWS – Tendo em vista o posicionamento do Brasil com relação aos acontecimentos recentes, na sua visão, o governo está ajudando ou atrapalhando a inserção global?
RAFAEL CORTEZ – O posicionamento do Brasil tem sido positivo. Não só o atual, como diferentes governos nos últimos anos tem construído uma ponte internacional.

AGÊNCIA DC NEWS – Pode dar exemplos?
RAFAEL CORTEZ –
O acordo do Mercosul, que foi assinado na atual administração mas que já estava na agenda há bastante tempo. A maneira como o Brasil tratou o problema político com os Estados Unidos, a partir do tarifaço, mostrou um pragmatismo interessante. Então, comparar a integração comercial no Brasil de 2026 com o que acontecia em meados dos anos 1990, quando havia o debate sobre a integração comercial das Américas, mostra um deslocamento no sentido de perseguição, independente do campo ideológico, de que a integração econômica é um diferencial positivo, até justamente para minimizar riscos políticos. 

AGÊNCIA DC NEWS – Das muitas tensões mundo afora, qual é a mais preocupante?
RAFAEL CORTEZ – Diria que qualquer uma que passe pelos Estados Unidos. Quando há envolvimento dos Estados Unidos, o potencial de maiores desdobramentos na economia internacional é maior.  O conflito com a Europa e o eventual choque com o Irã são, possivelmente, os principais. Uma coisa são conflitos regionais, outra é quando há a participação de uma das maiores potências econômicas do mundo. 

AGÊNCIA DC NEWS – Como o fator Venezuela e as recentes ofensivas de Donald Trump contra a América Latina se apresentam como um risco para o Brasil?
RAFAEL CORTEZ – O Brasil já buscava algum distanciamento, no caso do governo Lula. Aparentemente vai ser uma saída menos traumática com a substituição do presidente. Então a tendência é melhorar as relações entre Estados Unidos e Venezuela. Não necessariamente vai ter democracia na Venezuela, mas do ponto de vista da agenda econômica, não vejo maiores consequências para para o mundo e para para Brasil salvo questões mais pontuais.

AGÊNCIA DC NEWS – Analisando todo o cenário global, você acha que essa polarização mundial chega nas eleições brasileiras?
RAFAEL CORTEZ –
No caso brasileiro, o efeito político vem mais pelo debate. Vai ser um elemento disputado por esquerda e direita, que pode trazer algum risco de incerteza eleitoral. 

AGÊNCIA DC NEWS – Nesse sentido pode haver influência externa direta?
RAFAEL CORTEZ – A política americana é explicitamente voltada para gerar pontes com outros movimentos conservadores, com uma mesma visão de mundo. Isso eventualmente pode ser transferido para o Brasil. Também tem o debate sobre a regulação das redes sociais em ano eleitoral, entre a justiça eleitoral brasileira e as big techs, que pode gerar um problema bilateral Brasil e Estados Unidos. Então, sobre essa ótica, sim, eu vejo o debate internacional como um fator que vai estar dentro do menu de desafios eleitorais e vai ser politizado pelas candidaturas a presidente.

AGÊNCIA DC NEWS – Como a briga pelo petróleo impacta o andamento do xadrez global este ano?
RAFAEL CORTEZ – É uma questão de autonomia energética. Países relevantes precisam aumentar a sua autonomia. Petróleo significa controle sobre reservas energéticas. Está entre os fatores que condicionam maior ou menor cooperação entre os países, sobretudo em alguns conflitos específicos como Irã e Venezuela. Então temos a questão energética como um todo e o petróleo em particular alimentando esses riscos geopolíticos e também sendo impactado por eles. Gera uma dinâmica de circular. Não explica tudo, mas nos ajuda a entender esse xadrez internacional.

AGÊNCIA DC NEWS – Levando em consideração que o crescimento vem desacelerando ano após ano desde 2022, qual a expectativa de crescimento do comércio global em 2026?
RAFAEL CORTEZ –
Tem essa combinação de notícias boas e ruins, à curto prazo notícias mais ruins em função da desaceleração e desse elemento de incerteza. Mas também há elementos mais positivos, que são os acordos comerciais e, com eles, o Brasil conseguindo superar as armadilhas dessa disputa entre grandes atores. O Brasil tem conseguido se proteger de riscos e não vejo porquê seja diferente em 2026. Eu vejo mais desafios vindo do ciclo econômico do que de alinhamentos políticos em função das decisões geopolíticas.

AGÊNCIA DC NEWS – E no caso da escalada da tensão entre Europa e Estados Unidos, o Brasil se beneficia ou se prejudica pelo acordo Mercosul e União Europeia?
RAFAEL CORTEZ – Diria que tem uma dinâmica positiva. Na medida que houver mais problemas entre parceiros, o Brasil pode se tornar um mercado mais atrativo. Tem um efeito líquido, na relação bilateral, e um efeito indireto. Isso só não é levado ao limite, porque se a gente tiver um mundo tão conflituoso, muito provavelmente cai o crescimento mundial e a demanda. É por isso que tem que ser um efeito líquido dessa combinação entre efeitos diretos e indiretos. 

AGÊNCIA DC NEWS – Se você tivesse que apontar UM entrave principal do Brasil hoje, qual seria, e por que ele domina todos os outros?
RAFAEL CORTEZ – Essa é pegadinha. Acho que o principal entrave do Brasil é o mundo. Se o mundo piorar muito não tem quem salve. Sem menosprezar os desafios domésticos, precisamos de uma ordem minimamente estável. Porque sob forte incerteza internacional, as funções financeiras e comerciais podem ser bastante desafiadoras para economias emergentes. E o Brasil tem uma dependência muito grande de ciclo de commodities. E commodities são muito afetadas por ambientes geopolíticos. 

AGÊNCIA DC NEWS – Qual é o consenso econômico mais repetido hoje que você acha que está errado, e por quê?
RAFAEL CORTEZ – Para mim é a leitura de que os problemas econômicos e de desenvolvimento se dão por falta de vontade política. Essa análise gera visões muito estilizadas em relação aos reais desafios brasileiros. Eles menosprezam os problemas políticos concretos de economia política. Do que está por trás do quanto se gasta e do quanto se arrecada. Gera uma análise casualmente infantil, porque fica muito marcada por preferências políticas. Gera muita dificuldade para endereçar os problemas que de fato estão atrapalhando o trajeto de desenvolvimento sustentável no Brasil.

AGÊNCIA DC NEWS – Qual indicador econômico do Brasil mais te preocupa hoje?
RAFAEL CORTEZ – O Brasil tem um custo de capital muito alto. Isso é muito desafiador para a retomada da atividade macroeconômica mais sustentável, em patamares que o Brasil precisaria ter para alcançar outros países.

AGÊNCIA DC NEWS – E qual deve ser o posicionamento do governo em 2026 para atravessar esse desafio?
RAFAEL CORTEZ – O ano de 2026 é um ano de transição para o próximo mandato. O que eu realmente espero é que a disputa política não jogue por terra as condições para o encaminhamento do problema de economia política. Vai estar expresso na construção do orçamento de 2027. 

AGÊNCIA DC NEWS – Com a Selic ainda em dois dígitos e cortes monetários incertos em 2026, o Brasil está à beira de um ‘novo normal’ de juros altos ou há espaço real para quedas que mudem o ciclo de investimento e crédito?
RAFAEL CORTEZ –
Há tendência de juro alto, mas não necessariamente no atual patamar. Segue acima do que os economistas chamam de juro neutro. Do ponto de vista da economia política, essa taxa passa pela dinâmica de gasto público. De alguma maneira, a tendência do juro alto impacta o curso de capital, limitando a dinâmica de investimento e a dinâmica de crédito. A minha leitura é que seguimos no patamar de juro alto, sobretudo quando a gente compara outros países em desenvolvimento, o que acaba limitando o crescimento puxado pela demanda. No caso do Brasil, se dá menos pela taxa de investimento e em parte pelo custo de capital mais alto.

AGÊNCIA DC NEWS – Ano de eleição frequentemente comprime o ajuste fiscal. Você vê o Brasil caminhando para mais garantias de credibilidade nas contas públicas ou para mais gastos?
RAFAEL CORTEZ – Não tem como separar. A tendência de crescimento de gastos está contratada na regra fiscal. O seu funcionamento já implica no crescimento real de gasto, ou seja, um crescimento acima da inflação. Então devemos esperar esse gasto crescendo. A questão é se vai crescer num patamar em que o Brasil vai aumentar déficits primários, ou seja, que vai crescer para além do crescimento das receitas. Se for assim, aumentando o que hoje é um déficit primário e comprometendo ainda mais a credibilidade do Brasil, aumentando o custo de capital. 

AGÊNCIA DC NEWS – Essa é questão fica mais pesada para o governo atual?
RAFAEL CORTEZ – Eu acho pouco provável que quem quer que seja o governo que assuma a partir de 2027, não precise enfrentar de alguma maneira essa equação. Gasto de um lado e a necessidade de manter a credibilidade da projeção fiscal, sob pena de ter um cenário de quase falta de governança econômica. A questão é encontrar uma saída com viabilidade política para equilibrar essa dinâmica de gasto com a questão da credibilidade, mas não há dúvida que esse é um dos pontos de incerteza em relação ao empenho futuro da economia brasileira.

AGÊNCIA DC NEWS – Com crescimento global moderado e riscos geopolíticos intensos, o Brasil pode atrair capital produtivo ou está fadado a fluxo de curto prazo e fuga em choques?
RAFAEL CORTEZ – O Brasil tem uma oportunidade de ter uma dinâmica mais positiva de atração de capital, ou seja, de vencer a competição com os demais países em desenvolvimento. Adotamos duas medidas estruturais importantes nos últimos anos, a reforma tributária e o acordo entre Mercosul e União Europeia. Sinaliza melhora para o ambiente de investimentos. Além disso, o Brasil tem algumas vantagens comparativas com os demais emergentes relativo ao grau de controle de risco político. Também há possibilidade de atrativos de capital no tema de energia e abundância de commodities. Só precisa resolver esses barulhos no campo fiscal, justamente por conta do custo de capital alto, que a gente ainda tem na economia brasileira.

AGÊNCIA DC NEWS – Crescimento de aproximadamente 2% pode mascarar fragilidades na economia real. Você diria que o PIB está inflado por choques setoriais ou que ele de fato traduz uma base na atividade econômica atual?
RAFAEL CORTEZ – A taxa de crescimento precisa ser interpretada com cuidado, entendendo o que ela de fato significa e não significa. Se a ideia é realmente se aproximar dos países mais ricos, seria necessário sustentar taxas de crescimento mais elevadas e consistentes ao longo do tempo. Então, essa taxa esconde dilemas, sobretudo dilemas de aumento de produtividade. O Brasil precisa enfrentar os gargalos de produtividade se quiser almejar taxas de crescimento mais altas e mais estáveis sem a necessidade de crescer a partir de choques de demanda, que ainda que gerem um efeito positivo no curto prazo, também criam desafios para a macroeconomia, expressa mais uma vez na taxa de juros.

AGÊNCIA DC NEWS – Se o crédito segue caro, a produção ainda não engrena e o consumo está embrulhado em cautela, qual seria a ‘verdadeira causa raiz’ que a maioria dos diagnósticos ignora, e por quê?
RAFAEL CORTEZ – Não se pode menosprezar o que o Brasil tem conseguido. As taxas de economia brasileira não são desprezíveis. Mesmo quando a gente compara os emergentes diante de um cenário internacional bastante desafiador, e, obviamente, diante dos dilemas estruturais da economia brasileira. A questão é a régua usada para avaliar a atual taxa de crescimento. Não acho que há um problema de diagnóstico. 

AGÊNCIA DC NEWS – Então qual é a questão?
RAFAEL CORTEZ – A questão me parece ser de acordo político. De encontrar bases para a implementação de mudanças institucionais e legislativas, para que o Brasil comece a retomar taxas de crescimento um pouco mais elevadas. É preciso fazer um rebalanceamento da política fiscal do lado das despesas, abrir a economia brasileira, fazer do canal internacional um fator mais positivo para o crescimento econômico. O problema é que os interesses setoriais e os interesses políticos estão combinados de tal forma que dificulta para o Brasil romper esse equilíbrio.

AGÊNCIA DC NEWS – Qual é hoje a maior fonte de incerteza econômica: política fiscal, política monetária, cenário eleitoral ou economia internacional? Como ela se traduz na economia real?
RAFAEL CORTEZ – Diria que é a combinação entre cenário internacional e política fiscal. Vivemos em um mundo em mudança de formato de natureza geopolítica, que, no limite, condiciona o ambiente para as economias emergentes. Seja do ponto de vista financeiro, seja do ponto de vista comercial. Então, não dá para menosprezar a ideia de que o Brasil está inserido numa economia global que sofre consequências dessa dinâmica. 

AGÊNCIA DC NEWS – E com relação à política fiscal?
RAFAEL CORTEZ –
Do ponto de vista doméstico, a política fiscal é um dos fatores centrais para explicar o impacto macroeconômico. As evidências de curto prazo já mostram que eventualmente o Brasil vai precisar ou mudar a regra ou mudar a dinâmica de gasto, sob pena de não conseguir construir o orçamento de 2027. Mesmo em ano eleitoral, em alguma medida a eleição é a vitrine do programa fiscal.

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