Veja a avaliação de Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad

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São Paulo, 11 de dezembro de 2024 – Em sua última reunião de 2024, o Copom subiu a taxa Selic em
1,0 ponto porcentual, atingindo o nível de 12,25% ao ano. A decisão foi unânime. Novamente o
comunicado ressaltou o contexto de incertezas no cenário internacional, particularmente com
relação à mudança na conjuntura dos EUA e alterações de política monetárias em países
relevantes.

Ressaltou também a piora no balanço de riscos domésticos com pressões no mercado de trabalho,
resistência na inflação de serviços e desancoragem nas expectativas. Foi explícito também com
relação ao impacto do cenário fiscal sobre a formação de preços de ativos e expectativas dos
agentes. Em particular, mencionaram os fortes impactos negativos do recente anúncio fiscal.

Desta vez, não repetiram o protocolo de não dar pistas sobre os movimentos futuros e afirmaram
que, se o cenário mais adverso de convergência da inflação for mantido, antecipam ajustes iguais
nas próximas duas reuniões (o que levaria a Selic para 14,25%). E reafirmaram que serão firmes em
buscar a meta de inflação.

Diante de um contexto adverso, o Copom fez tudo o que podia para tentar convencer de que não
pouparão esforços para trazer a inflação para meta. Decisão unânime de acelerar pra valer a
subida de juros e teor do comunicado foram nessa direção. Mais importante, reativaram o forward
guidance sinalizando mais dois aumentos de 100 pontos base. O movimento de hoje deve contribuir para
o processo de recuperação da credibilidade do colegiado e dar um alívio para os agentes do
mercado financeiro, avalia Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

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