São Paulo, 12 de dezembro de 2024 – Os licenciamentos de automóveis e comerciais leves aumentaram19,6% em novembro de 2024 na comparação com o mesmo mês do ano passado, a 241.463 unidades,informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Ante outubro,houve queda de 3,5%.
No acumulado do ano, os emplacamentos de leves somaram 2.243.785 de unidades, alta de 15,5% frenteao mesmo período de 2023.
Já os licenciamentos totais de veículos – que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões eônibus – somaram 253.499 unidades em novembro, alta de 19,2% em base anual e queda de 4,3% nacomparação com o mês anterior.
A venda de caminhões aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o emplacamentode 10.169 unidades e recuou 16,8% ante outubro deste ano. No acumulado do ano, por sua vez, houvecrescimento de 16,2%, a 113.485 caminhões.
No setor de ônibus, os emplacamentos aumentaram 17,7% em novembro, em base anual, a 1.867 unidades.Em relação a outubro, a venda de ônibus teve queda de 27,5%. No acumulado do ano, houve alta de6,6% a 20.203 unidades.
Depois de um início de ano pouco aquecido, houve um relevante aumento no ritmo de vendas deautoveículos a partir de junho, atingindo média de 13,3 mil unidades/dia em novembro, a maior em10 anos. Assim, 2024 deverá fechar com 2,65 milhões de autoveículos emplacados, alta de 15% sobre2023. Faltaram cerca de 130 mil unidades para que se superasse o total de 2019, último ano antes dapandemia.
No segmento de pesados, os caminhões tiveram ótimo desempenho, com alta estimada em 15%, enquantoos ônibus deverão fechar com crescimento de 8,5%. Ambos os segmentos voltaram ao ritmo tradicionalde emplacamentos, após o período de transição das regras de emissões do Proconve.
Normalmente a segunda metade é mais aquecida, mas neste ano tivemos um segundo semestrefantástico, o melhor dos últimos dez anos, depois de um início de ano com alguns problemas, comogreves em órgãos públicos, enchentes no Rio Grande do Sul, entre outros. Com isso, o Brasil foi oque mais cresceu entre os principais mercados do mundo. Esperamos começar o ano nesse ritmoacelerado e fazer de 2025 o último degrau antes da volta ao patamar dos 3 milhões de unidadesvendidas, avalia o Presidente Márcio de Lima Leite.
Para o ano que vem, a ANFAVEA projeta vendas de 2,802 milhões de autoveículos, uma elevação de5,6% sobre 2024. Na divisão por grandes segmentos, espera-se alta de 5,8% para automóveis ecomerciais leves, e de 2,1% para veículos pesados.
Receita com exportação de veículos e máquinas sobe 33% em novembro
A receita com as exportações totais de veículos automotores e de máquinas agrícolas produzidasno Brasil somou US$ 999,983 milhões em novembro, alta de 33% ante o mesmo mês do ano passado. Nacomparação mensal, houve queda de 14,2%, segundo a Anfavea.
O presidente da Anfavea disse que houve estabilidade das exportações no ano (-0,3%) ante 2023.
De janeiro a novembro, receita com as exportações totais de veículos automotores e de máquinasagrícolas produzidas no Brasil somou US$ 9,9 bilhões, queda de 2,0% na comparação com o mesmointervalo de 2023. O maior crescimento (+40%) foi registrado nas exportações para a Argentina.
Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o Brasil está perdendo participação empaíses da América Latina e México para a China.
Desde 2022 esse indicador não apresenta evolução. E neste ano não será diferente, com um volumede embarques esperado de 402,6 mil unidades, leve recuo de 0,3% em relação ao ano anterior.
Além do encolhimento no mercado doméstico de importantes destinos, como Chile e Colômbia, houveuma sensível perda de participação dos produtos brasileiros no México. Em contrapartida, aArgentina retomou do México o posto de principal parceiro comercial do nosso país.
Depois de um primeiro semestre aquém das expectativas, as exportações começaram a subir partirde julho. Destaque para a recuperação dos embarques para a Argentina com crescimento de 39%, eUruguai, com elevação de 14%.
Para 2025, a projeção da ANFAVEA é de exportações totais de 428 mil unidades, alta de 6,2% nacomparação com 2024.
Produção de veículos leves aumenta 15,6% em novembro, na base anual
A produção de veículos leves atingiu 220.532 unidades no mês de novembro, apontando uma alta de15,6% ante o mesmo mês de 2023. Na comparação com outubro, houve baixa de 4,9%, de acordo com aassociação.
Já a produção total de veículos – que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus- foi de 236.146 unidades em novembro, crescimento de 16,5% em base anual e, redução de 5,2% embase mensal.
No acumulado do ano, a produção total cresceu 9,6% para 2.359.464 unidades, enquanto a produçãode veículos leves nos 11 meses deste ano cresceu 7,9% para 2.202.836 unidades.
O ano que se encerra foi marcado por forte crescimento de vendas no segundo semestre, o queimpulsionou a produção de autoveículos a um nível acima do projetado inicialmente. Nacomparação do segundo com o primeiro semestre, a produção cresceu 26,2%, os emplacamentos 32% eas exportações 44,2%, informou a Anfavea.
Apesar do crescimento de 15% do mercado interno, a produção deve subir neste ano 10,7% sobre 2023,com 2,574 milhões de autoveículos deixando as linhas de montagem brasileiras. O que explica essegap é a estagnação das exportações e sobretudo a alta impressionante do ritmo de importações.
O salto das vendas de modelos estrangeiros no ano, acima de 31,5% (463 mil unidades no total), foipuxado por veículos vindos de fora do Mercosul, sobretudo da China. A participação de 17,4% dosimportados nos emplacamentos é a maior dos últimos 10 anos, sendo que 1/3 foi trazido por empresasque não produzem no Mercosul. Este desequilíbrio na balança comercial, por conta de baixo Impostode Importação para elétricos e híbridos, impediu que fabricantes de veículos aqui instaladosobtivessem uma recuperação ainda mais robusta, analisa Márcio de Lima Leite.
Para o próximo ano, a expectativa da ANFAVEA é um crescimento de 6,8% no volume de produção, oque representa 2,749 milhões de unidades. Essa alta deverá ser concentrada totalmente em veículosleves, com 7,3%. Para caminhões e ônibus, a previsão é de uma produção no mesmo patamar de2024 169 mil unidades.
Número de postos de trabalho sobe 0,7% em novembro, em base mensal
A quantidade de postos de trabalho na indústria automotiva subiu 0,7% em novembro, na comparaçãocom outubro deste ano, para 108.050 posições. Em novembro do ano passado, as contrataçõestotalizaram 101,2 mil pessoas, segundo a Anfavea.
Em todo o ano, a Anfavea totaliza 100 mil empregos gerados na cadeia automotiva.
De janeiro a dezembro foram criadas 10 mil vagas diretas nas nossas empresas e 1,3 milhão deempregos é o total pelo qual a cadeia automotiva é responsável, segundo a Anfavea.
No total, nosso setor é responsável por 1,3 milhão de empregos de alta qualificação, eesperamos que o atual ciclo de investimentos anunciado, de R$ 130 bilhões, abra ainda mais postosde trabalho não só na linha de montagem, mas também em algo estratégico para o país, que épesquisa e desenvolvimento, conclui o Presidente da ANFAVEA.
ACORDO MERCOSUL-UE
O acordo entre Mercosul e a União Europeia ainda não foi assinado, mas sinaliza para um’ganha-ganha’, na avaliação do presidente da Anfavea. Com as flexibilidades previstas pelo acordo,a entidade avalia que deve trazer benefícios, como na parte fiscal, mas não com impacto a curtoprazo.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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