Porto Alegre, 18 de dezembro de 2024 – Nesta terça-feira (17), o ministro da Agricultura ePecuária, Carlos Fávaro, lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos eBúfalos. A iniciativa tem como principais objetivos qualificar e aprimorar a rastreabilidade aoimplementar um sistema de identificação individual que permitirá acompanhar e registrar ohistórico, a localização atual e a trajetória de cada animal identificado.
A medida fortalecerá os programas de saúde animal, incrementará a capacidade de resposta asurtos epidemiológicos e reforçará o compromisso do Brasil com o cumprimento dos requisitossanitários dos mercados internacionais.
Não colocamos nenhum peso nos ombros de nenhum pecuarista brasileiro. Na realidade, o que nósestamos fazendo é prestar contas daquilo que eles já fazem, criando um sistema de rastreabilidadeque ninguém no mundo tem. No controle sanitário, social e ambiental dos produtores, o regramentobrasileiro é a régua mais alta do mundo, destacou Fávaro.
O ministro também pontuou que o objetivo é dar transparência ao sistema produtivo: Éfundamental. O mundo todo exige a transparência de boas práticas, sejam elas ambientais, sociaisou trabalhistas. E nós temos essa capacidade. Não precisamos ter medo de abrir a rastreabilidadedo nosso rebanho. Ninguém no mundo cumpre legislações tão restritivas como os produtoresbrasileiros. O Brasil avança definitivamente para os melhores mercados do mundo, sendo o país maiscompetitivo para fornecer proteína animal, completou o ministro.
O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, explicou como será o processo: Estamosevoluindo de uma rastreabilidade baseada no lote, com movimentação de animais registrados dentrode um contexto regional do Serviço Veterinário Oficial, para uma rastreabilidade individualizada.Isso nos permitirá ir além das garantias sanitárias e oferecer mais segurança a todos os elos dacadeia produtiva. Nosso objetivo é assegurar que o valor agregado dessa produção continue abeneficiar o setor como um todo, afirmou Goulart.
O Plano, liderado pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), contou com a participação deentidades do setor privado. A implementação será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos seteanos. Entre 2024 e 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, teráinício a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até2032.
A iniciativa representa um avanço fundamental para a rastreabilidade animal no Brasil, trazendobenefícios significativos à sanidade e à segurança agropecuária do país. Entre os principaisimpactos positivos estão: o fortalecimento dos programas de saúde animal, com monitoramentocontínuo e preciso; o aprimoramento da capacidade de resposta a surtos epidemiológicos,contribuindo para a mitigação de riscos; e o reforço do compromisso do Brasil com as exigênciassanitárias e de qualidade dos mercados internacionais, impulsionando a competitividade dos produtosagropecuários no comércio global. As informações partem da assessoria de imprensa do Mapa.
Revisão: Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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