Propostas de mudanças na política de reajustes dos planos da ANS é negativa para cia-Ativa

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São Paulo, 17 de dezembro de 2024 – A Ativa Investimentos divulgou análise sobre o relatório compropostas de mudanças regulatórias na política de reajustes dos planos de saúde divulgado pelaAgência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Ativa considera a notícia negativa para asoperadoras, especialmente para a Hapvida.

A análise destaca, dentre as principais alterações: “(i) a definição de uma meta mínima desinistralidade de 75% para as operadoras; (ii) a uniformização da política de rescisãocontratual para planos coletivos, igualando-a aos planos para MEIs, ou seja, a rescisão poderáocorrer apenas no aniversário do contrato e com 60 dias de antecedência; (iii) a alteração noagrupamento dos contratos coletivos, ampliando a faixa de agrupamento, antes restrita a contratos deaté 29 vidas, agora passando a englobar contratos de até 1.000 vidas na mesma política dereajustes; (iv) a revisão técnica dos planos individuais e familiares, que permitirá reajustesexcepcionais para operadoras com planos deficitários. No entanto, este plano ainda não foidetalhado e será discutido para possível implementação apenas em 2026, caso seja aprovado”,lista a Ativa.

Na avaliação da Ativa, embora as discussões sobre os reajustes já se arrastassem há algumtempo, esperava-se que a ANS adotasse uma postura mais sensível às dificuldades das operadoras,especialmente após as mudanças regulatórias que contribuíram para o setor apresentar resultadosdeficitários em 2021, 2022 e 2023. “Contudo, o que foi apresentado é uma prorrogação doenfrentamento dos planos individuais deficitários e seus reajustes abaixo da inflação dos custos,além de uma política mais rígida e menos flexível para os planos coletivos. Ressaltamos queessas medidas vão na contramão da busca por maior eficiência, penalizando as operadoras commelhores índices de sinistralidade”, comenta a Ativa.

“Assim, acreditamos que a Hapvida enfrentará uma deterioração de seus diferenciais competitivos,prejudicando seus fundamentos e impactando negativamente a tese de investimento no médio e longoprazo”, conclui.

A Ativa tem recomendação de compra para a ação da Hapvida (HAPV3), com preço-alvo de R$ 5,40.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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