Com menos patrocínio, Parada LGBT+ deve injetar 15% menos recursos na Capital paulista
Estimativa da ACSP aponta movimentação de R$ 466,2 milhões neste ano; retração acompanha saída de multinacionais e enxugamento do evento, mas ainda sustenta impacto relevante nos setores de serviços e turismo

A edição de 2026 da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo deverá movimentar cerca de R$ 466,2 milhões na economia da capital paulista, segundo estimativas de Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor representa uma queda de 15% em relação ao ano passado, quando o evento gerou aproximadamente R$ 548,5 milhões.
Há cerca de duas semanas, o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Nelson Matias, já alertava que o patrocínio do evento caiu 60% entre 2025 e 2026, após a saída de parceiras multinacionais que deixaram de apoiar.
Segundo Ruiz de Gamboa, a retração na atividade econômica tradicionalmente impulsionada pelo evento está associada diretamente a este cenário.
Menor, mas não menos importante
Embora menor, a movimentação financeira permanece relevante para a cidade, especialmente para os setores de bares, restaurantes, hotelaria, turismo, transporte, comércio informal e venda de adereços, historicamente favorecidos pelo aumento do fluxo de visitantes na região central da Capital paulista.
Para o especialista, a estimativa de queda não reduz a importância do evento para São Paulo, mas reflete um cenário de ajuste no tamanho da celebração e, consequentemente, no volume de recursos injetados na economia local: “A Parada LGBT+ continua exercendo papel de destaque para a economia paulistana, especialmente nos serviços, que concentram boa parte do consumo gerado pelo evento”, avalia.
A movimentação econômica do Dia dos Namorados também deve ajudar a diminuir os efeitos dessa retração, pois aquece segmentos como alimentação, presentes, vestuário e entretenimento, finaliza Ruiz de Gamboa.
IMAGEM: José Cordeiro/Prefeitura de SP

