Dólar e bolsa caem após país perder selo de bom pagador

Já o preço do barril de petróleo trouxe um pouco de alívio para o mercado ao fechar em US$ 34

Agência Brasil
24/Fev/2016
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Dólar e bolsa caem após país perder selo de bom pagador

No dia do rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Moody's, o mercado financeiro enfrentou fortes oscilações, mas diminuiu as perdas durante a tarde. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (24/02) vendido a R$ 3,957, com leve recuo de R$ 0,006 (-0,15%). A bolsa de valores, que chegou a cair fortemente até fim da manhã, reverteu parte da queda no restante da sessão.

Logo após o anúncio da retirada do grau de investimento (selo de bom pagador) pela Moody's, no início da manhã, o dólar operou próximo dos R$ 4. Na máxima do dia, por volta das 11h40, foi vendido a R$ 4,005, com alta de 1%. 

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À tarde, no entanto, a cotação mudou de tendência. Perto do fim da sessão, a moeda anulou a alta e passou a ser negociada em torno de R$ 3,95, encerrando com pequeno recuo.

Na bolsa de valores, o dia seguiu trajetória semelhante. O Ibovespa (índice das ações mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa), chegou a cair 3,1% na mínima do dia, por volta das 12h.

Ao longo da tarde, algumas ações passaram a operar próximas da estabilidade, diminuindo o ritmo de queda. O indicador encerrou o dia com queda de 1,03%, aos 42.085 pontos.

A recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional ajudou o mercado financeiro em todo o mundo a reduzir as perdas. Depois de cair na terça-feira, o barril do tipo Brent, negociado em Londres, encerrou o dia acima dos US$ 34. 

O barril do tipo cru, negociado em Nova York, também subiu e fechou em US$ 32. No Brasil, a cotação do petróleo diminuiu as perdas da Petrobras, cujas ações encerraram com queda de 0,71% (papéis ordinários) e 1,02% (ações preferenciais).

Nas últimas semanas, as commodities (bens primários com cotação internacional) têm caído fortemente por causa de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. 

No caso do petróleo, Venezuela, Qatar, Arábia Saudita e Rússia tentam firmar um acordo para congelar a produção do produto nos níveis de janeiro se outros países apoiarem a medida. Hoje, Irã e Iraque declararam estar dispostos a participar do acordo.

A retração da China, a segunda maior economia do planeta, prejudica países exportadores de commodities, como o Brasil, porque reduz a demanda global por matérias-primas e produtos agrícolas.

Com as exportações mais baratas, menos dólares entram no mercado brasileiro, empurrando para cima a cotação da moeda norte-americana.

IMAGEM: Thinkstock

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