Em balanço, Tarcísio destaca recorde de R$ 910 bi em investimentos privados
Desse total investido nos três anos de sua gestão, R$ 540 bilhões são oriundos de novos empreendimentos empresariais e industriais e R$ 370 bilhões de leilões, concessões e parcerias

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apresentou os resultados consolidados de sua gestão nos últimos três anos. O balanço, realizado nesta quinta-feira, 18/12, no Palácio dos Bandeirantes, deu destaque ao destravamento de obras históricas de infraestrutura e ao volume de investimentos privados que consolida o estado como o principal motor econômico do país.
De acordo com o governador, sua administração é marcada pela retomada de projetos considerados "críticos". Entre os marcos citados estão o avanço do Trecho Norte do Rodoanel e das obras da Linha 17-Ouro do Metrô. O governador também celebrou a viabilização de projetos de alta complexidade que aguardavam décadas para sair do papel, como o Túnel Imerso Santos-Guarujá (a primeira ligação seca entre as duas cidades) e o Trem Intercidades, que resgata o transporte ferroviário de passageiros conectando as regiões metropolitanas.
Sobre a soma de investimentos recebidos, o governador apontou a estratégia de "ambiente pró-mercado" e a segurança jurídica como fundamentais para atrair capital. Segundo Tarcísio, a soma de investimentos alcança a marca de R$ 910 bilhões, divididos em duas frentes principais: novos empreendimentos empresariais e industriais (R$ 540 bilhões) e leilões, concessões e parcerias - Programa PPI-SP - (R$ 370 bilhões).
No campo da Segurança Pública, a gestão destacou o enfrentamento direto ao crime organizado pautado em quatro pilares: inteligência, tecnologia, reforço do efetivo policial e planejamento estratégico. De acordo com Tarcísio, essa combinação levou "os indicadores de criminalidade a patamares históricos para o estado, reforçando a tese de que o rigor operacional, aliado ao uso de dados, é o caminho para o controle da ordem pública em São Paulo."
“Achavam que era impossível concluir o Rodoanel, entregar a Linha 17-Ouro, acabar com a Cracolândia, tirar do papel o Túnel Santos-Guarujá. E fazer tudo isso terminando o terceiro ano com superávit mostra que essa dificuldade não existe para nós", afirmou o governador.
Educação - Em um balanço das ações educacionais do ano, Tarcísio apontou como principais pontos a evolução na frequência escolar, o aumento e capacitação do corpo docente e a autonomia na gestão escolar. O governador destacou uma melhora significativa na assiduidade dos alunos. Segundo ele, a frequência média no estado subiu de 78% para 89%. O índice caiu de 22 alunos faltando todo dia para 11.
Para 2026, anunciou que todas as escolas terão professores adicionais focados em cerca de 20% a 25% dos alunos com maior defasagem. O objetivo é que esses tutores ajudem os estudantes mais atrasados a alcançar o restante da turma por meio de recomposição de aprendizagem.
Tarcísio também enfatizou que a infraestrutura, limpeza e organização e o aprendizado dependem da gestão escolar, já que as verbas e regras são as mesmas para as unidades. Para tanto, defendeu que os diretores precisam ter voz e apoio do governo para melhorar o desempenho de suas escolas com base nos resultados das avaliações (como Provão Paulista e Saresp).
Ainda sobre educação, citou alguns avanços em programas e infraestrutura, como a expansão das vagas no ensino técnico e a integração com o mercado; o Provão Paulista como consolidação da prova como porta de entrada para universidades públicas; programas, como o "BEEM" e "Prontos pro Mundo" (intercâmbio para alunos da rede estadual); e o investimento focado em obras importantes e fornecimento de novos notebooks para a rede em 2025.
Habitação - Sobre o setor habitacional, Tarcísio classificou o atual ciclo de investimentos como "o maior da história do estado". Por meio do programa Casa Paulista, o governo estadual entregou 76 mil moradias em três anos, com o objetivo de ultrapassar a meta de 200 mil unidades até o fim da gestão.
De acordo com o governador, um dos pilares da gestão tem sido a retirada de famílias de locais de vulnerabilidade extrema. O governador enfatizou que a habitação passou a ser tratada como prioridade estratégica para salvar vidas e garantir dignidade, especialmente das pessoas em áreas de risco.
Ele citou como exemplo a intervenção na Favela do Moinho, na capital. "Estamos enfrentando o que ninguém queria enfrentar. É uma área que sofreu com incêndios, espremida por linhas de trem e que tinha famílias escravizadas pelo crime. Estamos dando moradia digna para quem não tinha."
Segundo o governador, os dados apresentados do Programa Casa Paulista mostram o ritmo desse planejamento: 114 mil unidades em fase de obras; 23 mil novas moradias autorizadas e a meta de viabilizar 200 mil moradias ao longo de quatro anos.
Além da construção de novos imóveis, o governo busca a regularização fundiária por meio do programa Cidade Legal. A iniciativa visa corrigir um problema histórico de famílias que têm a posse do imóvel, mas não a documentação oficial.
“Antes a pessoa conquistava a casa própria, mas não tinha escritura. Por isso entramos com um forte programa de regularização: já são 143 mil famílias que receberam suas escrituras, garantindo a propriedade de fato”, explicou.
Segurança – Em um balanço sobre a segurança, Tarcísio deu destaque a alguns indicadores. Segundo o governador, em 2025 houve um ciclo de investimento histórico voltado à modernização tecnológica, reforço do efetivo policial e combate ao crime organizado, principalmente pensando na revitalização do Centro da capital.
O estado destinou R$ 1,5 bilhão em três anos para o combate ao crime organizado e modernização das polícias por meio de programas como o Muralha Paulista, que implementou tecnologia de ponta com 93 mil câmeras integradas, contando com a adesão de mais de 600 municípios; adotou operações modernas a partir do uso intensivo de drones e inteligência policial para monitoramento; além de ações táticas.
Em dois anos, o governo renovou significativamente os quadros das forças de segurança, como a incorporação de 7,5 mil novos policiais civis (4 mil em 2024 e 3,5 mil em 2025), o que representa 30% do efetivo total da instituição. Também houve regulamentação da carreira e autorização de concurso para 1 mil novas vagas e a retomada do controle estatal das unidades prisionais, combatendo a influência de facções criminosas.
Sobre a revitalização do Centro e o fim da Cracolândia, Tarcísio exaltou a estratégia integrada entre inteligência policial e acolhimento social, que, segundo ele, resultou na extinção das cenas abertas de uso de drogas. Ao citar alguns indicadores de impacto na região central, o governador destacou a queda de 65% no período de maio a outubro de 2025, em comparação com igual período de 2022.
As apreensões e prisões atingiram 21 mil infratores detidos e 13 toneladas de drogas foram retiradas das ruas em três anos. Também foram instaladas três novas unidades de policiamento e reforço de 400 novos homens na região central.
Em relação aos serviços de acolhimento e saúde, o governador destacou que 43 mil pessoas foram atendidas pelo hub de cuidados, Casas Terapêuticas e Espaços Prevenir. Enfatizou ainda a ampliação para 695 leitos específicos para internação e tratamento. "Quem investir no Centro vai se dar bem. Em cinco anos, o cenário será bem diferente", disse.
Outro destaque do governador foi o movimento SP Por Todas, que estruturou uma política integrada para enfrentar a violência doméstica e garantir saúde, dignidade e autonomia para as mulheres. Esse avanço conta com o monitoramento de agressores com 1,2 mil tornozeleiras eletrônicas e 100 prisões.
Usado por 37 mil mulheres, o aplicativo SP Mulher Segura agiliza socorro com mais de 5 mil acionamentos de emergência e 1,5 mil boletins de ocorrência. Hoje, são 170 salas de delegacia de defesa da mulher em todo o estado abertas 24 horas, sendo que 108 foram entregues entre 2023 e 2025. O estado também conta com 142 delegacias territoriais.
Pobreza - Ao citar um modelo internacional de capacitação itinerante para erradicar a pobreza, no âmbito social, o governador deu destaque para o SuperAção SP, que consolida 29 políticas públicas integradas com um investimento inicial de R$ 1,5 bilhão.
Tarcísio explicou que a iniciativa é inspirada em experiências globais de sucesso e, contando com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa já atende 105 mil famílias em sua fase inicial, abrangendo 49 municípios com foco na redução das desigualdades regionais.
Segundo o governador, o programa nasceu com uma visão de território para oferecer o que falta no dia a dia e remover os obstáculos que impedem as famílias de prosperarem com segurança alimentar, creches e escolas de tempo integral.
Paralelamente ao suporte assistencial, disse Tarcísio, o governo intensificou a qualificação profissional por meio do programa Caminho da Capacitação. Em apenas sete meses, carretas-escola do Fundo Social percorreram 161 municípios, formando mais de 7,6 mil pessoas em 23 modalidades de cursos práticos. Somado aos 12 mil formados pelas Praças da Cidadania, o estado projeta um impacto direto na empregabilidade.
"O curso é itinerante e adequado à realidade local, permitindo que o aluno saia contratado ou pronto para empreender”, afirmou Tarcísio.
O balanço social também destacou o papel da segurança pública no asfixiamento financeiro do crime organizado, revertendo recursos do crime para a sociedade. O governador citou que a integração entre as polícias e o Ministério Público (GAECOs) resultou no bloqueio de quase R$ 17 bilhões em operações recentes.
Para o gestor público, "o combate às facções é parte indissociável da justiça social, garantindo que comunidades antes reféns da criminalidade possam agora ser atendidas por projetos de urbanização e dignidade humana."
Saúde - Sobre os avanços na saúde pública estadual entre 2023 e 2025, Tarcísio indicou que o principal motor dessa transformação foi a implementação da Tabela SUS Paulista, que destinou R$ 8 bilhões em dois anos para cerca de 800 Santas Casas e instituições filantrópicas.
Ao repassar valores até cinco vezes superiores aos da tabela federal, segundo o governador, o estado de São Paulo garantiu o fôlego financeiro necessário para que essas unidades ampliassem o atendimento à população. De acordo com ele, como resultado direto desse investimento, "a média anual de cirurgias eletivas dobrou em sua gestão". O balanço aponta que, em três anos, São Paulo alcançou a marca de 3,5 milhões de procedimentos realizados, o que representa uma média de 3,2 mil cirurgias por dia.
Além da agilidade nos centros cirúrgicos, o governador destacou que conseguiu reativar mais de 8 mil leitos em todo o estado, atacando o problema das filas de espera. O governador enfatizou que a estratégia é modernização para desafogar os prontos-socorros.
"Estamos investindo no que realmente reduz a pressão nas urgências e emergências. Isso passa pela atenção básica e, fundamentalmente, pela saúde digital. Consolidamos o maior programa de telemedicina da história de São Paulo, já com 121 mil teleatendimentos realizados", afirmou.
De acordo com Tarcísio, o uso da tecnologia tem gerado uma eficiência sistêmica na rede pública. O resultado, segundo ele, é a diminuição do tempo de internação. Na prática, essa otimização no atendimento faz com que o paciente receba alta com segurança mais rápido, o que gera um efeito de aumento real no número de leitos disponíveis, permitindo que mais pessoas sejam atendidas.
Outros pontos citados no balanço foram o agronegócio e a regularização fundiária. De acordo com Tarcísio, nos últimos três anos o governo de São Paulo "solucionou conflitos históricos no campo e avançou garantindo títulos de propriedade a 5 mil famílias – 90% destinados a pequenos e médios produtores – e formalizando mais de 220 mil hectares."
Sobre saneamento, Tarcísio destacou que o governo de São Paulo concluiu, em 2024, a desestatização da Sabesp. Segundo ele, em pouco mais de um ano, a companhia "levou acesso à água potável para mais 2 milhões de pessoas e garantiu esgoto tratado a outros 3 milhões de moradores", com investimento que já soma R$ 15 bilhões. O contrato prevê a antecipação da universalização dos serviços para 2029.
IMAGEM: Pablo Jacob/Governo-SP

